Domingo, 17 de Outubro de 2010

Overdose

Depois de ter estado mês e meio sem visitar blogs e praticamente sem ler a imprensa portuguesa, dediquei o fim de semana aos jornais ( incluindo um desportivo!) e revistas para tentar perceber o que se passa neste país. Confesso-vos que a overdose de leituras me deixou confuso e estupefacto com a torrente opinativa que brota das páginas de jornais e revistas, contrastando com a exiguidade de informação. Alguém me explica a razão de a imprensa portuguesa ( e a comunicação socila em geral...) ser hoje em dia maioritariamente opinativa e dar cada vez menos espaço ao jornalismo?
O melhor mesmo é esquecer que a imprensa portuguesa existe e voltar à estrangeira, criteriosamente seleccionada. Pelo menos vou ficando a saber o que se passa lá por fora e, a partir daí, talvez me seja mais fácil perceber a situação deste país.

13 comentários:

  1. Cá por dentro não se passa nada, a não ser o governo a "tramar" todos os dias um pouco mais os trabalhadores honestos deste país.
    Vergonha, tristeza, raiva!

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  2. Não se anime muito, Carlos. Em período eleitoral, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, nem a imprensa se salva!

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  3. O excesso de informação (ou, melhor dizendo, de opinião) só serve para confundir e baralhar mais a população...

    Mais, não acredito que seja inocente... :s

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  4. Isso Carlos. Além de que, conhecendo os personagens, já sabemos à partida o que vão dizer. Uma monotonia!!!

    :)))

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  5. Carlos... !!!
    Não percebo a confusão...
    Se em 100 artigos, 99 são de opinião, em dois ou três jornais só tem UMA notícia para ler... 45 dias X 1 = 45 notícias!!!
    Overdose de quê?

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  6. A razão é simples: porque lhes pagam para isso. Nem tão pouco querem saber o que é isso de "jornalismo". Há muito que as redacções viraram prostíbulo, para não utilizar algo mais claro...

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  7. Carlos,
    Lembra-se da prima Serafina do Solnado?
    Aquela que gostava muito de dizer coisas?
    Fez escola no jornalismo.
    Há para aí muito boa gente que gosta de escrever coisas.

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  8. Tem a certeza de que fica muito melhor informado com os jornalistas estrangeiros? Penso que a matriz subjacente a todo o jornalismo actual não permite diferenças muito marcantes, não.

    Uma semana boa lhe desejo.

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  9. Como em todas as profissões há bons e maus profissionais. Isto não é novidade. A função do jornalista é informar, isto quando se trata de jornalistas , sérios, honestos. Por outro lado, aquilo que vende são as opiniões dos jornalistas consoante a sua cor politica. Não vejo ou leio, jornalistas a informarem os portugueses dos corruptos que vão por aí proliferando, leio apenas umas dicas, generalizando e eu quero acreditar que ainda há pessoas honestas no MEU País. Jornalistas podem dizer o que lhes apetecer, sem revelarem as fontes, mesmo não tendo fonte e alegando que sim. Opinam e levam montes de pessoas atrás das suas opiniões. Isenção, palavra desconhecida neste País que continua a ser o MEU. Quando se tira um curso de comunicação social, penso que uma das coisas que lá se ensina é ser jornalista isento, informar, opinar há colunas próprias para isso, o resto deveria ser informar. Isto digo eu por ter só uma 4ª classe ( feita à noite, não tive possibilidades de ter mais e agora é tarde e não tenho tempo )

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  10. São os fazedores de opinião num país com menos opinião própria.

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  11. vai ser difícil que alguém alguma vez perceba o que se passa em Portugal.

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  12. É isso mesmo. Uma tremenda Overdose.

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  13. É isso mesmo. Uma tremenda Overdose.

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