... e os bancos são o espelho dessa mudança. Ainda há pouco mais de um ano gastavam verbas volumosas em publicidade, incitando os portugueses a endividarem-se, anunciando spreads de 0% , oferecendo prémios a quem se endividasse e prometendo facilidades no acesso ao crédito que levaram os portugueses a acreditar que o crédito era fácil, barato e ainda dava prémios, como o Euromilhões.
Hoje, além de dificultarem o acesso ao crédito, tornando-o quase inacesível à maioria dos portugueses, os bancos canalizaram as verbas destinadas à publicidade para pedir aos portugueses que lhes emprestem dinheiro, subscrevendo os seus produtos de poupança.
Carlos
ResponderEliminarComo é que o "homem" sabia?
“Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado”.
Karl Marx, Das Kapital, 1867
Há uns anos havia um slogan assim: " É fácil, é barato e dá milhões ". Tinha duas respostas. Uma é a que os bancos precisam de fazer a grilos, a outra toda a gante sabe.
ResponderEliminar"Mudam-se os tempos
ResponderEliminarmudam-se as vontades..."
Não sou capaz de entender esta fraqueza dos portugueses pelo crédito fácil que bem caro lhes está a sair!
Mais tarde entendi que o que acabava era o cruzamento de crónicas com a Patti...
Fiz uma leitura apressada do post!
Abraço
e os portugueses, povo generoso, empresta/dá.
ResponderEliminarA contradição total, agora que vamos ficar tesos é que eles se lembram das nossas poupanças e de quanto nos querem dar por elas.
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