domingo, 10 de janeiro de 2010

Campeões à força


Como escrevi na última CG, da passada sexta-feira,nada tenho contra os leitores de revistas cor de rosa e muito menos contra os cabeleireiros, pessoas estimáveis que muito considero.
Chegou agora a altura de vos confessar que também tenho uma faceta de voyeur que não se manifesta através da leitura de revistas cor de rosa mas sim, como aqui lembra a Brites, pelo prazer que sinto na leitura de biografias. Concedo que estas leituras também revelam uma faceta voyeurista, mas há uma pequena diferença. Estou-me borrifando se a Cinha Jardim passa férias em Porto Rico com a cadela ou em Alcabideche, mas já me desperta alguma curiosidade saber pormenores da vida de um político como Churchill ou Fidel de Castro, por exemplo. Ao ler as suas biografias, fico a perceber melhor a História Contemporânea, o que de alguma forma me enriquece.
Mais difícil será explicar-vos a razão de ter ficado empolgado ao ler hoje, na “Pública”, excertos da autobiografia de André Agassi.Tão empolgado, que me apeteceu ir a correr comprá-la. Talvez isso tenha a ver com o facto de Agassi ser um campeão contranatura, obrigado pelo pai a “trabalhos” forçados para atingir o estrelato. Agassi conseguiu-o mas, por trás do sucesso, há uma história de ódio ao ténis que me interessou.
Até que ponto os pais podem condicionar os desejos dos filhos em prol da sua própria vaidade?Será legítimo um pai obrigar um filho a ser vedeta, contrariando a sua vontade? No mundo do desporto ou do espectáculo há centenas de casos como o de Agassi, mas gostava de saber a vossa opinião sobre as dúvidas que aqui coloco.

Inferno e Paraíso

O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses.