Quando esta manhã li a crónica do Rui Tavares no “Publico”, apeteceu-me de imediato escrever um post e fazer link mas, como não está disponível on line, desisti.
Aproveito, porém, a boleia da Shyznogud e faço um link via Jugular.
Recomendo vivamente a leitura do artigo, para que percebam bem como o jornalismo populista já chegou à secção internacional de alguns jornais. O que se passa de positivo não tem qualquer relevância, mas uma notícia que cheire a escândalo, mesmo sendo falsa, merece logo grandes parangonas e motiva tal agitação nas redacções, que até se dispõem a fazer alguns telefonemas.
Nada que me espante, numa imprensa onde as notícias internacionais se resumem praticamente à tradução de artigos de agência que veiculem opiniões anti comunistas, visando Castro ou Chavez, mas quase sempre omite as barbaridades de Uribe ou dos novos senhores das Honduras, confortavelmente instalados no poder com o apoio dos Estados Unidos.
Conheço alguns jornalistas repimpados no seu cargo que viajam muito, mas devem fazê-lo apenas para carimbar os passaportes, porque continuam a sofrer de estrabismo quando relatam o que se passa no mundo. Um dia destes serão substituídos por máquinas, como os portageiros da Brisa, e parece-me muito bem. Não será por isso que deixará de haver bons jornalistas em Portugal, a trabalhar na investigação e a fazer jornalismo que interessa realmente aos leitores.
* Título da crónica de Rui Tavares no "Público" de hoje
Aproveito, porém, a boleia da Shyznogud e faço um link via Jugular.
Recomendo vivamente a leitura do artigo, para que percebam bem como o jornalismo populista já chegou à secção internacional de alguns jornais. O que se passa de positivo não tem qualquer relevância, mas uma notícia que cheire a escândalo, mesmo sendo falsa, merece logo grandes parangonas e motiva tal agitação nas redacções, que até se dispõem a fazer alguns telefonemas.
Nada que me espante, numa imprensa onde as notícias internacionais se resumem praticamente à tradução de artigos de agência que veiculem opiniões anti comunistas, visando Castro ou Chavez, mas quase sempre omite as barbaridades de Uribe ou dos novos senhores das Honduras, confortavelmente instalados no poder com o apoio dos Estados Unidos.
Conheço alguns jornalistas repimpados no seu cargo que viajam muito, mas devem fazê-lo apenas para carimbar os passaportes, porque continuam a sofrer de estrabismo quando relatam o que se passa no mundo. Um dia destes serão substituídos por máquinas, como os portageiros da Brisa, e parece-me muito bem. Não será por isso que deixará de haver bons jornalistas em Portugal, a trabalhar na investigação e a fazer jornalismo que interessa realmente aos leitores.
Segui a sua recomendação.
ResponderEliminarNão me surpreendeu o que li.
Sei que as generalizações são más conselheiras. Salvaguardando, antecipadamente, as excepções,é uma tristeza olhar hoje para o que foi a minha profissão durante toda a vida,tirando esporádicas passagens pelo ensino.
O que tenho visto e ouvido nas televisões, nos últimos tempos, é de bradar aos céus.
Há dias, a notícia de abertura dos telejornais da SIC e da TVI foi: "o semestre tem sete meses". Isto a propósito da confusão do Governo com as datas de entrada em vigor de medidas de austeridade. Notícia que mereceu analista-comentador em estúdio debitando banalidades embrulhadas num sorriso cúmplice com o apresentador.
Que gente é esta que agora ocupa as redacções?!
Um abraço
Notícia falsa e disparatada, mas que mesmo assim fez uma série de redacções indagar sobre o assunto. O que interessava realmente, é que nem por isso...
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminarNa verdade é disto que eu falo quando, às vezes, critico a actuação dos jornalistas (de alguns).
São fracos (muito fracos, por vezes) e depois, quando alguém critica o seu trabalho (porque é fraco, repito) vêm todos berrar porque não há liberdade de expressão, e não sei o quê, e não sei o que mais... e a censura, e mais não sei o quê.