Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Um país de luto

O casal Kirchner marcou a História da Argentina na primeira década do século XXI
Morreu Nestor Kirchner, o presidente argentino que recuperou, em apenas dois anos, a Argentina de uma crise de proporções gigantescas. Já aqui escrevi vários posts sobre a influência deste homem de esquerda moderada, que os argentinos eram unânimes em considerar o Presidente que lhes devolveu o orgulho e a dignidade.
O segredo de Kirchner foi saber humanizar a crise. Compreendeu o drama do seu povo, teve sensibilidade para as dificuldades dos mais desfavorecidos, recusou a arrogância, não enfileirou em discursos de esquerda panfletária.Terá contra si as classes mais endinheiradas que viram os seus privilégios diminuir. É natural... mas isso não o deve incomodar muito, pois sabe que algum preço teria de pagar para ressuscitar a Argentina e o povo ficou-lhe grato.
( Aqui pode ler mais sobre o papel de Kirchner no milagre azul-celeste. Algo que nos podia servir de lição neste momento conturbado que Portugal atravessa).

9 comentários:

  1. É de facto notável a recuperação da economia operada por Kirchner. Só uma coisa me faz confusão, que é essa tendência das mulheres sucederem aos maridos na Argentina.

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  2. Pelos vistos os bons vão-se...
    Se os nossos políticos quisessem aprender...

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  3. Fico pensando como fica a Argentina, agora.Parece-me orfã, apesar da viúva.

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  4. O desaparecimento físico não apaga a memória, Carlos.
    E os argentinos (quase todos....) sabem-no.

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  5. Numa reportagem televisiva ouvi um argentino dizer: morreu o homem que nos devolveu a alegria de viver.
    Quando o povo assim se expressa está tudo dito!
    Por cá é isso que queremos: resgatar a alegria de viver.
    Mas, meu caro Carlos, não acredito que os nossos políticos, da direita à esquerda do croquete, saibam e queiram para aí virar-se.
    Abraço

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  6. Confesso, Carlos, que nada sei de política em geral, mas muito menos a da Argentina.
    Penso, no entanto, que a morte de Néstor Kirchner vai criar muitos problemas ao país. Todavia, dúvido que a sua morte vá tirar a alegria a todos os argentinos.
    Todos nós sabemos que ele era o operador político mais importante dentro do governo da sua mulher.
    A imprensa alemã sempre o apelidou do "poder na sombra".

    Beijinhos primaveris??? Em Lisboa.
    Aqui, o frio já tomou lugar!!!

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  7. Assim de repente, passou-me pela cabeça se não daria também para contratarmos um craque argentino que nos tirasse deste buraco económico!?

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  8. Penso que o embrutecimento, o desnorte, que atingiu os responsáveis já não lhes permite aprender o que quer que seja, com quem quer que seja.
    "Humanizar a crise"? Alguma vez isso seria viável?

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  9. Carlos

    Como gosta tanto da Argentina, deve sentir todos estes acontecimentos de forma muito intensa.

    Passo a correr depois dos 300 km!

    :))))

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