segunda-feira, 14 de junho de 2010

Caderneta de cromos (19)



No país das alcoviteiras e dos bisbilhoteiros, Pacheco Pereira pretendeu assumir o papel de alcoviteiro do reino. Sabendo que não escaparia ao epíteto tentou do marcar a diferença, mas saiu-lhe o tiro pela culatra.

Ao esgrimir o argumento de que a não divulgação das escutas é uma violação da democracia e que a Comissão de Inquérito ao caso PT/TVI não respeita as regras democráticas, Pacheco Pereira apenas mostrou que o seu passado estalinista ainda permanece bem vivo. Quem não concordar com as suas opiniões e não lhe satisfizer os caprichos, não é democrata.

Não tenho dúvidas de que, mais tarde ou mais cedo, as escutas serão divulgadas por um qualquer órgão de comunicação social que utilizará igualmente os argumentos da democracia para vender papel e, durante uns dias, fazer tiragens reforçadas explorando a curiosidade dos portugueses.

Nesse momento, Pacheco Pereira terá de esgrimir fortes argumentos para nos convencer que não foi ele o fornecedor da informação. É com democratas desta estirpe, que a democracia vai perdendo credibilidade mas, ciosos de protagonismo, eles não se enxergam.

3 comentários:

  1. enfim... mas porque é que ainda dão tempo de antena a uma personagem destas?!
    ...

    novo post em

    http://forcanamaionese.blogspot.com

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  2. Há anos que ele só tem esta postura!
    Corrosiva e desagradável.
    Um verdadeiro CROMO!

    Um beijinho

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  3. Está tão bem na última fila na AR com a MFL.

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