segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Combate aos incêndios: uma solução (im)possível?


No dia 21 de Março- Dia Mundial da Floresta- divulguei aqui as propostas apresentadas pela Fenaflorestas visando a diminuição dos riscos de incêndios. Manifestei, então, a minha concordância em relação à possibilidade de os terrenos baldios abandonados pelos proprietários virem a ser geridos por cooperativas que assegurem a sua manutenção.
Na sequência dos incêndios que têm devastado a floresta portuguesa, com prejuízos incalculáveis e perda de vidas humanas, têm surgido diversas propostas com um denominador comum: a gestão dos baldios abandonados deverá ser assegurada pelo Estado.
Nem a proposta do Bloco de esquerda, nem a do governo me parecem apresentar soluções capazes de resolver o problema. Não seria mais curial aproveitar a estrutura da Fenaflorestas e implantar as medidas propostas por aquela organização cooperativa? Tenho a impressão que seria uma solução mais fácil, mais eficaz e menos dispendiosa para os contribuintes.

7 comentários:

  1. há ainda outra associação:

    A AFOCELCA insere-se numa clara política de rentabilização do sector florestal privado, estando vocacionada para a eficiência do apoio à defesa da floresta, nomeadamente na área DFCI (Defesa da Floresta Contra Incêndios), e tendo como objectivos, a redução dos custos de protecção e a minimização dos prejuízos que os incêndios florestais representam para as empresas do ACE, detentoras de mais de 250 mil hectares de floresta em Portugal.

    Desde 2002, que a AFOCELCA se posiciona como uma organização padrão na área da defesa da floresta contra incêndios, assumindo responsabilidades de parceria e interacção com todas as entidades envolvidas no tema, e desde 2005 com participação no DECIF (Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais).

    Apesar das conhecidas dificuldades que nos últimos 2 anos se fizeram sentir pela crise financeira internacional, temos conseguido alcançar um sucesso sustentando, resultante do esforço e dedicação por parte de toda a estrutura que compõem a AFOCELCA.

    É com essa dedicação que, estou certo, iremos ultrapassar as vicissitudes que se avizinham em mais uma campanha, comprometendo-nos a assumir uma postura de dever, rigor, integração e articulação, na resolução daquele que é também para nós, um problema nacional.

    …afinal, Portugal sem fogos é também o nosso lema!


    as aventuras de um empregado gourmet

    http://ohpirussas.blogspot.com/

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  2. Carlos

    Sobre este tema, não sou grande conhecedor. A unica experiência foi nos meus tempos de juventude ter sido bombeiro voluntário e recordar bem o que era enfrentar as chamas, quando os equipamentos existentes eram uma simples aproximação ao que hoje existe.
    Tenho no entanto lido e ouvido algumas coisas e alinho pela ideia de que a desertificação provocada pela proibição cega de construir em areas agricolas e flosrestais, obrigou muita gente a instalar-se nos meios urbanos, quando podiam ficar nos meios rurais, nauralmente cuidando dos seus terrenos e florestas.

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  3. Mas a gestão dos baldios, por parte do Estado, já não provou quue é ineficaz??
    É essa a ideia que tenho.

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  4. Uma questão bem complicada de resolver, com sinceridade não estpou a ver como o Estado pode ser a solução, se até as suas matas estão miseraveis no que diz respeito à sua gestão, pelo menos por aqui.

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  5. Eu sendo um pouco mais radical até propunha serviço comunitário por parte dos nossos presos. O tempo que estão numa cadeia a comer e a dormir á nossa custa, porque não pegar neles e mete-los a limpar as matas, e a fazer a reflorestação!?? Não falo em trabalhos forçados nem maus tratos, porque nenhum de nós é livre de lá ir parar. Agora se os contribuintes são obrigados a trabalhar para se sustentarem, porquê é que eles, que erraram, não o são?! Assim por um lado tínhamos os terrenos mais limpos e eles até poderiam a ter reduções nas suas penas (como já têm sem nada fazer para o merecer).

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  6. O problema é que ninguém no poder está interessado em fazer realmente algo de eficaz...

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  7. Aqui, em algumas regiões não chove há mais de um mês aumentando o risco de incêndios e a propagacão dos mesmos.Só no Mato Grosso do Sul, próximo à Campo Grande, a Secretaria do Meio Ambiente já expediu 168 multas por queimadas neste período de seca.É muita falta de consciência!

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