Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Se bem me lembro...

Pedro Passos Coelho disse, numa entrevista, que se ficasse provado na Comissão de Inquérito ao caso PT/TVI que Sócrates tinha mentido à AR, o PSD avançaria com uma moção de censura. Não sei quantas vezes PPC se terá arrependido das suas palavras, mas tenho a certeza que hoje respirará de alívio. É que o relatório, apesar de insistir na tese de que Sócrates sabia do negócio, não fala nunca de "mentira".

O texto final - elaborado pelo deputado bloquista João Semedo- permite assim a PPC prosseguir a sua estratégia:continuar a desgatar Sócrates, até que ele caia de podre e ganhar as eleições por desgaste do adversário e não por mérito próprio. Um dia destes, talvez seja notícia um almoço secreto entre PPC e João Semedo. Ficaremos é sem saber quem pagou a conta, mas não é difícil adivinhar.

3 comentários:

  1. Há uma coisa que não entendo nesta história toda: se ele sabia, mas porque um amigo lhe disse em segredo e pediu para não contar a ninguém, porque é ele havia de ir para a AR dizer que sim senhor, já sabia? Afinal de contas era apenas um conhecimento parcial e que não tinha como comprovar até a notícia ser divulgada.

    A questão teria sido outra se ele estivesse envolvido por trás da negociata, mas disso não me parece que seja acusado! O que não quer dizer que os mais socretistas que o próprio, não o tivessem feito por ele. Ser mais papista do que o Papa já é moda em Portugal há muitos anos, infelizmente!

    Mas enfim, dá-me ideia que passam muito tempo nestas questiúnculas políticas, em vez de tratar de assuntos mais importantes...

    ResponderEliminar
  2. desgasta-se o PS e enterra-se o país.

    ResponderEliminar
  3. Jogo de sombras

    Não podendo governar sem os votos (estamos numa democracia ), não sendo seguro ainda que as sondagens sejam favoráveis, a manipulação continua. Chamam a isto combate político, vale tudo, mas na base do raciocínio está um enorme desprezo pelos que votam partindo sempre do principio que são manipuláveis á exaustão. Talvez não sejam

    ResponderEliminar