Apresenta, há sete anos, um dos programas de maior audiência na televisão portuguesa. É uma figura simpática, mas são muitos os que não o suportam, pela vacuidade do seu discurso, pela sua postura apalhaçada, pelo estilo repetitivo, pela ignorância que revela.
Há dias veio parar-me acidentalmente às mãos uma revista onde era entrevistado. Comecei por ler as gordas e detive-me numa das chamadas: “ Nunca na minha vida li um livro. E agora?”.
Uma pessoa que assume publicamente nunca ter lido um livro é merecedora do meu maior respeito. Num mundo onde o politicamente correcto obriga muitas pessoas a darem de si uma imagem diferente da real, onde toda a gente garante ter pelo menos cinco livros na mesa de cabeceira e não falta quem armazene uma colecção de “pensamentos de ilustres” para citar durante uma entrevista, só posso louvar quem tem a coragem de assumir a sua aversão aos livros.
A única vez que falei com Fernando Mendes foi em 1993. Estava de passagem por Lisboa, fui convidado para uma festa num lugar “in” e ele meteu conversa comigo, porque me confundiu com outra pessoa. Desfeito o equívoco conversámos durante alguns minutos. Pareceu-me uma pessoa simpática e afável. As conversas de circunstância não dão para tirar mais ilações.
Anos mais tarde, já em Portugal, vi-o numa série televisiva “ Nós os Ricos” (???) que segui com pouca atenção. Talvez um pouco mais do que a que dispenso ao “Preço Certo”( que é nula), pelo que não tenho opinião formada sobre as suas qualidades artísticas. Percebo apenas, em conversas que ouço no Metro, ou circunstancialmente em grupos de amigos, que as opiniões se dividem. Nunca tomei partido nessas conversas, precisamente porque não tenho opinião. Depois de ler a entrevista tenho pelo menos uma (aparente) certeza: Fernando Mendes é uma pessoa genuína e descomplexada que não alinha pelo pensamento e discurso politicamente correcto. Não se embrulha em papel de celofane, para vender a imagem. Assume-se. Diz que não gosta de ler e ponto final. Gosto de pessoas assim.
Enquanto escrevia este post, lembrei-me do que escrevi há uns tempos sobre Tony Carreira.
Ah, eu também gosto, Carlos. Mas são tão raras essas pessoas!...
ResponderEliminarGosto do Fernando Mendes sim senhor, dele como pessoa que aparenta ser (porque não o conheço para poder dizer mais). A sua forma simples de estar, de comunicar, os principios que revela... e a bem dizer, também tem uma carreira considerável no teatro. Gosto sobretudo de pessoas simples, "desfardadas" e sem máscaras
ResponderEliminarP.S.: O meu filho não perde um programa dele e ri-se imenso... Aquela boa disposição parece contagiá-lo.
Bjos
...hilos
ResponderEliminarhilan
golondrinas
sin mas
simas
que
van
ven
noches
de
retina
alejandrinas
que
dejan
alejan
una
queja
sortija
del
nido
ido
para
no
volver
chispas
tomando
champan
al
verlas
en su
cielo
de
hielo
audaces
revolver...
desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ
TE SIGO TU BLOG
CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...
AFECTUOSAMENTE:
CRONICASDOROCHEDO
ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CABALLO, LA CONQUISTA DE AMERICA CRISOL Y EL DE CREPUSCULO.
José
ramón...
Não gosto de ouvir o Tony Carreira, porque não gosto do género de música, que ele canta.
ResponderEliminarQuanto ao Fernando Mendes vi-o na TV várias vezes, enquanto esperava pelas notícias da RTP1.
O Mendes assume, que nunca leu um livro (gostei tanto desta sincera afirmação, que escrevi logo um comentário tão longo, que resolvi eliminá-lo e publicá-lo amanhã no "ematejoca azul".
Eu também assumo aqui, que sou uma mulher bastante superficial e para mim só a BELEZA conta.
O valor interior está sempre tanto no fundo, que pouco me interessa.
O que tem esta minha confissão a ver com o seu artigo?
O Carlos refere-se aqui a dois homens, ambos insentos de qualquer intelectualidade, mas há uma diferença muito importante para mim: um é bonitinho (nada de Brad Pitt, mas mesmo assim...); o outro é feio e gordíssimo.
O problema do Fernando não são os livros. Há momentos, que mandamos os livros para o diabo.
Não lhe aconteceu já isso?
Eu acho que o sucesso dele vem exactamente daí...ser genuíno, simples, sem preconceitos!
ResponderEliminarEu também gosto de pessoas assim!
Um abraço
Já sabe que quando se trata de pessoa assim, eu assino por baixo.
ResponderEliminarTotalmente de acordo.
ResponderEliminarO homem é tão simples e genuíno que diz: pela saúde devo emagrecer mas, e depois... quem me vai achar graça se eu for magro?
Quanto ao Tony Carreira... não tenho nada contra como não tinha contra Marco Paulo. São ambos bons cantores. Não são os meus favoritos "ponto"
Nós somos um país de pessoas simples. Quando as queremos sofisticar não sai bem. Fernando Mendes representa um pouco do que não queremos admitir e Tony Carreira exactamente o mesmo. Os dois são famosos por serem básicos e basicamente iguais a si e a uma grande percentagem de portugueses. Mesmo que isso custe a muita gente, eles são genuínos e fazem parte do bolo nacional.
ResponderEliminarHá pessoas que já leram e vão continuar a ler muiiiiitos livros e não percebem nenhum!!!!
ResponderEliminarHá os papagaios que por tudo e por nada citam Livros e escritores quando muitas vezes só leram as capas...
Há outros que lêem livros e nunca conseguem lembrar-se de quem os escreveu...
Sendo assim, para mim é totalmente irrelevante saber se estou com uma pessoa que lê ou que não lê, o que interessa é o que essa pessoa me faz sentir.
Não gosto das canções nem da voz de Tony Carreira, mas valorizo o seu percurso e "é-me" simpático.
Do Fernando Mendes, prefiro o actor ao apresentador.
As pessoas simples são sempre as minhas preferidas!
Ramon: gracias por la visita. Saludos
ResponderEliminarEmatejoca: Já não sou o leitor compulsivo de outros tempos, por isso os livros se amontoam numa secretária à espera de ser lidos, como já expliquei numa CG sobre o tema.
ResponderEliminar::))
ResponderEliminarAna
Eu que ...
ResponderEliminarEu que...
Eu que...
Concordo consigo e acrescento: é simpático, simples e delicado nomeadamente com os idosos. E mais não acrescento.
:)))