Terça-feira, 1 de Junho de 2010

Dia da Criança:rewind com dedicatória

Este post foi escrito como cartão de Boas Festas, no Natal de 2008, mas adapta-se na perfeição ao Dia da Criança que hoje se assinala. E já agora, este também...

Adenda: A republicação destes posts não se deve apenas a falta de tempo. É também um tributo aos leitores que aportaram a este Rochedo recentemente e, por isso, nunca os leram.

4 comentários:

  1. Pois esses posts serviriam muito bem.
    Gostava, também, de chamar a atenção para tudo aquilo que o cidadão comum faz, sem saber que está a contribuir, para o mal das crianças.

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  2. Será que as bolas que irão servir para o Mundial vão continuar a ser manufacturadas por crianças? Este testo data de 2006, mas será que alguma coisa mudou:

    "...no resto do mundo, a maioria das bolas de futebol é costurada à mão. Cerca de 80% das bolas fabricadas pelas multinacionais têm origem em Sialkot, nordeste do Paquistão, um centro-chave na exportação de produtos esportivos, mas cujas condições de trabalho são duras. Companhias, como Adidas, Puma e a norte-americana Nike apuraram a produção das fábricas de Sialkot diante do notável aumento das vendas devido à febre do futebol que a Copa do Mundo desperta.

    No ano passado, a Adidas duplicou os centros de costura das bolas de futebol na região, mas este rápido crescimento gerou problemas no ambiente de trabalho. Descobriu-se que vários deles não cumpriam os requisitos mínimos e, por isso, fecharam. A preocupação da Adidas pelas condições de trabalho a levou a controlar mais rigidamente alguns temas-chave, com idade, salário e segurança dos trabalhadores, informou a empresa em seu último relatório sobre as condições sociais e de meio ambiente.

    A produção em Sialkot de artigos relacionados ao futebol chegou às manchetes da imprensa antes da Copa da França, em 1998, quando se descobriu que o trabalho infantil era uma prática corrente, e freqüentemente as condições de trabalho para eles e para os adultos eram atrozes. O escândalo desencadeou uma mudança de tática por parte das multinacionais. Foi proibida a produção a domicílio, por considerar-se que favorecia a multiplicação do trabalho infantil, e os trabalhadores foram levados para novas oficinas de costura. Esta mudança acabou com o trabalho infantil, mas piorou as condições de muitas famílias, segundo a organização humanitária alemã Brot Für die Welt."

    Abraço

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  3. Rogério: Vai perdoar-me que lhe reponda de forma sucinta, porque a partir de 11 de Junho vou abordar uma série de temas relacionados com o Mundial,mas que lhe são externos e muitas pessoas desconhecem. Digo-lhe apenas que nada mudou, realmente, em relação ao fabrico das bolas de futebol por crianças.

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  4. Gostei muito dos dois textos, mesmo que puros e duros, de uma realidade que alguns parecem querer meter debaixo do tapete.

    Lembro-me bem da Nadia, que já surgiu na sequência de uma tal de Olga Korbut (não tenho a certeza da grafia do nome), crianças com um violentíssimo trabalho diário na ginástica. Dos casos de crianças escravizadas no trabalho não conheço pessoalmente (mas acredito piamente), ainda há uns 15 anos ou coisa vi um miúdo de 12 anos a servir num restaurante nortenho. Desculpa do progenitor: não faz mais que a obrigação dele, em ajudar a família! Comparativamente, a Diana Pereira é peanuts...

    Já o Saúl, a Maria Armanda e outros foram notoriamente despedidos da sua infância, para dar melhores lucros à famelga ou... sei lá... a cumprir a fama que os pais gostariam para si próprios!

    Last but not least, se bem que não possamos fazer muito por todas as crianças do mundo, sempre podemos denunciar abusos destes, para tomarmos consciência do mundo em que vivemos!

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