Os factos: Israel ataca um barco turco com ajuda humanitária para Gaza em águas internacionais, violando as mais elementares regras do direito internacional.
As reacções: O Conselho de Segurança reúne e condena o ataque israelita ; o mundo inteiro condena o acto e manifesta nas ruas a sua repulsa por este ataque terrorista; Obama exige a Israel que se explique e apresente factos; vários países chamam os embaixadores israelitas.
Os tugas:Não conheço a posição do governo português, mas também não interessa para o caso. O que importa realçar é que, como sempre acontece em Portugal, as reacções seguem a lógica do pensamento futebolês. A direita expressa na bloga o seu apoio a Israel. À míngua de fundamentos, é a favor de Israel porque sim.
A esquerda critica Israel recorrendo a análises comparativas com outros factos ou apelando ao bom senso, coisa que para esta discussão não é chamada.
Depois há aqueles blogs independentes onde estamos habituados a ler posts cheios de verborreia destilando um ódio anti-comunista primário. Desses já sabemos que sempre que Castro espirra ou Chavez tem uma dor de dentes, há uma voz que se levanta indignada, mas quando a questão gira em torno de alguma borrada cometida pelos Estados Unidos, Israel ou pelos amados defensores do liberalismo, remetem-se ao silêncio hipócrita do "não me comprometas, que eu não quero expôr as minhas opiniões em público para não ficar mal visto".
Há quem goste do género. Pessoalmente, já passei a fase de acrediar que os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço e matam os velhos com uma injecção atrás da orelha, mas pela bloga há muito boa gente que ainda vive nesse tempo.
Penso que ninguém, por acção ou omissão, pode ficar indiferente ao atropelo israelita. De preferência pensando, para depois comentar sem ficar à espera que uma qualquer enciclopédia, pense por eles.
Finalmente temos a imprensa. Lêem-se algumas opiniões e não se acredita. Lêem-se as notícias e perguntamo-nos o que andam a fazer os jornalistas que trabalham no Internacional, além de organizar cruzadas anti-comunistas.
É tudo demasiado mau para ser verdade. O umbiguismo nacional - de que amanhã aqui falarei- não explica tudo.
talvez os jornalistas que trabalham no Internacional tenham indicações para não aprofundar muito o assunto...digo eu...
ResponderEliminar"Penso que ninguém, por acção ou omissão, pode ficar indiferente ao atropelo israelita."!!!
ResponderEliminarCarlos, nunca estamos de acordo, mas desta vez até estamos.
Ontem, com a casa cheia de gente, tentei abordar o horrível ataque de Israel ao barco turco com ajuda humanitária para Gaza.
Quase todos os meus convidados disseram qualquer coisa muito à pressa como se tivessem medo de ofender os israelitas.
Desculparam-se de não querer criticar os israelitas, devido ao que aconteceu aos judeus no tempo do Hitler.
O Holocausto foi, sem dúvida, a maior barbaridade do século XX, mas isso não deve impedir de criticarmos este ataque cobarde dos isrealitas.
Os meus convidados mudaram logo a conversa para a demissão repentina do Horst Köhler, como se fosse uma coisa mais importante do que este ataque. Quase perdi a paciência!
Você resumiu bem a questão.O ataque me incomodou mas não porque foram os israelitas atacando os turcos ou quiça vice versa, e mesmo que fossem os somalianos atacando ingleses a minha reação seria a mesma. A primeira pergunta que fiz foi a pergunta: - Pera lá! A violência, como contam, foi necessária? E depois: O que realmente aconteceu?
ResponderEliminarAtualmente é mais fácil apontar um culpado do que apurar os fatos. As notícias nos chegam entrecortadas e ouvir os dois lados da história acho um tanto difícil.Mas como sempre acontece no mundo moderno, a matéria tem que ser vendida e um estopim tem que ser aceso.
Pelo pouco que escutei até agora me parece que os barcos estavam preparados para a ofensiva de Israel e dispostos ao combate, caso fosse preciso.
E pelo jeito, o que aconteceu de verdade não vamos saber, pelo menos, por enquanto.
Mas de tudo isso, o que mais me importa é aonde foram parar as toneladas de alimentos destinadas aos refugiados.Sim, morreram 10 ou talvez mais, mas e quanto aos mais de um milhão de refugiados que vivem na faixa de Gaza, aonde 61% dos moradores vive em uma situação de "insegurança alimentar"?
Eu não saberia dizer de quem é a culpa, pois o conflito é antigo e não o conheço tão profundamente para opinar.Só espero que "atropelos" assim não aconteçam mais. E não só no Oriente Médio como no planeta inteiro.Chega, né?
Insuportáveis esses israelitas! Têm as costas quentes pelos americanos!
ResponderEliminarO CS da ONU não embarga?
ResponderEliminarAh,pois ISL não é o Irâo...
Eu concordo com a Ematejoca. O holocausto não pode servir de desculpa para factos que se passam 70 anos depois. Cada coisa no seu lugar! O que é errado, é errado independentemente da nossa simpatia ou antipatia por quem o pratica.
ResponderEliminarCarol e Donatien: muito obrigado pelas vossas visitas. Já fui conhecer os vossos blogs e voltarei com masi tempo. Espero que se dêem bem cá pelo Rochedo.
ResponderEliminarA Tugalândia é pateticamente selectiva e submissa e não se deita com qualquer um.
ResponderEliminarO umbiguismo nacional não explica tudo, mas o amiguismo serôdio dá uma ajuda.
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminar(1º aparte: a nossa subserviência é que nos mata; bem, se não mata, pelo menos cega.)
(2º aparte: alguns mais fundamentalistas não se limitaram a calar, foram ao ponto de deturpar os factos e de “botar” a culpa a quem estava no “barco”).
Pronto, e agora que estou mais levezinha, já sou capaz de comentar a imprensa, ou seja, os ditos jornalistas do internacional. (3º aparte: Quem são essas pessoas?)
A verdade é que, se quis saber alguma coisita fui ler a imprensa brasileira. (Pois, está bem, eles também são uns comunistoides – não são de fiar).
(4º aparte: comentários para quê?)
Nota: Podia estar calada e limitar-me a subscrever o seu texto.
Junto a minha contribuição Carlos
ResponderEliminarhttp://devaneiosaoriente.blogspot.com/2010/05/agora-e-mesmo-grave-onu-zangou-se-com.html
Já sei onde tive contacto com estas crónicas, foi num blogue de cariz comunista onde todos diziam as palavras-chaves nossas conhecidas, desde a "luta continua"e por aí fora. Tinha um mentor que sabia poesia até dizer basta... Picava-os e um dia em que a picada foi maior, apareceram aos molhinhos a "atacarem-me"!
ResponderEliminarMuito me diverti!Não havia um comentário com opinião bem cimentada.