Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Queixam-se de quê?

Magistrados do ministério público e juízes estão em pé de guerra com o governo, porque não aceitam a perda de algumas regalias, impostas pelo Orçamento de Estado. Acusar o governo de impôr as restrições para se vingar da classe, por causa de processos como o Freeport ou o Face Oculta parece-me indecoroso. Principalmente, depois de o relatório europeu sobre a eficácia da justiça ter concluído que apesar de os juízes serem dos profissionais mais bem pagos em Portugal, temos a segunda justiça mais lenta da Europa.
Seria altura de os senhores juízes e demais agentes fazerem mea culpa e explicarem aos portugueses as razões da morosidade da justiça. Em vez disso, o sindicato dos magistrados do MP vem insinuar que o governo manipulou o estudo. Se já nem os agentes que a manuseiam e aplicam mantêm decoro e compostura, o que podemos esperar da justiça?

7 comentários:

  1. Nem todos os magistrados estão em pé de guerra e muitos trabalham com sacrifício das horas de descanso, à noite e nos fins-de-semana.
    O vencimento dos magistrados tem por base a ideia da exclusividade e independência, uma vez que ao contrário de outros profissionais não podem exercer outras actividades remuneradas.
    Não obstante, e neste momento, parece-me que deveriamos estar todos preocupados é com os que já recebem muito pouco, vão receber menos e ter de pagar mais por artigos de consumo, com a subida do IVA.
    Hoje pela hora do almoço dei uma volta mais alargada pelo centro da cidade onde trabalho e vi nas montras de algumas pequenas lojas um aviso "ainda aqui estou". Pensei se será também uma consequência da recessão, um sinal de resistência às dificuldades, mas até quando?

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  2. Todos os meninos são assim, Carlos.
    Mesmo que tenham muitos brinquedos, muito mais que os outros meninos, não querem que lhes tirem nenhum brinquedinho.
    E fazem birrinha e tudo!

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  3. Ao menos podiam ter a decência de estar calados. Mas não, a má formação congénita não lhes permite um mínimo de solidaridade nacional. Funcionam em despique, ora agora manda umas "bocas" o Palma, ora agora manda as "bocas" o Martins. Uma vergonha.

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  4. Tem momentos em que me confundo se a notícia é daí ou daqui.Palavras do tipo regalias, orçamento, Estado, morosidade, justiça, supeita e manipulação me são muito familiares.

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  5. Há treze anos que temos um assunto pendente nos tribunais que tem a ver com seguradoras!
    Como é que isto pode ser?
    E os processos mediáticos que se arrastam indefinidamente?

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  6. As recentes declarações dos magistrados só dão razão a Marinho Pinto e a quem critica a sua desmedida arrogãncia!

    Um bom dia.

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  7. NADA!
    Esta é a minha resposta imediata mas sei que há magistrados que não "refilam", nem tempo têm para o fazer se quisessem, trabalham na sua profissão com dedicação e profissionalismo.

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