Paulo Portas tem razão quando pede ao governo para acabar com, pelo menos, metade das empresas municipais. Com efeito, uma boa parte delas serve para pouco mais do que alimentar clientelas partidárias, sendo os seus gestores pagos a peso de ouro.
A medida aparentemente parece fácil. No entanto, mais fácil seria acabar com uma quantidade de Comissões que ninguém sabe para o que servem e cuja extinção foi proposta ainda por Manuela Ferreira Leite, quando era ministra das Finaças. O tempo tem demonstrado que afinal extinguir algumas Comissões é tarefa espinhosa, pois há interesses que as mantêm de pé.
Estou a lembrar-me de uma- cujo nome e objectivos a deontologia não me permite revelar- que foi constituída em 1996, tendo-lhe sido dado um prazo de três anos para cumprir determinada tarefa. Era uma Comissão pequena que, com o decorrer dos anos, foi engrossando, sob o pretexto de ser necessário cumprir os prazos determinados pelo governo.
O trabalho foi apresentado 11 anos depois e, após algumas discussões públicas, terá sido arrumado numa gaveta do ministério da tutela, por ser aparentemente imprestável.
Voltando à pretensão de Portas: quando ele estava no governo já sabia da inutilidade dessas empresas, mas nunca o ouvi propor a sua extinção, talvez porque tivesse medo da reacção das autarquias. Agora, estando de fora e correndo o risco de a breve prazo não servir nem de muleta para o PSD governar, é mais fácil apresentar propostas que, apesar de sensatas, encerram uma boa dose de populismo.
Olha que há municípios que talvez agradecessem essa medida!
ResponderEliminarO ónus da culpa recaía sobre o Governo que já está de rastos e eles ficavam aliviados de alguns parasitas...
Olha que há alguns municípios que talvez agradecessem a medida!
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminarInfelizmente é o que acontece com a maior parte das comissões: Não servem para nada, excedem (?) todos prazos, e umas quantas pessoas bem "se governam" à sua custa.
E infelizmente também, neste país os nossos governantes estão sempre dispostos a tomar medidas, desde que as mesmas não mexam nem nos seus bolsos nem nos dos seus amigos.
É o país que temos! E ao que “tem parecido”, o que queremos.
Um abraço
Absolutamente de acordo, Carlos!
ResponderEliminarA jogatina é fora e dentro dos cadeirões do poder, quando estão lá dizem uma coisa, quando estão fora dizem outra...
Triste, muito triste, para não dizer pior!
Uma cultura que ficou em Macau como herança portuguesa.
ResponderEliminarCom a particularidade de, em Macau, os membros das comissões serem sempre os mesmos.
Como o Nuno Rogeiro, sabem tudo, desde pastéis de nata até mísseis, passando por pontes e Metro elevado.
O Paulo Portas só está na assembleia para se exibir e ganhar votos para o partido.
ResponderEliminarTodos sabemos que as medidas que ele propõe (algumas até com mérito como a que mencionou), só as faz no parlamento para português ver.
Mas infelizmente não é só ele, são todos!
É esta descrença total na política que nos desanima por completo.
Um abraço
Empresas municipais, comissões e porque não algumas juntas de freguesia e municipios?
ResponderEliminarabraço
Pedro Oliveira
Um dos defeitos dos políticos é esse, mesmo conhecendo o caminho mais válido para determinados objectivos, se esse caminho não for "popular" omitem-no. Que tristeza! Qual é o papel da consciência de cada um?
ResponderEliminarAbracinho