
Entra Novembro, os dias encurtam, as pessoas começam a ficar (ainda) mais deprimidas e começa a cheirar a Natal.
Já se vêem centros comerciais iluminados a preceito,nos próximos dias começaremos a ser inundados de publicidade, as montras das lojas serão decoradas com bolinhas, neve artificial e pais Natal barrigudos, as ruas vão engalanar-se de luzes natalícias e o trânsito aumentará. Quando começar Dezembro, as televisões e os jornais começarão a fazer reportagens, onde o denominador comum será a crise. Os comerciantes queixar-se-ão do negócio, os consumidores lamentarão a falta de dinheiro para compras de Natal mas, no início do ano, ficaremos todos a saber que, afinal, este ano o negócio ultrapassou todas as expectativas, superando o volume de vendas de 2009 ( que por sua vez já tinha sido superior ao de 2008) que as caixas multibanco ficaram sem dinheiro no fim de semana de Natal e de Ano Novo, que foi batido mais um record de envio de SMS durante a noite de S. Silvestre e que os voos para Cancún, Riviera Maya e outros locais “exóticos” partiram cheios de portugueses.
A crise fará férias durante uns dias, para regressar em força em Janeiro.Nessa altura voltarão todos a culpar Sócrates da crise. Presumo é que depois disto, Pedro Passos Coelho e a sua corte continuarão sem uma ideia para o país. Para compensar, os amigos do professor Cavaco no BPN irão a Fátima agradecer a Nossa Senhora a reeleição do seu patrono e mais uns quantos adiamentos do julgamento. Até à prescrição, espera-se…
* Qualquer semelhança entre este post e a trama do filme ( meloso até à náusea )protagonizado por Keanu Reaves e Charlize Theron é pura coincidência. Ou talvez não...
Carlos,
ResponderEliminarVou agraciar o Crónicas do Rochedo no A Nossa Candeia.
Abraço :)
Carlos, com ou sem crise, a sua descrição aplica-se a todas as épocas natalícias, desde que eu me lembre. OK... talvez um pouco mais agora. Mas pode publicar o mesmo texto no próximo ano que stará actual, de certeza... infelizmente!
ResponderEliminarBeijinhos
Adenda: a verificação de palavras (para publicar o comentário) que me calhou, está consonante - MIZERIES :0
Ah, como este mundo é feito de certezas... tudo previsivel...
ResponderEliminar"Sweet November"
"Poor January"
(também o agraciei, prémio em duplicado mérito dobrado!)
Bom post, no dia em que os juros da dívida bateram novo recorde... o sweet está cada vez mais bitter ;)
ResponderEliminarBjos
De política nada sei, mas que o filme Sweet September é meloso até à náusea, lá isso é VERDADE!
ResponderEliminarCarlos, é impressionante.Mais uma
ResponderEliminarvez, o atual momento daí é o mesmo
que estamos vivendo aqui.No comér-
cio já se vendem enfeites de Natal
e se ouvem musicas natalinas.E, no
mais, o comportamento do povo, é
igual.
Abraços
Eu gosto dessa trama melosa até a náusea :o)
ResponderEliminarJá a primeira parte do seu texto é um videotape daqui.Eu gosto de Novembros, doces ou nem tanto, mas tenho náuseas com a proximidade do tal "Natal".
Eu tenho verdadeiro pavor de toda aquela balbúrdia e consumismo desenfreado, como se o mundo fosse acabar na manhã seguinte ao Natal.
Aí vem a vontade de fugir para algum lugar, mas estão todos lotados.O melhor mesmo é ficar em casa!
Carlos... Não só em Portugal, mas no Brasil também é desse mesmo jeito.
ResponderEliminarIgualzinho. Todos a reclamar da crise e a gastar mais, ano a ano...
Aguardo o que acontecerá à meia noite e um...
Beijão
Carla
Uma crise de férias é uma coisa bestial, Carlos.
ResponderEliminarTragam-na aqui a Macau que parece que aqui anda a aparecer dinheiro debaixo das pedras!
Naturalmente, como diz o brasileiro, "prós mesmos, prós mesmos!!"
Mas é uma coisa inexplicável.
Crescimentos nas recitas do sector do Jogo superiores a 50%?
Cheira a esturro que tresanda.