sábado, 6 de março de 2010

A notícia da semana

Há por aí muita gente indignada ( e com razão...) com os 200 mil euros que a Câmara Municipal de Lisboa vai gastar no altar para a celebração da missa pelo Papa. Se somarmos a isso os gastos com a missa no Porto e despesas com a comitiva ( alojamento, alimentação, transportes, etc) os custos atingirão valores quase obscenos para um país mergulhado numa profunda crise.
Mas o que mais me impressionou, pelos custos que implica, foi a notícia sobre estas negociações. Como reagirão aqueles que, pertencendo à franja mais conservadora do país, não se cansam de vociferar contra as "pontes" e outras tolerâncias de ponto?

15 comentários:

  1. Pertenço, caro Carlos Barbosa de Oliveira, àquilo que V. designa por "franjas mais conservadoras do país" - pelo menos, vocifero contra pontes e tolerâncias de ponto.
    E acho que o Governo (ooops, desculpe a maiúscula. Foi sem querer) não devia aceder a este pedido da Igreja.

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  2. Nem sequer é garantido que resulte, que havendo tolerância de ponto muita gente não vai trabalhar, mas se o tempo estiver bom acaba por ir para a praia ou passear... :)

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  3. Carlos, também somos vítimas destes mercenários da fé.O poder, aqui, é regido pela fé cega que nos castra com sua hipócrita faca amolada.Mal, herdado de Portugal há 500 anos.Se vocês ainda não se livraram deles...

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  4. Sou das que me sinto totalmente indignada!!

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  5. Depois admiram-se com os protestos da função pública. Os exemplos inspiradores têm de vir de cima, já se sabia desde a Antiguidade.

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  6. Também me senti picada....
    que escândalo....

    Vai ver que no fim ainda vão andar com um cestinho ou bolsa a pedir o dízimo...
    Ou estarão a contar com as divisas que poderão entrar com os possiveis turistas que aí vêm???

    É um país muito criativo...

    Bom fim de semana Carlos Barbosa

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  7. Luís Serpa: Eu não sou contra as pontes, desde que sejam descontadas nas férias,como acontece em muitas empresas privadas. Quanto às tolerâncias de ponto na véspera de Natal e no Carnaval, francamente a favor.
    Quanto ao governo com maiúscula, está desculpado, eu às vezes também cometo ese lapso.
    Obrigado pela visita

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  8. Teté: Ora bem!Já agora, porque razão é que os crentes a trabalhar na privada terão de meter férias se quiserem ir à missa e os funcionários públicos não?

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  9. Começo a preferir viver na ignorância da muita "actividade" que há no nosso país. Quando penso nas esperanças que tive quando "aconteceu Abril"... sinto-me "derrotada" e detesto sentir-me assim. Que Portugal encontrarão os meus netos quando forem adultos?
    Abracinho

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  10. Não há escorpião que aguente. Quando li a notícia fiquei a deitar fogo.
    Santa hipocrisia...

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  11. Sou muito critica com os gastos da ou para IGREJA, mas, se bem me lembro quando cá veio o outro Papa houve uma avalanche de estrangeiros...pode ser que ainda se ganhe alguma coisa com a Santa visita...

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  12. Concordo com tudo o que escreveu, só que não acho que esta seja a notícia da semana. Saio do paradigma. A minha notícia é o PEC!
    (que ainda estou a digerir)

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  13. Já levantei esta questão num com entário lá na sua outra casa. Claro que acho que o Papa deve ser recebido com dignidade, o que não tem nada a ver com gastos sumptuosos e deve estar de acordo com o "sinal" destes tempos de crise. E é por isto que acho mal, de todos os pontos de vista, que se levante sequer a hipótese de ser dada tolerância de ponto. Se estão preocupados com a falta de público, marquem as cerimónias para horas em que as pessoas não estão a trabalhar!

    :))

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  14. Ai, Santo Deus, e eu que tenho um fraquinho pelo nosso Joseph!!!
    O Governo gasta tanto dinheiro mal gasto, que nem se vai dar conta com as despesas da visita do meu querido Papa - e como a Papoila, diz, e muito bem, esta visita vai atrair muitos estrageiros/turistas a Portugal.
    Salut!

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