terça-feira, 27 de abril de 2010

Estavas linda Inês posta em sossego...


O Parlamento vai pagar as viagens semanais de Inês Medeiros entre Paris e Lisboa, bem como ajudas de custo diárias.O assunto já fez correr muita tinta. Os indignados do costume acusaram Inês Medeiros de forma serôdia, como se a deputada estivesse a cometer algum crime, exigindo o pagamento a que, legitimamente, julga ter direito. Obviamente que ela não teria aceite o cargo se, quando a convidaram, lhe tivessem dito que teria de pagar as despesas de deslocação semanais do seu próprio bolso.
Este caso, no entanto, ilustra bem a forma como os partidos ( não apenas o PS, como alguns nos querem fazer crer) se preocupam com as finanças públicas. Inês Medeiros irá custar um balúrdio aos contribuintes e teria sido uma atitude de bom senso poupar-nos a mais este encargo. Não sei se Inês Medeiros é uma boa deputada que justifique o esforço, mas penso que se fez justiça com esta decisão de Jaime Gama, assente em pareceres jurídicos por ele solicitados. De qualquer modo, o presidente da AR fez questão em deixar claro que esta decisão resulta de uma lacuna da Lei.
Urge, então, modificar a legislação, para evitar que casos destes se repitam, porque em nada contribuem para dignificar a AR. Para caixeiros-viajantes já nos chegam os exemplos dos deputados europeus que passam mais tempo em Portugal do que em Estrasburgo. Ou será que o caso de Paulo Rangel – ausente do Parlamento Europeu durante todo o período de campanha do PSD – ou de Nuno Melo, que todas as quintas-feiras vem a Lisboa para participar num debate na RTP 1, não são já exemplos suficientes de dinheiro mal gasto? E não me venham com o argumento de que essas despesas são suportadas por Bruxelas, porque somos cidadãos europeus e , como tal, também somos nós a suportar estas mordomias.

12 comentários:

  1. Para que fique esclarecido, cada País suporta os ordenados e mordomias extras dos deputados que têm no Parlamento Europeu e que há, bem pouco tempo foi manchete de jornal porque os nossos passaram de 3 mil e tal euros para 7 mil e tal, mais extras diários, algures fiz um post sobre isso. Uma vergonha, quando Rangel andava por cá, na sua Campanha Eleitoral e nós a pagar.
    Quanto ao resto, continuarei na minha, quero eleger representantes que vivam, no mínimo, no meu Distrito porque senão isto não passa de uma fantochada.

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  2. O tratamento dado pelos media e pela maior parte da blogosfera ao "affaire" Inês de Medeiros é rasca e demagógico. Julgo que foi no insuspeito Insurgente que li uma das mais imparciais análises.

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  3. Considero eu, talvez estupidamente, que não basta a legalidade de determinadas situações.Penso que também é uma questão de ètica.

    Bom dia.

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  4. Sem dúvida, caro amigo, que se eliminassem todos os gastos surpéfluos que temos com os Srs. deputados Nacionais e Europeus, sobraria muito dinheiro para aumentos justos aos profissionais da função pública desde que estes não existissem em número excessivo como também sabemos que há.

    Quando teremos alguém na administração pública que elimine todos os excessos para bem da redução da nossa dívida e do progresso deste país?

    Hoje em dia já pouca gente se deixa enganar...

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  5. Eu só gostava de saber, o que ela anda por lá a fazer para merecer tudo o que ganha?
    Beijinhos

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  6. Não percebo porque também não se paga as deslocações dos Professores que são colocados largos quilómetros de casa...

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  7. É bom ser-se deputado! Acho que todos se vão mudar para uma cidade qualquer, para um qualquer país, pois nós, contribuintes, cá estamos para pagar.
    Basta tirarem-nos o 13.º mês que são uns milhões de euros!!!

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  8. Ou mudam a lei e a moralidade é para todos, para todos mesmo, ou então alguém anda a fazer um frete a outro alguém.
    E tenho para mim que os jornaleiros do costume lá andam...

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  9. eu fiquei contente de saber que ela não mora na Austrália.

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  10. Num País "cheio" de socialistas, foi-se escolher uma das poucas que cá não vive nem quer viver....
    Não dá para entender!

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  11. Pois, se há lacuna na lei, há que a sanar.

    Também não percebi porque é que ela aceitou ser deputada, se tem a sua vida e família em Paris. Mas depois das escandalosas "ajudas de custo" que alguns deputados recebiam por viagens que nem sequer faziam ou quando iam de férias, este caso parece-me "peanuts"... ;)

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  12. Ontem ao falar ao telefone com uma familiar em Portugal, perguntei-lhe quem é essa tal Inês de Medeiros. A resposta foi muito longa, e só me ficou esta frase na memória:

    "As pessoas devem pensar que eu vou a Paris passear para o Louvre ou para a Torre Eiffel. Não vou. Vou fazer compras (...)"

    Nem quero acreditar que a Medeiros tenha dito uma parvoíce dessas, mas estou demasiado longe para saber ao certo o que se passa no nosso Portugal.

    Saudações de um Düsseldorf sem sol e com umas temperaturas pouco amenas para Maio.

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