
Aquele vulcão islandês, de nome impronunciável, voltou a jorrar lava das suas entranhas, expelindo para os céus nuvens de cinza que perturbam o transporte aéreo. É previsível que estas erupções se prolonguem durante meses, de forma intermitente, afectando diversas zonas do globo, consoante o lado para que os ventos decidam soprar. O tráfego aéreo talvez volte a sofrer interrupções, afectando a vida de milhares de pessoas, especialmente se decidir agitar-se nos meses de Verão.
Estamos bem lembrados das peripécias do prof Cavaco ou da Senhora Merkel que se viram “ à nora” para regressar a casa, quando "a coisa" decidiu enviar sinais de fumo para dizer ao mundo que estava viva. Uma reunião de ministros da União Europeia acabou por se fazer em videoconferência, dada a impossibilidade de deslocação dos ministros a Bruxelas.
Ora se foi possível fazer essa reunião por videoconferência, não seria altura de começar a pensar em adoptar esse modelo no futuro, poupando a emissão de gases para a atmosfera? Além disso, os responsáveis governativos dos 27 países da UE teriam mais tempo para tratar dos problemas dos seus países e não se esfalfariam tanto em vigens de avião que lhes provocam "stress".
O deputado Jorge Seguro Sanches parece partilhar da minha opinião, ao lembrar que também muitas das reuniões do Parlamento Europeu poderiam ser feitas por videoconferência, diminuindo drasticamente as emissões e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar. Eu sei que não será fácil convencer os eurocratas a prescindir das suas viagens semanais a Estrasburgo ou Bruxelas e que ainda mais difícil será incutir o hábito das videoconferências nas práticas da governabilidade europeia, mas seria uma dupla demonstração de bom senso cortar cerce nos voos da classe política. Poupar-se-ia dinheiro e dava-se uma demonstração inequívoca das preocupações ambientais da União Europeia. Além disso, seria uma forma de mostrar aos cidadãos europeus que as novas tecnologias, quando aplicadas à política, podem trazer inúmeras vantagens.
Vendo a questão numa perspectiva ambiental, este vulcão islandês pode contribuir para a melhoria do ambiente. Assim os políticos europeus estejam pelos ajustes e saibam ler a “mensagem divina” ( este foi o meu momento criacionista) que o vulcão envia para os céus em forma de nuvens de cinza.
Olha, eu só sei que a minha Irmã se viu grega, troiana e etc para sair de Londres há quinze dias, agora sou eu que preciso partir e os deuses de Valhalla andam doidos!!! Ó Cristo Senhor!
ResponderEliminarNão está mal pensado amigo Carlos, mas se calhar é melhor não. Talvez ainda seja pior para o ambiente pois imagino que iria provocar gases a muita classe executiva da política.
ResponderEliminarAh! Grande "Cabeça", essas células cinzentas estão a funcionar melhor do que as do Poirot:):):)Assim as dos eurodeputados funcionassem também.
ResponderEliminarAbracinho
Olá Carlos,
ResponderEliminarA lição que devíamos tirar realmente da erupção deste vulcão é a de humildade.
Na nossa triste hipocrisia e arrogância, achamo-nos os "Reis do Mundo" mas na realidade, perante as forças da natureza nada somos. Somos apenas mais uns seres pequeninos que pouco podem perante esta força maior.
O mundo literalmente parou...
Devíamos aproveitar para reflectir no que andamos a fazer a este nosso mundo e o quão contribuímos para este desequilibro e tentar mudar. Por enquanto, cada um de nós pode fazer alguma coisa mas qualquer dia destes temos realmente que mudar mas à força. Bjs
PS. Através da Annie tive conhecimento do teu desafio no qual aderi. Passa lá para veres :) Bjs
Carlos, concordado consigo eu retirei outras lições, bem mais radicais mas de elevada prbabilidade de poderem ocorrer.
ResponderEliminarDizem vários historiadores que a Revolução Francesa teria sido influenciada por "Laki" na Islândia em 1783 (colheitas ruins e invernos pesados, possivelmente devido um forte ciclo de El Niño, causado pela erupção do vulcão Laki na Islândia em 1783). Hoje, que revolução iria ocorrer? Como seria a Europa se durante 8 meses o espaço aéreo fosse vedado, se a agricultura em 1/3 da europa visse reduzida a metade a sua produção?
Existem planos de contigência? Estamos preparados para ter autonomia alimentar? Quais as reservas?
http://conversavinagrada.blogspot.com/2010/04/nuvem-passageira-um-bom-treino-servir.html
Caríssimo Carlos Barbosa de Oliveira,
ResponderEliminarsubrevo inteiramente a sua sugestão que será, certamente, benéfica à atmosfera e ao bolso dos contribuintes europeus. Mesmo em momentos de crise, de comunicação aérea, podemos como, nos mostra, encontrar novas e úteis soluções.
Saudações cordiais, Nuno Sotto Mayor Ferrão
www.cronicasdoprofessorferrao.blogs.sapo.pt
Bom-senso não me parece imperar nas classes políticas europeias, mas, quem sabe, pode ser que essa sugestão vingue...
ResponderEliminarAinda teria a vantagem de, em tempos de "crise", não termos de pagar viagens e comitivas! :D