terça-feira, 9 de março de 2010

E que tal parar um pouco para pensar?

Depois desta “belíssima” (?!?!) proposta das Associações de Pais, chegou a vez de creches e infantários. A proposta é que estejam abertos ao sábado de manhã e nos restantes dias da semana até às 21 horas, para facilitarem a vida aos pais.
Pergunto-me qual é a razão de alguns pais desejarem ter filhos. Não seria altura de reflectir mais seriamente sobre o modelo social em que vivemos, que nos conduz a situações como esta?

8 comentários:

  1. O modelo social é simples: Os avós vão para os lares, os filhos ficam nas creches e nas escolas e, como os patrões querem mais horas de trabalho, os pais dormem no serviço, podem todos encontrar-se nos feriados (só da parte da manhã porque à tarde, é para os casais terem tempo, de fazer mais filhos) e assim, ainda poupam, na renda de casa e já nem precisam de pensar em empréstimos do Banco, para compra de casa, basta alugar um quarto numa pensão, meia dúzia de dias no ano ;-)

    ResponderEliminar
  2. Pensam em creches nos mesmos termos dos centros comerciais, para usar a qualquer hora.
    Carlos, citei o seu blogue e fiz um link para um post, lá nos meus óculos. Desculpe não ter pedido antes, mas foi por uma boa causa!

    ResponderEliminar
  3. Só o posso ler com o gosto de sempre...
    De resto "no comments"...
    Haja dó para os dislates...
    Abraço

    ResponderEliminar
  4. É por essas e por outras que os filhos de vez em quando mandam "internar" os pais.

    ResponderEliminar
  5. Carlos, já coloquei o meu comentário lá no seu Mea Culpa (para onde saltei ao clicar no 1º link)

    Chamo a atenção para a oportunidade de verem aí o que vera disse...

    ResponderEliminar
  6. Caro Carlos,
    Assumo plenamente a minha condição de conservador, quiçá um bocado obtuso.
    Mas realmente também não percebo a ideia de ter filhos para depois os "depositar" em creches e infantários.
    Sou pai de duas filhas (12 e 6 anos) e não dispenso o convívio diário com elas.
    Esse é o lado essencial da minha vida.
    Por isso, custa-me muito entender este tipo de mentalidade.
    Infelizmente, por não conviverem com os filhos, muitos pais (ausentes) só se aprecebem de problemas com as crianças quando já é tarde demais.
    Não estou a fazer juízos sobre o caso da criança de Mirandela porque não conheço a situação em concreto para a avaliar.
    Estou a fazer uma apreciação teórica, geral, e, confesso, assustadora.

    ResponderEliminar
  7. Carlos, os comentários que recebeu ilustram que foi certeiro no tema. São diversos e provocam reflexão. Vale uma pequena amostragem?

    - A Vera, gostaria que todos (e ela própria) tivessem condições para dar carinho e atenção às suas crianças
    - O Isa GT, parece estar inconformada com este modelo social. Parece achar que não vale a pena trocar carinhos e atenção das crianças pelo último modelo BM (ou outra marca)
    - O Pedro, é pai de duas filhas (12 e 6 anos) e, tendo as condições que a Vera parece não ter, não dispensa o convívio diário com elas.
    - A anamar, tem muito prazer em o ler mas parece achar que estes comentários são dislates a merecerem dó...

    Carlos, voçê tem de tudo. Coitado de mim, como eu o invejo!

    ResponderEliminar
  8. Logo mais voltaremos à época dos internatos.Eu não consigo imaginar pais que coloquem os filhos em segundo plano.Eu, com aquele intinto maternal todo, coloco em primeiro plano o meu filho assim como os dos outros, que muitas vezes até se esquecem que eles existem. Não tem presente maior para uma mãe e/ou um pai que ver seu filho crescer, compartilhando com ele todas as fases.Não há emprego, trabalho ou dinheiro que valha mais que o amor do seu filho.Tá faltando é amor por aí...

    ResponderEliminar