Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Estão à espera de quê?

Já aqui expressei a minha opinião sobre o bullying. A violência na escola é tão antiga quanto a escola. Há, porém, uma grande diferença. Noutros tempos os professores eram respeitados, hoje são enxovalhados, ameaçados e agredidos pelos alunos. Ser professor é uma das profissões mais nobres, mas houve dois factores que contribuíram manifestamente para a deterioração do ambiente escolar.
Por um lado, há professores sem as mínimas capacidades pedagógicas para exercer a docência. Por outro, a autoridade do professor tem sido sucessivamente posta em causa. Não se podem atribuir culpas exclusivamente a este governo, mas foi Maria de Lurdes Rodrigues quem deu a machadada final na autoridade dos professores, desvalorizando episódios como o do Carolina Michaelis. e encetando uma luta ignóbil contra os professores, onde não faltaram suspeições e acusações torpes sobre as suas capacidades profissionais.
Um país que desacredita os seus professores, está a hipotecar o futuro. Cenas como esta divulgada hoje no "Público"( por que razão é que os jornais, tão lestos a divulgar o caso de Mirandela, só agora noticiam o suicídio de um professor vítima de bullying?) têm que ter consequências para os alunos e para quem, dentro da escola, desvalorizou as queixas do professor. Mas os pais não podem ficar impunes, porque também têm a sua quota parte de responsabilidade nesta escalada de violência nas escolas.
Ou alguém pára com isto já, assumindo a necessidade de restabelecer a autoridade nas escolas, ou um dia destes esta espiral de violência acaba mal. Os exemplos que vêm de lá de fora deveriam ser um sinal de alerta suficiente para se tomarem medidas por cá. Ou vão ficar à espera de uma chacina numa escola portuguesa, para depois carpir sobre a tragédia e, de voz inflamada, tomar medidas drásticas?

29 comentários:

  1. Triste é existirem pessoas frágeis, fragilizadas e que, mesmo conseguindo pedir ajuda, os que lhes podem valer nada fazem.

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  2. Os pais deveriam ser mais responsabilizados. Se são eles os encarregados de educação porque razão numa turma de 25 apenas 9 estão presentes na reunião de pais, e desses 9, eu e a minha esposa em representação do mesmo aluno!

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  3. Os pais e os professores têm de ser mais firmes. Não percebo qual é o problema de dar uma palmada a um garoto ou de mandar um valente berro.
    Este caso é assustador, mas ainda mais assustador são os pais vítimas de filhos, que se tornaram nuns verdadeiros déspotas e que ninguém respeitam.
    Não sei que tipo de juventude estamos a criar. No meu tempo havia garotos assim, tinham os seus castigos, mas continuavam na mesma. Estava-lhes no sangue e tiveram o destino previsto. Mas eram uma minoria, hoje, são a maioria. Daqui a 10 anos teremos uma sociedade de vândalos?
    Quanto aos professores, mais uma vez, os testes vocacionais são essenciais. Uma pessoa tão frágil, sem perfil para lidar com confrontos e situações de stress nunca deveria ser posta em frente a uma turma.
    Uma amiga minha entrou em depressão profunda, graças a uma turma problemática, da qual nunca recuperou completamente. Felizmente, tomou a decisão de nunca mais se voltar a aproximar de uma escola. Penso que muitos deveriam fazer o mesmo.

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  4. Eu não sei de que estão á espera. Ey tenho é certeza de que estamos perdendo estas gerações, pois não lhe damos nem valores, nem bons exemplos, nem educação.

    E, para cúmulo, nem sequer são felizes.

    Um bom fim de semana.

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  5. O que eu discuti sobre este assunto... Quantas vezes dei como exemplo o filme "Sementes de Violência" e estou a falar de tempos já com uns aninhos...
    Nós, professores deixámos passar muita coisa, porque continuávamos a acreditar num país de brandos costumes... Este relapso também da nossa parte, está a dar os seus frutos...
    Abracinho

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  6. Para além de tudo o que a sociedase perde, os pais que não exijam uma escola, onde haja respeito, pelos professores e entre alunos, não têm noção daquilo que os seus filhos perdem, nesta sociedade, extremamente, competitiva e não serão só valores imateriais, mas também, o tempo perdido nas aulas, por maus comportamentos, reflectir-se-á nos conhecimentos e aprendizagem dos alunos.
    Às vezes parece-me quase uma conspiração oculta, com razões duvidosos, por parte do Ministério da Educação, para que, ao baixar as exigências e o nível de qualidade do ensino, os alunos de menor poder económico, fiquem na Escola Pública, como numa fábrica de pessoas que no futuro, sejam apenas e só, escravos de classes, que apenas têm dinheiro, mas que lhes falta, muitas vezes, princípios éticos e que demonstram muito pouco respeito e solidariedade, com o seu semelhante.

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  7. Concordo consigo quando diz que a violência na escola é tão antiga quanto a escola. Quem me dera, no entanto, achar que o problema é a forma como os sucessivos Ministérios da Educação têm lidado com a questão. É um facto que os políticos e os técnicos que têm responsabilidades na área não sabem como lidar com ela. Mas a realidade é que nenhum de nós sabe. Todos nós somos alunos, professores, pais, ou interessados no assunto. E que soluções temos nós para apresentar? Não falo de objectivos. Esses todos os conhecemos: aumentar a segurança efectiva nas escolas, dar mais autoridade aos professores, intervir junto das famílias para que a educação não seja entendida como uma função exclusiva da escola, promover a cultura da diversidade, ajudando a interiorizar a ideia de que o outro é igual a nós. Falo da forma de os atingir, de chegar lá. Lembrou os exemplos que vêm lá de fora. Mas a verdade é que essas situações extremas acontecem em países onde já foram tentados imensos modelos de educação, alguns considerados muito evoluídos e também aí a violência não é controlável.
    Não quero com tudo isto dizer que devemos baixar os braços. Pelo contrário. Devemos sim perceber que o fenómeno é global e por isso cada um de nós, à sua escala, deve intervir na medida do possível. Exigir que as entidades que têm poder nas escolas façam o seu papel é fundamental. Mas porque não darmos nós exemplos, evitando tantas situações de violência no nosso dia-a-dia que só transmitem a ideia, para os mais novos, de que só com ela conseguimos resolver os nossos problemas?

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  8. Carlos,
    Fico especialmente grata por abordar este tema. Tem sido uma grande preocupação para mim o tema escola e todas as questões que lhe estão inerentes, designadamente esta da violência.
    Subscrevo inteiramente o que diz…
    E antes de mais dizer que lamento profundamente esta morte.
    Pergunto agora: O que queremos, afinal, da escola, e da sociedade em geral? Sim, porque aquela é o reflexo desta.
    Os professores dizem-se de mãos e pés atados para resolver qualquer situação de conflito dentro ou em relação à escola – tampouco podem agir, quando necessário, porque têm logo pais e superiores hierárquicos a pedir-lhes justificações; Não têm, também, estruturas capazes de acolher as suas “reclamações”, ou quando as há, essas queixas são desvalorizadas.
    Por outro lado, muitas vezes não há, da parte dos professores, qualquer interesse em alterar este estado de coisas. Dá muito trabalho mudar, fazer… e preferem atirar as culpas (e as soluções)para casa, em vez de tomarem medidas tendentes à resolução do problema.
    Os pais vivem aflitos com a impossibilidade de solucionar qualquer obstáculo ligado à escola, mas, por outro lado, sempre que surge uma dificuldade, ou ficam quietos, ou viram-se para o alvo errado. Por outro lado, ainda, a distância entre a família e a escola, às vezes, é demasiado longa – não há dialogo.
    Os alunos não estão minimamente “motivados” para nenhum assunto que lhe respeite, queixam-se que os professores não os põe no bom caminho, mas quando deparam com um professor exigente, lastimam-se porque os obriga a trabalhar muito, e eles não estão habituados.
    Numa situação de violência, ou até de negligência, encontra-se muitas vezes como resposta da escola e dos organismos que supostamente a supervisionam, a simples consternação (com a consequente inércia) e não verdadeiramente uma actuação.
    Somos todos responsáveis, mas todos ficamos apáticos.

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  9. Já estão a acabar mal, Carlos. E tudo é escamoteado, escondido,fica impune. Como é possível? Quem vai pegar nestes casos, apontar os responsáveis e puni-los vigorosamente?
    Concordo que as medidas têm de ser tomadas já, porque estão a morrer pessoas, caramba!

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  10. Deixem que eu dê alguns contributos ao muito que já foi dito, com acerto.

    Julgo que estamos perante um problema complexo e, como tal, a merecer reflexão profunda.

    1ª reflexão - O quadro de valores. Julgo que tem havido uma evolução no sentido de este se estreitar, expulsando, para fora desse quadro cada vez mais pequeno, todos os que naturalmente rejeitam esses valores. Antes, essa rejeição era compensada por condições de actuação e pela própria natureza dos valores. Hoje, fácilmente se entra em comportamentos marginais, sem que a escola e, em casa, existam condições para repor as coisas...
    2ª Reflexão - O choque geracional -Como é natural convivem várias gerações: Avós, pais e filhos. Cada qual com o seu quadro de valores. Julgo que os filhos não compreendem bem, mas percebem que há diferenças e algumas rupturas entre as gerações anteriores. Compreendem, também, como os país se afastaram dos valores antigos e, emocionalmente, não entendem esse afastamento. Essa situação favorece o conflito, a procura de escapes ou a desorientação. Essas gerações, relaccionam-se assim, em casa, na escola e...por todo o lado
    3ª Reflexão - Cidadania e desiguldades sociais. Deixo o tópico, não me atrevo a desenvolve-lo aqui...

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  11. Paulo: esse era um dos pontos ondde eu queria chegar,à falta de comparência dos pais nas reuniões de escola

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  12. Helena: conheço vários profs que, emboar sendo profissionalemnet competentes, estão fartos. Infelizmente, a maioria não tem alternativa e vai ficando. Cada vez mais desmotivado, com maiores cargas de trabalho e desconsiderado por pais, alunos e ministério da educação.
    Quanto a dar uma estalada a um miúdo, lembro-lhe que foi recentemente aprovada uma lei que proíbe os pais de dar um estalo aos filhos, sob pena de ter de ir a Tribunal, no caso de o filho, ou o outro cônjuge apresentar queixa.
    está tudo dito, não está?

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  13. São: Diz muito bem... muita gente pensa que a educação hoje em dia faz as crianças mais felizes, mas na verdade acontece precisamente o contrário. Claro que não se pode generalizar, mas o que diz parece-me uma grande verdade.

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  14. Maria teresa: Creio que o grande problema foi ter-se passado do 8 ao 80.

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  15. Isa: A questão que coloca é muito pertinente e merece reflexão. No entanto, estas situações não se passam apenas na escola pública, garanto-lhe. Só que as boas escolas privadas resgurdam-se melhor do efeito mediático e não são sujeitas ao mesmo escrutínio pela comunicação social.

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  16. Analima: O problema, com efeito, não se resolve apenas dentro da escola. Já ouvi um pai dizer a um filho que se queixav de lhe andarem sempre a bater:
    " não me venhas chatear com isso. Se te baterem, bate também".
    Está a perceber onde quero chegar?

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  17. Teresa Fidalgo: levanta um conjunto de questões pertinente, (com as quais estão genericamente de acordo) que mereciam uma resposta mais elaborada, mas limito-me a responder-lhe com outra questão: quando um professor não pode chumbar um aluno ( bem eu sei que há aqui alguma ponta de exagero...) o que se pode esperar dos professores, por muito empenhados que sejam? Sinceramente,

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  18. Justine: Ano passado as notícias sobre a escola falavam de agresões. Agora já se fala de mortes. Há realmenet uma escalada que é preciso parar, sob pena de um dia deste estarmos aaqui a lamentar uma tragédia de grandes dimensões.
    Já leu, por exemplo, as notícias ( duas) de crinças de onze e 12 anos que apareceram com uma arma na escola?
    Eu já vi e denunciei situações destas há 10 anos...

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  19. Tenho uma cunhada formada em Letras, Literatura Brasileira e também em Literatura Russa, pela USP, que é uma universidade bem conceituada por aqui.Ela dava aulas de Literatura numa escola estadual até ser ameaçada por um aluno.Alguns meses depois, um colega dela, professor de Educação Física, foi morto por dois alunos que pediram carona na saída da aula.O resultado da ópera é que minha cunhada ficou afastada das suas atividades, por stress, por mais de um ano.O que na verdade foi o tempo que levou para que esse aluno saísse da escola. Hoje ela continua no colégio mas na direção de grupos de estudo de Leitura, na biblioteca.Não mais na sala de aula.

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  20. Carlos
    Sinto-me tão triste com esta situação a que chegámos! Comecei a dar aulas no tempo em que os professores eram respeitados, dentro da escola e na comunidade. Hoje, os saberes que a escola proporciona são desvalorizados e eu conseguiria recordar cada um dos passos que nos trouxe aqui. De resto, o Carlos aponta alguns, mas o problema começou antes, no final dos anos 90, com as políticas educativas implementadas pela Dra. Ana Benavente, que hoje critica também o Ministério da Educação.
    Quanto a este caso em particular, até admito que este professor, como pessoa, estivesse fragilizado, mas só quem desconhece o ambiente que se vive hoje nas escolas básicas pode achar que ele se suicidou só por qualquer neurose. É preciso ter uma grande resistência emocional e nem toda a gente a tem.
    Não é por acaso que os professores constituem hoje a maior parte da clientela de psicólogos e psiquiatras.
    Obrigada por escrever sobre estas coisas. A sociedade tem de prestar atenção.

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  21. Quando tal acontecer dedicam-lhe um programa de televisão, tipo Pró e Contras, levam lá uns grilos falantes e ficam de bem com as suas consciências.

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  22. http://www.ionline.pt/conteudo/50594-jovem-19-anos-morre-linchamento
    Aqui parece que foram os educados à antiga portuguesa que se descontrolaram.

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  23. Desde sempre tem existido o que agora se designa modernamente por "bullying".
    Eu, que passo muito dos cinquenta assisti nos meus tempos de estudante do ensino primário e secundário, a coisas muito piores do que os jornais hoje relatam.
    A grande diferença de hoje em relação aos anos sessenta e setenta, é que antigamente não havia n televisões e tablóides, cada um a querer mostrar que o seu sangue é mais vermelho que o do concorrente.
    Quanto ao resto muitos dos professores de hoje também praticaram a sua sessão de "bullying" no desgraçado do colega de turma que era mais gordo, usava óculos, ou por nada...

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  24. Interessante reflexão, Carlos

    O problema das reuniões de pais é já antigo: vão os pais dos bons alunos. Os "encarregados de educação" dos alunos mais fracos, ou dos mais problemáticos, raramente aparecem. A demissão dos pais da educação dos filhos já vem de trás, com os resultados que se conhecem.

    O caso deste professor é sem dúvida trágico, mas não consigo deixar de pensar que poderia ter tido um final diferente, e não menos trágico. Receio que estejamos a chegar a esse ponto.

    E isto dá pano para mangas...

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  25. Já tenho escrito em vários blogues, que considero que a culpa é mesmo dos sucessivos ME, e disso não tenho dúvidas nenhumas. São eles que têm deixado chegar, como diz e bem, do 8 ao oitenta, em que nada se exige aos alunos. Nada! Nem a presença... nem trabalho, nem consequências pela falta dele, nem consequéncias pela falta de respeito.... é incrível... responsabilizar os pais? Em certa medida, estou de acordo. mas a Escola não deve exigir respeito, para ser respeitada? E não deve respeitar , para exigir respeito? Não vejo nada disso... perdem demasido tempo na elaboração de objectivos e planos bonitos no papel... e de menos na formação global dos alunos, que também deveria ser responsabilidade da Escola, e não um mero transmissor de conhecimentos, que nem se avalia se adquiriram!!(digo que não avaliam, porque num sistema em que não há consequências para a não aquisição, não avalia rigorosamente nada!, e pior... não ensina nada!!)É curioso, que se vá falar mais do caso do pequeno Leandro, do que do professor que se suicidou... e este último caso, é tão grave como o primeiro, pois estas queixas dos professores, são continuamente desvalorizadas...
    Beijo

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  26. Ontem andei por aqui. Mas não me (re)encontrei. Nada de muito importante se perdeu... O tema continua (a luta tb)

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  27. Quando os pais resolverem educar os seus filhos, quando os pais deixarem de dizer "sim" a todas as vontades e caprichos dos filhos, talvez comece a ver-se uma luz no fim do túnel.
    "Todas as profissões são importantes mas a de Professor é fundamental" (Paulo Freire)

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  28. Carlos,
    Para mim resumo este drama todo no seguinte: os valores da socidade estão todos invertidos. Para se pôr isto outra vez nos eixos, tem que partir de todos. E haverá, com este facilitismo todo, com esta
    bandalheira, muita gente que se esteja para chatear?
    Que mundo espera os nossos netos?
    Beijo

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