Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

Morreu José Saramago


Morreu hoje, em Lanzarote, o nosso Prémio Nobel José Saramago. Estou sem palavras. A minha opinião sobre ele, deixei-a expressa nesta Crónica de Graça que muitos não terão lido e me permito recomendar.
Por agora, remeto-me ao silêncio, recordando a conversa que tive com ele no dia 15 de Junho de 2009.

20 comentários:

  1. O Carlos já sabe do que gosto e não gosto neste Senhor.

    "Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais." José Saramago

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  2. Nesta hora de perda, fica a memória do livro que me autografou e das palavras que tive oportunidade de trocar com ele em várias ocasiões.

    Desejo-lhe paz.

    Para si, a minha saudação.

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  3. Soube agora da morte do Saramago e também fiquei muito chocada. Nunca fui uma grande admiradora dele, mas sempre foi o 2º português a ganhar um Prémio Nobel.

    Saudações da nossa cidade!

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  4. Fiquei triste quando me mandaram essa notícia por sms. Sempre foi um dos meus autores predilectos, desde que o descobri no tempo da faculdade.
    Este será o tema de hoje e de outros dias.

    :((

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  5. Sem palavras...
    Apenas um triste sentimento de uma enorme perda, de um enorme vazio que se abre com essa partida...

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  6. Tive o privilégio de conhecer, pessoalmente, José Saramago. Para além do escritor original,marcado pelo talento e pelo génio, era um ser de Humanidade intensa.
    À sua morte me refiro também no meu blogue.
    Um abraço

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  7. Tive o privilégio de o ter estudado o ano passado,na disciplina de Literatura, através da Universidade Sénior que frequento.

    Aprendi a gostar da sua obra, aprendi a admirá-lo e hoje também choro a sua partida.
    Um abraço

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  8. Não tenho problema nenhum com o facto de José Saramago ter sido "herege". Nada lhe tira o prestigio e qualidades literárias.

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  9. Não sou fã de Saramago, nunca consegui ler um livro dele. Gosto de perceber o que leio, e quando não percebo desisto rápido!

    Como homem, teve aquelas cenas tristes dos saneamentos no DN lá para o Verão quente de 1975, fiquei com má impressão dele. No entanto, quando a malta se revoltou contra ele depois das suas declarações relativamente ao último livro, achei que ele estava coberto de razão: o antigo testamento é uma história recheada de crimes, incestos e até homicídios, com um Deus que é tudo menos justo! Além de que também consigo dissociar o escritor do homem, que tinha opiniões com as quais concordava e outras não.

    Por último, concordo absolutamente que aquela dupla de Vascos vê com maus olhos um autodidacta, que para intelectuais e pensadores estão cá eles... Por acaso gosto de ambos como escritores, mas também os acho presunçosos demais, a quererem impingir as suas ideias a todos como certas. O Graça Moura, como defensor do Cavaco quando o governo dele já estava em derrocada, era de um sectarismo inominável...

    Adiante, que Saramago descanse em paz!

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  10. Carlos

    Que o exemplo de Saramago seja seguido. Nunca deixou de ter a sua opinião, quer na escrita quer na sua profissão de jornalista, perdoe-me a lisonja mas o meu caro é um dos exemplos de que Saramago deixa seguidores.
    Abraço

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  11. Fica cá o trabalho dele que é um orgulho para todos nós.

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  12. Chora o Mundo?
    Talvez, mas eu não!
    Ele deu-me esta flor,
    que tenho sempre à mão

    (Essa flor diz-me dele mais do que eu poderia esperar. Porque pouucos falam dela, gostava de a partilhar... ela está á distancia do vosso gesto de a querer conhecer... ou não!)

    Abraço

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  13. Venho agradecer o comentário deixado no blogue Letra pequena a propósito da morte de José Saramago. Gostei do que li aqui e agradou-me bastante a cumplicidade de quem o comenta. Só assim vale a pena estar deste lado do ecrã. Obrigada. Rita Pimenta

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  14. Foi através deste seu post, Carlos, uns minutos depois de o colocar, que soube da notícia. Notícia que só não é triste para quem não percebe que, através da sua escrita, a língua portuguesa cresceu, cresceu muito. E com ela, nós todos ficámos mais ricos.

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  15. Sousa Lara voltou hoje a ter oportunidade de repetir as mesmas palavras de então. Repousa no armário escuro de onde apenas sai se alguém lhe abrir a porta. Saramago pelo contrário viverá para sempre, é a sua obra que o garante.

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  16. Saramago é polémico? É.
    Saramago é comunista? É
    Saramago é hipócrita. Nããããããão!
    Saramago é mais religioso e crente do que muitos crentes e religiosos.
    Hipócritas são os religiosos que dizem acreditar em Deus e fazem muito mais contra ele do que o Saramago.
    Cresci religiosa e afastei-me da Igreja pelo exemplo de padres e beatas falsas, que as há aos montões por aí.
    Adorei as palavras da Ministra da Cultura quando diz: "Saramago não acreditava em Deus mas Deus... acreditava nele".

    Se a polémica continuar é só por que Saramago continua vivo entre nós.

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  17. Faleceu.
    Mas continua connosco.
    Um beijo.

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  18. A minha familiar alemã está mais do que admirada pela homenagem, que os portugueses estão a fazer ao Saramago.
    Nos últimos dias, logo que se abre a TV, aparece o Saramago.
    A minha familiar, queria sim, ver futebol e o casamento da Victória da Suécia.
    Não vou dar a minha opinião, digo apenas, que quando o Grass morrer o caixão dele não é coberto com a bandeira alemã, os jogadores não põem luto e a Angela Merkel não interrompe as suas férias para assistir ao funeral.
    As emoções dos portugueses fervem demais. Cuidado, que ninguém se queime!!!

    A minha vida aqui é só praia e futebol, nem a Feira do livro consegui visitar.

    Saudação portista!

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  19. José Saramago não era menos português por não pôr a bandeira à janela na véspera de um evento desportivo. Acima de tudo, a sua essência era ibérica. Convém dizer que só saiu de Portugal devido à ostracização de Sousa Lara, comprovada agora com o episódio político revisionista da não presença de Cavaco Silva no seu funeral. "Viagem a Portugal" é reflexo de amor e do encantamento que sentia pelo país, pela sua beleza e cultura, pela classe trabalhadora, espelhada na sua identidade, mesmo que isso significasse ir contra a ideologia do seu partido, contra a maioria religiosa, contra o politicamente correcto. Para o seu espírito inconformado, a morte é pouco relevante. Como diria Saramago, "o fim duma viagem é apenas o começo de outra".

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