domingo, 28 de fevereiro de 2010

Feminino e plural

No próximo dia 8 assinala-se o Dia Internacional da Mulher. O mês de Março terá por isso, aqui no Rochedo, espaços especialmente dedicados às mulheres. Ao longo dos próximos 31 dias, destacarei na rubrica “Portugal no feminino” mulheres portuguesas que merecem o meu reconhecimento e me fazem sentir orgulho em ser português. Darei também especial destaque a blogs femininos que passarão a figurar na encosta direita deste Rochedo.
Simultaneamente, no Delito de Opinião, criarei a rubrica “Mulheres do Mundo”, por onde passarão algumas mulheres que se destacaram na luta das mulheres pela igualdade, mas também as que, em minha opinião, ocupam lugares relevantes no mundo da música, das letras, das artes ou da cultura em geral. Espero que gostem.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tourada em defesa dos animais?


A Associação de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira decidiu realizar uma tourada no domingo, cuja verba se destina à construção de um canil.Telma Ferreira, presidente da Associação dos Amigos dos Animais daquela cidade achou uma boa ideia e aceitou a doação. Pressionada por muitas pessoas que se manifestaram contra a realização de uma tourada com aqueles objectivos, acabou por recusar, embora tudo indique que o dinheiro irá ser entregue à mesma à associação, utilizando um esquema alternativo: os Forcados entregam o dinheiro à Junta de Freguesia , que posteriormente o fará chegar à AAAVFX. Estratagema s próprios dos tempos que correm, já nada se estranha.
Pode estar a escapar-me alguma coisa no meio desta história, mas ver uma Associação de Amigos dos Animais aceitar dinheiro proveniente da tortura de uns animais, para beneficiar outros, parece-me de uma imoralidade sem nome. Mesmo que Vasco Dotti, do Grupo de Forcados de VF Xira, jure a pés juntos que “tourear um touro não é magoar um animal”.
Sugiro que, na tourada de domingo, Vasco Dotti se ponha no lugar do touro e se deixe bandarilhar.

Aviso Muito Importante!

Anuncia-se tempestade para hoje. O país está em alerta laranja. Por isso, não esqueça!
"Em dia de tempestades e trovoadas, o local mais seguro é perto do chefe ou da sogra.
-Não há raio que os parta."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma lição de velhice


Celebrara 92 anos dois dias antes e convidou duas amigas, que não tinham podido estar na festa de aniversário, para almoçar. Apesar de ser Outono, o dia estava ameno e o céu azul emprestava ao mar aquela tonalidade própria dos dias que anunciam a chegada do Inverno. Dirigiram-se para a Foz. Todas quiseram ir a uma pizzaria. Aí chegadas, pediram de imediato refrigerantes para matar a sede. Com o pedido, veio a lista. Perante a imensidão de variedades viram-se no embaraço da escolha. Demoraram a decidir. A empregada, ainda muito jovem, começou a impacientar-se.
“Vejam lá se decidem, que não vou estar a tarde toda a vir aqui à mesa…”
Retirou-se mais uma vez, deixando as senhoras algo embaraçadas com a admoestação. Quando voltou, a decisão estava tomada. Uma das senhoras esboçou um pedido de desculpas pelo atraso “ Não leve a mal, é que esta senhora faz 92 anos”
“92? Fogo!...”- exclamou a jovem com os olhos esbugalhados.
A aniversariante acrescentou “ Ai, menina, não queira ser velha…”
“Não quero, não. Se chegasse aos 70 dava um tiro nos miolos para não chatear ninguém”
Ignoraram o acinte. Comeram as pizzas. Pediram uns gelados e café. Eram quase quatro horas da tarde quando terminaram. Apenas um casal jovem permanecia na esplanada. As senhoras pediram a conta, que chegou prontamente. A aniversariante deixou 1€ de gorjeta e escreveu nas costas da factura: “A nossa contribuição para a compra da pistola”.
Saíram bem dispostas, com o ar de crianças que tinham acabado de fazer uma traquinice e foram aproveitar os restos de sol caminhando à beira mar. Quando chegou a casa, a aniversariante telefonou ao filho a contar-lhe a história. Riram-se os dois “a bandeiras despregadas”.

O candidato

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Brites já lê jornais!

Para não andarem por ai a dizer que sou fútil e só me interesso pelas revistas cor de rosa e em dizer mal da Manuela Ferreira Leite, a partir de hoje também vou começar a falar da imprensa que vocês chamam séria. Como as coisas estão, não sei porque lhe dão esse nome, mas enfim…
Confesso-vos que não falo mais de jornais, porque sou um bocado lerda e às vezes não percebo os títulos. Espero que me ajudem a interpretar aquilo que não percebo, está bem?Muito agradecida.

Começo com um título em destaque na primeira página do “Público” de hoje:
“Grávidas. Quase 40% fizeram sexo antes do parto”.
Será que vocês me podem explicar como é que engravidaram as outras 60 por cento?

Conversas de café

“ Chegam os meninos de mota
Com a China na bota
E o papá na algibeira(…)”
( O Café- Fernando Tordo/ Ary dos Santos)

Um dos grandes problemas deste país, é o Centrão que nos governa ser dominado pela ideologia do capital, onde o conceito de lucro é de tal forma abrangente, que não olha a meios. Outro problema é que no Centrão emergem, cada vez mais, figuras que vieram da esquerda folclórica, excelente palco para tertúlias de café em tempos de Faculdade, mas onde a ténue barreira entre as convicções e a prática se quebra, assim que alguns dos seus seguidores entram na vida activa e se sentem atraídos pelo perfume do dinheiro.
Assim como um apreciador de café não resiste ao aroma de grãos acabados de moer, um esquerdista de tertúlia também não resiste ao apelo do dinheiro, quando entra na vida activa e deixa de ter o aconchego da generosa mesada do papá. Uma coisa é discutir acaloradamente Marx, com o respaldo do papá; outra, bem diferente, é conseguir manter o nível de vida a que a generosa mesada, a cama e as refeições gratuitas os habituou, quando se têm de fazer à vidinha e garantir o seu próprio sustento. Ao mínimo apelo do capital, lá se vai a ideologia e as convicções marxistas passam a ser encaradas como diatribes da juventude.
São muitos os exemplos na nossa classe política. A começar por Durão Barroso, fervoroso militante do MRPP nos tempos da Faculdade de Direito e hoje convertdo ao Bushismo, por via do qual conseguiu o seu exílio dourado em Bruxelas.
Felizmente há quem resista. Quem repudie entrar na engrenagem do sistema de vasos comunicantes entre PS e PSD, cujas desavenças apenas existem, porque um dos membros do casal sente que está fora do círculo do poder há muitos anos e a sua clientela ameaça debandar. Felizmente há quem se mantenha fiel às suas convicções e consiga singrar na vida, embora arrostando com dificuldades.
Não foi o caso de Rui Pedro Soares, o jovem turco que trocou as t-shirts com a imagem de Che Guevara, pelo fato de marca e gravata de seda , símbolos da ascensão meteórica. O perfume do dinheiro inebriou-o de tal forma, que se meteu em negociatas pouco consentâneas com quem se assumira como a “margem esquerda” da Juventude Socialista. Não sei se o fez por iniciativa própria, para mostrar serviço ao papá, ou para lhe agradecer a “benesse” da ascensão meteórica. Pouco importa para o caso. O importante é não esquecer que Rui Pedro Soares não é caso único. Não é a excepção, mas sim a regra, na sociedade em comandita que nos governa e dá pelo nome de Centrão, Ldª.
O caso de Rui Pedro Soares serviu para fazer esquecer o caso BPN onde figuras do PSD, como Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros ex-membros do governo de Cavaco Silva, emergem como responsáveis por uma mega fraude que está a ser paga por milhões de contribuintes portugueses cujo único rendimento provém dos seus salários.
Não nos iludamos. Não é por trocar Sócrates por Aguiar Branco, Passos Coelho, ou Paulo Rangel, que teremos uma solução para o país. Apenas mudam os clãs, não mudam as políticas. Em vez de Rui Pedro Soares, será um qualquer Zé das Quinquilhas a assumir o seu papel. Na mesma empresa, ou noutra, com o objectivo de dominar a comunicação social ou o sistema financeiro? Pouco importa.
Portugal precisa é de políticos a sério e não de arrivistas. De gente que seja capaz de colocar os interesses do país à frente dos seus próprios interesses e não faça figuras miseráveis que nos denigrem além fronteiras.
Portugal precisava de um outro Povo. A culpa do estado a que chegámos não pode deixar de ser assacada, também, ao espírito corporativo que nos molda com a mesma têmpera que nos foi incutida pela Constituição de 1933. E aos resquícios pidescos, que transformaram muitos portugueses em bufos bem remunerados.

Infidelidades


Quem sofre, são sempre as crianças

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Misérias portuguesas"

" (...)o jornalismo, que devia ser, e já foi, uma referência em forma de caução, é a miséria que por aí se vê. Mais cedo do que tarde terá de proceder a um mea culpa; mas nem assim arredará as gravíssimas responsabilidades que lhe cabem no desrespeito geral.
Viver em conjunto precisa de conflito, de polémica, de emoção. E da construção de um elo plural, com valores que desenvolvam o sentimento de pertença e de diferença. Todos estes padrões têm sido desprezados, com proficiência, por políticos manifestamente de segunda ordem e por jornalistas de adiantada mediocridade, agigantado ego e gramática fugaz.
O escabroso espectáculo no Parlamento, fornecido por Mário Crespo, José Manuel Fernandes e Felícia Cabrita, tidos como apreciáveis jornalistas (enfim: a estimativa não é generalizada, bem pelo contrário) desacreditou, ainda mais, o já azarento ambiente em que vive a Imprensa(...)"

(Misérias portuguesas: Baptista Bastos, DN hoje)

Gostava- como certamente muitos outros jornalistas da minha geração, de poder discordar destas palavras, mas não posso.Nasci no tempo em que um jornalista tinha de driblar a Censura e apurar a escrita para se fazer entender nas entrelinhas. Hoje em dia não há Censura, nem é preciso apurar a escrita. Basta uma mente criativa que invente uma manchete capaz de vender jornais. Não é preciso que seja verdadeira,o essencial é que gere polémica e atraia leitores. O desmentido virá depois em nota de rodapé.
Não me espanto, por isso, que jornalistas mais ou menos responsáveis confundam a publicação de escutas em segredo de justiça com liberdade de imprensa;
Que comparem uma providência cautelar com "exame prévio";
Que aplaudam um director de jornal que usou diversas artimanhas para não ser notificado de uma previdência cautelar, depois de terem criticado uma viagem de Pinto da Costa a Vigo, para se eximir a receber uma notificação;
Que se curvem reverencialmente perante o espectáculo circense protagonizado por Mário Crespo na AR;
Que se remetam ao silêncio quando, depois daquele espectáculo, Mário Crespo aparece na SIC Notícias a moderar um debate onde vários jornalistas faziam a análise à entrevista de MST ao Primeiro- Ministro;
Que haja jornalistas que estejam mais interessados em fazer política do que jornalismo.
A única coisa que me surpreende é que ainda haja gente a comprar jornais.

Gosto de pessoas assim

Apresenta, há sete anos, um dos programas de maior audiência na televisão portuguesa. É uma figura simpática, mas são muitos os que não o suportam, pela vacuidade do seu discurso, pela sua postura apalhaçada, pelo estilo repetitivo, pela ignorância que revela.

Há dias veio parar-me acidentalmente às mãos uma revista onde era entrevistado. Comecei por ler as gordas e detive-me numa das chamadas: “ Nunca na minha vida li um livro. E agora?”.
Uma pessoa que assume publicamente nunca ter lido um livro é merecedora do meu maior respeito. Num mundo onde o politicamente correcto obriga muitas pessoas a darem de si uma imagem diferente da real, onde toda a gente garante ter pelo menos cinco livros na mesa de cabeceira e não falta quem armazene uma colecção de “pensamentos de ilustres” para citar durante uma entrevista, só posso louvar quem tem a coragem de assumir a sua aversão aos livros.

A única vez que falei com Fernando Mendes foi em 1993. Estava de passagem por Lisboa, fui convidado para uma festa num lugar “in” e ele meteu conversa comigo, porque me confundiu com outra pessoa. Desfeito o equívoco conversámos durante alguns minutos. Pareceu-me uma pessoa simpática e afável. As conversas de circunstância não dão para tirar mais ilações.
Anos mais tarde, já em Portugal, vi-o numa série televisiva “ Nós os Ricos” (???) que segui com pouca atenção. Talvez um pouco mais do que a que dispenso ao “Preço Certo”( que é nula), pelo que não tenho opinião formada sobre as suas qualidades artísticas. Percebo apenas, em conversas que ouço no Metro, ou circunstancialmente em grupos de amigos, que as opiniões se dividem. Nunca tomei partido nessas conversas, precisamente porque não tenho opinião. Depois de ler a entrevista tenho pelo menos uma (aparente) certeza: Fernando Mendes é uma pessoa genuína e descomplexada que não alinha pelo pensamento e discurso politicamente correcto. Não se embrulha em papel de celofane, para vender a imagem. Assume-se. Diz que não gosta de ler e ponto final. Gosto de pessoas assim.
Enquanto escrevia este post, lembrei-me do que escrevi há uns tempos sobre Tony Carreira.

Vinho e criatividade

Ao contrário da publicidade que aqui vos trouxe ontem, este anúncio é, em minha opinião, genial.
E vocês, o que pensam?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Madeira:o rescaldo (1)

Nota prévia: este post estava agendado para ontem. Não o cheguei a publicar, porque não pude confirmar alguns dados que me pareciam importantes. Não é meu hábito fazer afirmações em matéria tão delicada, sem as poder fundamentar. Entretanto, as últimas ocorrências parecem desfazer dúvidas em relação a um embargo informativo ( não confundir com censura…)
Quanto a outro tema que também abordava no post e está relacionado com as ofertas de apoio de Espanha e França, não consegui obter informação credível, pelo que deixo para próxima oportunidade.
Alberto João Jardim recusou a declaração de estado de calamidade na Madeira, para não prejudicar o turismo. Há notícias contraditórias sobre o número de mortos e desaparecidos. AJJ pede contenção na difusão de notícias sobre o que se está a passar na Madeira. A imprensa fala em mais 6 mortos num parque de estacionamento, o governo regional nega. Fala em 250 desaparecidos, o governo regional contrapõe 30. Entretanto, a TSF confirmou hoje, no noticiário das 13 e no seu site, uns rumores que me haviam chegado: está a ser vedado o acesso dos jornalistas ao CC Anadia. Quando tentei fazer link da notícia, já lá não estava, mas fica aqui a notícia difundida pela RTP.
Estará o governo regional a envidar esforços para esconder o número de mortos, e defender o turismo? Não vou por aí, mas não deixo de registar o facto de estar a ser impedida a entrada de jornalistas no CC Anadia e de estar a ser desmentido o depoimento de várias testemunhas que afirmam ter visto seis cadáveres a ser metidos em bagageiras de carros da polícia.
Como é possível que desde a manhã de domingo o número de mortos tenha estabilizado? Como é que o presidente da junta de Curral das Freiras afirma no domingo haver pelo menos 7 mortos e agora só aparecer 1? Como se explica que ontem tenha sido avançado o número de 48 mortos e horas depois o número tenha voltado a ser de 42?
Há muitas perguntas por responder. É provável que só daqui a uns anos conheçamos a verdadeira dimensão da tragédia. A cortina de silêncio que se está a deixar cair sobre as notícias é um sinal claro disso. Não é facto inédito. Também só muito tempo depois se soube o número de mortos provocados pelos incêndios durante o Verão de 2004 em Portugal.
No entanto, tudo isto me dá a sensação de ter recuado aos anos 60, quando o Estado Novo omitia o número de vítimas dos acidentes ferroviários, das inundações de Lisboa, do desastre do Cais do Sodré e dos mortos em África. Tudo a bem da Nação. Nada que preocupe os alvoroçados com a falta de liberdade de expressão que classificam as providências cautelares como “ exame prévio”. Em causa está a verdade. Não a de factos políticos, mas a de vidas humanas. Isso parece que não lhes interessa nada. Os mortos só servem como arma de arremesso para ataques políticos.
Lembro-me, por isso, daquele presidente da câmara de uma estância balnear polaca que não suportando ver os mendigos esmolar pelas ruas da cidade, pediu aos padres para dizerem aos fiéis que não deviam dar esmolas, porque os pedintes estragam a imagem da estância balnear. O liberalismo tem destas coisas…

Freeport: The End?

Não faltará quem venha criticar a Justiça e pôr em causa a seriedade da Procuradora Cândida Almeida e dos dois Procuradores do Ministério Público que investigaram o caso. Tornou-se habitual, neste país, dizer que a justiça não funciona, sempre que decide no sentido contrário aos interesses de cada um.
Não vale a pena bater mais no ceguinho. Importa é reflectir sobre algum jornalismo que se anda a fazer em Portugal. Confundir jornalismo de investigação, com “vendetta”, só desacredita o bom jornalismo. Todos sabem que já aqui critiquei muitas vezes o PM e continuo a criticá-lo pelas opções políticas que toma e vão sempre em prejuízo dos mais desfavorecidos. No entanto, mantenho a lucidez suficiente para perceber a diferença entre aqueles que fazem jornalismo e os que se servem dele para atingir objectivos inconfessáveis.
Durante meses, Manuela Moura Guedes impingiu-nos insídia, calúnia e histeria, a coberto de jornalismo de investigação. Fez do jornalismo um ataque “ad hominem”. O contrário do que o jornalismo deve ser. E se querem saber a minha opinião, acredito que o PM não esteja envolvido nesta tentativa de controlo de jornais e televisões. A sua culpa é ter-se rodeado de fiéis sem escrúpulos que, tendo contribuído para a sua eleição como secretário-geral do PS, querem agora a sua recompensa, sendo nomeados para lugares para que não têm competências, onde mexem os cordelinhos de acordo com as suas conveniências.
Infelizmente, também estou cada vez mais tentado a acreditar que os interesses de algumas empresas de comunicação social levaram-nas a querer destruir a credibilidade do PM . Alguns jornalistas entraram no jogo, obedecendo aos interesses do patrão. As notícias sobre o caso “Freeport” foram apenas uma tentativa de ajuste de contas.
Estarei errado? Talvez. Mas no clima doentio que se instalou em Portugal, também me sinto no direito de ter a minha opinião e exigir que não me confundam com um apoiante do PM, só porque discordo dos que o querem assassinar politicamente, sem terem quaisquer provas palpáveis. O “feelling” nunca fez prova em Tribunal e nunca deve ser usado em jornalismo.Quando alguém faz acusações e transfere para o visado o ónus da prova, há falta de seriedade e rigor. Ora, isso, é intolerável em jornalismo.

Sabes onde anda a tua Cara Metade?

"O que estará a fazer a tua companheira ou o teu companheiro? Desconfias que poderás andar a ser traída/o? Já alguma vez a/o apanhaste em falso ou em mentiras? Pois através deste sistema de localização via GSM, basta que insiras o número de telemóvel de qualquer pessoa (independentemente da operadora) para que a localização da mesma te seja fornecida, graças a um dispositivo de localização GSM (ATENÇÃO: pode não funcionar com alguns modelos de telemóvel mais antiquados).
É simples: segues os passos iniciais de inscrição, depois inseres o número de telemóvel da pessoa pretendida e passado alguns minutos ou mesmo segundos é-te enviada a localização aproximada. No entanto, experimenta esta aplicação apenas se estiveres preparada/o para conhecer a verdade... a informação e as consequências podem não ser as pretendidas."

Pessoalmente, considero inadmissível que esta publicidade ande por aí a circular. Será velhice?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Caderneta de cromos (16)


Numa semana em que tinha grande concorrência,Paulo Rangel aniquilou os principais adversários na última sexta-feira e assegurou um lugar nesta caderneta. Depois de todas as contradições que marcaram a sua candidatura, revelou em entrevista a Maria Flor Pedroso que tinha vivido intensamente o 25 de Abril. Atendendo a que tinha 6 anos em 1974, o candidato a líder do PSD e a putativo Primeiro- Ministro de Portugal revelou-se um menino prodígio. Na senda da sua guia espiritual, MFL, promete ser mais um a cavalgar o refrão da “Política de Verdade”.

A tragédia da Madeira: algumas reflexões (2)

Ainda não é conhecido o número total de mortos na tragédia da Madeira, mas sabe-se que algumas poderiam ser evitadas se, por exemplo, houvesse um Radar Meteorológico que permitisse alertar a população para o que se avizinhava.
No post anterior, já referi que a incúria das pessoas também foi co-responsável pelas dimensões que a tragédia atingiu em termos de vítimas mortais. Li há pouco, no DN, uma notícia elucidativa.
Apesar da intempérie, um casal decidiu deslocar-se ao Funchal, para ver "in loco", aproveitando assim o seu dia de folga. Durante viagem o carro começou a deslizar e o conduor não conseguiu controlá-lo. Mandou a mulher e o filho, de cinco anos, abandonarem a viatura. A criança morreu e a mulher e um homem que tentou salvá-los desapareceram.
A curiosidade mórbida das pessoas que decidiram arrostar a tempestade, para ver o "espectáculo", contrariando todas as indicações da Protecção Civil, motivou a morte de uma criança e o desaparecimento de dois adultos. Calculo a dor do chefe de família que sobreviveu.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A tragédia da Madeira: algumas reflexões (1)

Ontem, a RTP 1 e a Antena 1 provaram a razão daqueles que defendem a existência de uma televisão e de uma rádio públicas. Durante muitas horas, foram as únicas fontes de informação nacionais sobre a tragédia que assolou a Madeira na madrugada de sexta para sábado. A SIC e a TVI só “acordaram” para as dimensões da catástrofe a meio da tarde, através dos seus canais de cabo.
Enquanto já se podiam ver muitas imagens no You Tube e a CNN dava grande destaque à tragédia, nos seus noticiários, os jornais on line portugueses continuavam silenciosos, demonstrando a sua quase inutilidade.
À mesma hora em que a CNN e a RTP-N estimavam o número de mortos em cerca de rês dezenas, os jornais on line anunciavam apenas 8 e a TVI – essa fábrica de bom jornalismo estava remetida ao silêncio.
O que aconteceu na Madeira foi, infelizmente, uma tragédia anunciada, a que muitos ambientalistas cépticos nunca deram importância. Deveria ser uma oportunidade para pensarmos nos atentados que , diariamente, se estão a cometer contra a Natureza, ao abrigo de PIN’s ( Projectos de Interesse Nacional) e do sôfrego apetite pelo lucro a qualquer preço.
Se não aprendemos nada com o que aconteceu na Região Oeste, em vésperas de Natal, ou a semana passada no Algarve, que ao menos aprendamos alguma coisa com a terrível tragédia da Madeira, que vá um pouco mais longe, do que o mero aproveitamento político. Isso é hipocrisia de gente obcecada, que não perde uma oportunidade para criticar o PM.
Pensar que as mortes ocorridas na Madeira foram culpa da chuva é fácil, mas primário. Importante, neste momento, é reflectir sobre as causas desta tragédia e evitar que, no futuro, ocorram situações semelhantes.
Adenda: Uma semana depois de lhe ter chamado repetidas vezes mentiroso, Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu o sentido de Estado do PM. Como não acredito que MRS se tivesse repentinamente transformado num apoiante de Sócrates, esta afirmação devia ser bem digerida por quem aproveitou a tragédia para fazer ataques políticos completamente descabidos. Nas próximas vezes que me disserem que defendo Sócrates, vou exibir esta declaração do Professor.

Férias na Paróquia

Dois padres resolveram passar férias numa bela praia.
No entanto, decidiram que deveriam ser mesmo férias e portanto nada deveria identificá-los como membros do clero.
Logo que desceram do avião, dirigiram-se a uma loja de surfistas e compraram o último grito em calções, sandálias, óculos de sol, etc...
Na manhã seguinte, foram até à praia vestidos como verdadeiros turistas.
Estavam sentados nas cadeiras de praia a tomar cerveja, enquanto gozavam o calor do sol, quando uma loura em topless, de fazer qualquer um perder a cabeça, se dirigiu na sua direção.
Os dois padres não conseguiram evitar segui-la com os olhares.
Quando a jovem passou por eles, sorriu e cumprimentou-os:
- Bom dia Senhor Padre Alberto, Bom dia Senhor Padre Mário, com um ligeiro aceno de cabeça e continuou o seu caminho.
Os dois padres ficaram perplexos, como era possível que ela os reconhecesse como padres?
No dia seguinte, dirigiram-se de novo à loja de surfistas e compraram roupas ainda mais berrantes.
De novo na praia, para gozar o sol, as vistas e... eis que aparece a mesma loura de fazer perder a cabeça a qualquer distraído.
Vinha com uma tanguinha ultra reveladora, aproximou-se deles e oscomprimentou:
- Bom dia Senhor Padre Alberto. Bom dia Senhor Padre Mário.
O padre Mário não se conteve e chamou-a:
- Um momento, menina.
- Sim. Respondeu ela, com um sorriso nos lábios bem definidos e sensuais.
- Nós de facto somos padres e temos orgulho em sê-lo, mas como conseguiu descobrir isso ?
- SENHOR PADRE, SOU EU, A IRMÃ ÂNGELA!! Também estou de férias !!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Crónicas de Graça # 10

O piquenique

Não gosto de piqueniques. São tantas as razões, que nem sei por onde começar. Tentemos então ir pela mais fácil. Parece-me bizarro que,a pretexto de conviver com a Natureza, as pessoas cometam, nesses momentos, verdadeiros atentados contra a sua preservação. Se no final de um dia de Verão passarmos por alguns locais onde as pessoas habitualmente param para refeiçoar ao ar livre, ficamos com a sensação que um exército a caminho de uma campanha bélica, por ali parou para recompor o estômago, sem cuidar de apagar os vestígios.
Pelo recinto deixaram espalhadas latas de conserva, restos de comida e uma parafernália de objectos que por ali ficarão expostos, à espera de um grupo de voluntários, amigos da Natureza, que os venha remover. Sacos de plástico contendo guardanapos e toalhas de papel, copos e talheres “usa e deita fora”, uma tupperware partida, garrafas e restos de comida, que os comensais deixaram encostados às árvores.
A falta de civismo casa bem com gente que não pensa. Poucas horas depois de o local ter sido abandonado, já há cães vadios farejando os sacos, atraídos pelo cheiro dos restos do arroz de frango ou por uma lata de atum “Bom Petisco” aberta, mas não consumida e pelos restos de um gelado familiar da “Olá” reduzido a uma viscosa pasta colorida. O espectáculo torna-se ainda mais degradante. Sacos de plástico agora esventrados, de cujas entranhas se solta o conteúdo, espalhado pela gula dos cães que não são obrigados a ter as boas maneiras que se esperava fizesse parte da conduta dos humanos.
Um olhar mais atento vislumbra marcas de pneus avançando pinhal dentro, porque os comensais piqueniqueiros não quiseram deixar o carro na berma da estrada e avançaram até ao local do repasto. Na caminhada destruíram alguns pequenos arbustos, esmagaram plantas, cortaram cerce a vida a quem importunava o seu caminho.
É neste momento que começo a imaginar o cenário do dia.
Pelo fim da manhã, famílias ou grupos de amigos saíram de casa, transportando nas bagageiras dos seus automóveis, o arroz de frango, os rissóis e os croquetes, uma sobremesa doceira à espera dos elogios dos restantes comensais. À medida que chegam procuram os melhores lugares, onde pensam poder estar mais isolados ( tarefa inútil, porque passado uma hora já há mais gente à sua volta do que na tenda dos couratos à porta do Estádio da Luz) e vão despejando, de cestas de verga as tupperwares e tachos onde acondicionaram os pitéus que depositam em toalhas que servem de mesas improvisadas.
Reunido o grupo, cada agregado desfila o reportório da sua ementa. Cada um tem de provar de tudo, sob pena de ser considerado careta ou mal educado. Um bocadinho de arroz de frango aqui, um pouco de feijoada acolá, mais o entrecosto a grelhar num fogareiro próximo, eventualmente uma sardinha que lhe fazia companhia, um pastel de bacalhau, uma empada especialidade da D. Joaquina, uma fatia de pudim, receita secreta da D. Arminda, um olhar enjoado para o gelado da Olá, uma fatia do bolo da D. Berta, especialmente recomendado para o café que será acompanhado pelos homens com um whiskey ou um bagaço, para ajudar à digestão.
No final da refeição, a que não faltou a companhia de melgas, mosquitos e uma ou outra abelha que provocou gritinhos apavorados nas representantes do sexo feminino. Quando um exército de formigas marcha em direcção à mesa improvisada e dois cães vadios esperam o melhor momento para surripiar as sobras, alguém pergunta:
“E se fossemos dar um passeio para desentorpecer as pernas e fazer a digestão?” O repto é de imediato aplaudido por alguns que, olhando para a tralha espalhada, vêem no passeio uma boa oportunidade para se furtarem à desagradável tarefa de ter de arrumar a tenda. As vítimas do costume dizem “vão lá vocês que nós ficamos aqui a arrumar”. Recebem como resposta um pouco convincente “ Deixem lá isso que arrumamos tudo quando voltarmos”, enquanto iniciam a caminhada sem olhar para trás, não vão as vítimas do costume mudar de ideias e decidir acompanhá-las. Ao longe ouvem-se vozes de adolescentes “ Olha que borboleta tão gira! Ficava mesmo bem no meu caderno de biologia.” Iniciam a caçada, afastando-se do grupo dos adultos.
Entretanto, o Joãozinho, o Carlinhos e o Toneca renunciaram ao passeio e ficaram a ensaiar dribles e caneladas, enquanto se esforçam por anichar a bola numa baliza improvisada com dois ramos arrancados a uma árvore que “estava mesmo a jeito”. O jogo terminou quando numa jogada mais disputada o Toneca atirou a bola com força e esta foi bater na cabeça do avô Gregório, que já se tinha estendido na rede montada entre duas árvores, para dormir uma sesta onde não faltarão os acordes de uma melodia ronqueira, provocando risos abafados nos que renunciaram ao passeio.

Quando os caminhantes regressam, já está tudo arrumado, da forma já descrita, mas a D. Josefina que guardara na sua cesta de verga algumas sobras para o almoço do dia seguinte pergunta, solícita:“Ninguém quer comer nada? Ainda sobraram uns pastelinhos de bacalhau, uns ovos cozidos e uns rissóis de camarão…”
Todos recusam, mas o Alípio ainda atira “ se houver por ai uma bejeca fresquinha…”
“ Não te ponhas a beber mais, pá!" responde o Belmiro estirado na rede deixada livre pelo avô Gregório que, traído pela próstata, foi obrigado a procurar alívio nuns arbustos afastados.
O grupo está de novo reunido e vai começar a debandada. O dono da telefonia pede licença para a desligar e começam as despedidas.
“ Onde está o Pedro?”- pergunta o tio João. “E a minha Isabelinha?” – acrescenta a avó Matilde. Olham em volta e vêem os dois jovens caminhando na sua direcção. A Isabelinha traz na mão uma flor oferecida pelo Pedro, em momento de arrebatamento e ajeita discretamente a saia amarrotada. Quando chegam junto dos adultos, rostos afogueados, atropelam-se na explicação da caçada à borboleta.
“ E onde está a borboleta?”- pergunta o Carlinhos, como sempre inconveniente, enquanto esmaga com o pé uma centena de formigas que regressavam a casa, carregadas de mantimentos.
Bem, vamos lá embora” – responde o pai do Pedro, enquanto pisca disfarçadamente o olho ao filh em sinal de aprovação.
Todos estão felizes, acharam o dia fantástico e discutem já o local do próximo piquenique. Todos têm uma sugestão, mas já é tarde para decidir, por isso o grupo delega a decisão nas senhoras.Mais uns beijinhos, o Pedro ainda pergunta “ Não há nada que se coma?”, mas a avó Matilde responde de imediato. “ Ó filho vamos mas é embora que se está a fazer tarde. A avó tem ali um tupperware com umas coisinhas, comes no carro”.
Finalmente a partida. O Pedro e a Isabelinha despedem-se com uma troca de olhares cúmplice. Os carros fazem-se à estrada. Isabel leva a flor encostada ao peito. Pedro vai distraído a pensar no próximo encontro. Ninguém repara numa árvore com dois corações entrelaçados e a frase “Pedro Ama Isabel”. Ficou esculpida a canivete uma tarde memorável de convívio com a Natureza. Vá lá, a borboleta safou-se de acabar espalmada numa folha A4…
Os cães aproximam-se finalmente dos despojos. Chegou a hora do seu piquenique.

Eu sei que hoje em dia os piqueniques já não são assim. A única semelhança com a cena descrita é o desrespeito pela Natureza. Será que a minha querida parceira tem uma opinião mais positiva sobre os piqueniques? Creio bem que sim, mas vão lá confirmar...


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

(In)coerências

Como a maioria dos leitores saberá, sou indefectível adepto do FC Porto e já expliquei, aqui,até onde vai a minha paixão. Isso não impede que manifeste a minha tristeza pela forma como o meu clube ontem conseguiu vencer o Arsenal. É certo que o FC Porto já foi muito prejudicado pelas arbitragens, quer nas comptições europeias, quer a nível interno. (Este ano, então, tem sido escandaloso. Golos limpos anulados e penalties não assinalados, têm sido à fartazana.No entanto, gosto de vitórias sem reticências e sem mácula, como as que temos conseguido ao longo dos últimos anos- apesar de o sr Luís Filipe Vieira as querer manchar). A de ontem, deixou-me um sabor amargo a injustiça. Não entro em euforia com vitórias assim.

Não sigo a bitola comportamental do presidente do SLB nem dos seus fiéis, nem tenho a língua suja de uma Leonor Pinhão, que hoje nas paginas de "A Bola" dá mais um bom exemplo da forma como alguns adeptos encarnados encaram o desporto. Para ela só existe a suspeição e o jogo de bastidores e toda a gente quer o mal do SLB.

Tenho um bocadinho mais de nível e, por isso mesmo, hoje estarei a torcer pelo Benfica, fazendo votos que saia de Berlim com a eliminatória na mão. São coisas que Leonor Pinhão não compreende, porque é uma espécie de Paulo Rangel do futebol.

Censura ou direito ao bom nome?

Como eu gostava de ver alguns dos indignados com a falta da liberdade de expressão, apavorados com o regresso da Censura e defensores do fim das providências cautelares comentarem esta decisão. Estranhamente ( ou talvez não, porque não envolve matéria política) remetem-se ao silêncio.

Worten Sempre? Tá bem, abelha...

Andava a queixar-se de algumas maleitas há coisa de um ano. Lá fui tentando aliviar-lhe a dor e adiar o extertor mas, na semana passada, despediu-se com um último suspiro. Preparei-lhe o funeral, em cerimónia simples. Agradeci-lhe, uma última vez, a forma dedicada com sempre se entregou ao trabalho, sem um único lamento. Já sabia que o passo seguinte seria doloroso. Colocava-se de imediato uma questão: como substituir aquela fiel companheira ? Quem estará melhor habilitado para fazer esquecer os bons serviços que a máquina de lavar de linha branca, comprada no saudoso Carrefour me prestou de forma zelosa e eficiente, ao longo de mais de uma década?
Aturadas pesquisas, envolvendo diversas vertentes, conduziram a uma escolha, mas sempre com a dúvida de ser a acertada. Só o futuro o dirá.
No sábado dirigi-me à Worten para comprar a eleita. Processo rápido. Em poucos minutos tinha feito a pagamento e acertado a data da entrega para a tarde de terça-feira de Carnaval. A hora da entrega seria entre as 14 e as 18. (Gosto destes horários alargados que as empresas marcam para fazer as entregas dos produtos que compramos e pagamos antecipadamente e dos quais temos de ficar à espera uma tarde inteira). Faltavam uns cinco minutos para as seis da tarde quando tocaram à porta. Eram dois fulanos. Um deles, muito antipático, iniciou a instalação, enquanto dizia ao outro para levar a máquina velha rapidamente, porque era a última entrega e já estavam atrasados. O jogo do Sporting em Liverpool tinha começado há poucos minutos e fiquei com a impressão de que era essa a causa da pressa. A instalação foi rápida. Dei uma generosa gorjeta, dizendo que era para dividir pelos dois. O homem olhou para a nota e, sem agradecer, sumiu pelo elevador.
Minutos depois, livro de instruções na mão, ensaio geral para a estreia. Surpresa. A máquina começou a expelir golfadas de água e num minuto a cozinha estava alagada. Poupo-vos à descrição, porque presumo que estejam a imaginar a cena.
Confirmada a deficiente instalação da máquina, ligo para o nº de cliente da Worten e explico o que se está a passar. Pedem-me que aguarde um minuto. Ao fim de 13m 46s dizem-me "Não podemos fazer nada hoje, porque a pessoa que lhe foi fazer a entrega já não está ao serviço. Vou-lhe reagendar a instalação".
Para quando? Amanhã de manhã?
Não, isso não é possível. Agora só na quinta-feira.
Então fazem asneira grossa e levam dois dias a emendar o erro?
A menina lamentou e pediu desculpa em nome da Worten. Compreendo. É para isso que lhe pagam, não pode fazer mais. Já a Worten tinha obrigação de ter maneira de reparar os seus erros de forma mais expedita.
Pronto, eu sei que a culpa é minha, porque ignorei os sucessivos avisos sobre a falta de credibilidade da Worten. É uma empresa pouco fiável, que apenas quer vender e trata mal os clientes sempre que há problemas. Serviu-me de emenda. Nunca mais compro lá nada. Quando ouvir novamente aquele anúncio “Worten Sempre” faço-lhes um manguito. Para já, vou apresentar queixa e espero que a besta que cá veio instalar a máquina tenha o que merece: o desemprego.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Escolha acertada

O BE pede a audição de Fernando Lima na Comissão de Ética da AR que está a investigar a alegada tentativa do governo para controlar a comunicação social.
É uma decisão acertada. É bom não esquecer que todo este imbróglio tem a sua génese nas notícias do “Público” sobre as alegadas escutas do Governo, assunto que não ficou sanado, apesar da tentativa do PR em passar uma esponja sobre o assunto. Será importante, para a nossa vida democrática, conhecer a veracidade daquele mail publicado no DN, se a notícia do "Público" foi fabricada a partir de Belém , se houve envolvimento do próprio PR, ou tudo não passou de um delírio de Fernando Lima .
Quem pensa que isto não está tudo ligado, ou é ingénuo, ou está de má fé em toda esta história.

PT brinca ao Carnaval

Manhã de sábado. Pelas 10 horas sou acordado pelo telefone. O estado de saúde precário de um familiar faz-me levantar de um salto. Respiro fundo. Levanto o auscultador. Uma voz informa que vou ouvir uma mensagem gravada. Aguardo uns segundos que me parecem uma eternidade. Finamente a mensagem. É da PT. Avisam-me que não paguei a conta do telefone fixo do mês de Janeiro, pelo que se não o fizer no prazo de 72 horas, me cortarão o serviço. Indicam um número de telefone e o código para fazer o pagamento através de multibanco.A minha fúria vai crescendo, porque a conta de telefone está paga. Atrasei-me 24 horas, por esquecimento, é verdade, mas a conta está paga. A mulher continua a debitar qualquer coisa. Finalmente ouço a seguinte frase:
“ Se já efectuou o pagamento, ignore esta chamada. Pedimos desculpa pelo incómodo”.
Será que a PT não tem mais nada para fazer do que andar a pregar partidas de Carnaval?Não seria melhor andar a investigar os negócios de alguns dos seus administradores principescamente remunerados, que nos andam a atazanar a cabeça, em vez de andar a telefonar para clientes por causa de uma conta de 19 euros que foi paga dois dias antes, com menos de 24 horas de atraso em relação à data limite de pagamento? Tão eficientes para coisas sem importância e tão moles para investigar negociatas. Vão bugiar!

Adenda: A PT não foi a única empresa a pregar-me partidas em época carnavalesca. Amanhã contarei aqui uma outra história.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carta de divórcio (2) : a resposta

AVISO:
Se ainda não leu "Carta de divórcio (1)" vá lá antes de começar a ler este

Querida ex-mulher
É verdade que estivemos casados durante sete anos, mas dizeres que foste uma boa mulher é exagerar.
Realmente reparei que tinhas um novo penteado na semana passada, a primeira coisa que me veio à cabeça foi 'Pareces um homem!'. Mas a minha mãe sempre me disse para não dizer nada que não fosse bonito.
Quando cozinhaste a minha refeição preferida, deves ter confundido com a do MEU IRMÃO, porque deixei de comer porco há sete anos.
Fui dormir porque reparei que a lingerie ainda tinha a etiqueta do preço. Rezei para que fosse uma coincidência o meu irmão ter-me pedido emprestado 50,00 EUR e a lingerie ter custado 49.99 EUR.
Depois disto,eu ainda te amava e senti que podíamos resolver os nossos problemas.
Assim, quando descobri que tinha ganho o Euromilhões, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para a Jamaica. Mas quando cheguei a casa já tinhas ido.
Tudo acontece por alguma razão. Espero que tenhas a vida que sempre sonhaste.
O meu advogado disse-me que devido à carta que escreveste, não vais ter direito a nada. Portanto...
Assinado:
Teu ex-marido Milionário e feliz

Carta de divórcio (1)

Querido,
Estou a escrever esta carta para dizer que te vou deixar para sempre. Fui uma boa mulher para ti durante sete anos e não tenho nada a provar. As duas semanas passadas foram um inferno, o teu chefe chamou-me para dizer que te tinhas demitido e isto foi a última gota.
Na semana passada, chegaste a casa e não notaste que eu tinha um novo penteado e tinha ido à manicura. Cozinhei a tua refeição preferida e até usei uma nova lingerie. Chegaste a casa, comeste em dois minutos e foste dormir depois de ver o jogo.
Não me dizes que me amas, nunca mais fizemos sexo.
Ou me estás a enganar ou já não me amas mais, seja qual for o caso, vou-te deixar.
A tua Ex-mulher
P.S - Se me quiseres encontrar, desiste. O teu IRMÃO e eu vamos viajar para as Bahamas e casar!
Adenda: Logo à noite, publicarei aqui a resposta do marido

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

LIVRE E... DIRECTO!

Livre, sim... amordaçado, nunca!


Há dias critiquei aqui a manif em defesa da liberdade de expressão. Sem pretender atacar ninguém directamente- até porque desconhecia quem eram os seus promotores. Critiquei, porque me pareceu que uma manif a favor da liberdade de expressão só podia ser organizada por quem não tem memória dos amargos tempos da Censura, ou tem objectivos menos claros. Fui mal interpretado por alguns, mas vi a minha opinião ser corroborada por muita gente com memória, que nada tem a dever ao actual governo, nem dele depende para ser cidadão por inteiro. Grandes jornalistas e cronistas em nada afectos a Sócrates ( alguns até em outros tempos da nossa jovem democracia vítimas de censuras veladas) vieram, por outras palavras, tecer críticas idênticas. Em alguns casos, bem mais corrosivas e acutilantes.
Sempre pensei pela minha cabeça. Tenho as minhas opções políticas, mas não sou de fidelidades partidárias; não utilizo o CR para fazer campanha por um qualquer candidato; não me mascaro daquilo que não sou, para construir uma imagem; não me coíbo de dar a minha opinião sobre as questões que marcam a agenda política. Se não o fizer no meu blog, onde o vou fazer?
É por isso, com a mesma isenção, que compreendo uma petição que me chegou por mail e de que não faço link, mas de que transcrevo alguns excertos:
PELA DEMOCRACIA, NÓS TOMAMOS PARTIDO
“ O que se está a passar em Portugal representa uma completa subversão do regime democrático. Os sinais avolumam-se diariamente e procuram criar as condições para impor ao país uma solução rejeitada nas urnas pelos portugueses (…)”

“Não aceitamos ser instrumentalizados por quem pretende que um Primeiro-Ministro seja constituído arguido nas páginas dos jornais, tal como já aconteceu noutras ocasiões num passado recente, alimentado um chocante julgamento popular que tem por base a violação dos direitos individuais e a construção de uma tese baseada em factos aleatórios, suspeições e vinganças pessoais. Defendemos o interesse público e o sistema democrático para lá de qualquer agenda partidária.”
Louvo o facto de os primeiros subscritores não esconderem que são militantes do PS. Poderiam até ser do CDS, do PCP, ou de qualquer outro partido, porque pela defesa da democracia e pelo respeito da vontade popular expressa nas urnas, não tenho pejo em assinar por baixo.
No entanto não o fiz de imediato, por uma razão simples. Não sabia em que medida esta petição estava relacionada com um SMS que anda a circular, convocando uma manifestação de apoio a Sócrates para o próximo dia 20. Porque nisso, já não participo.
Desfeita essa confusão pelos subscritores, assino sem pestanejar. Espero ver democratas de outros partidos, desde o CDS ao BE, fazerem o mesmo. Incluindo aqueles que, certamente de boa fé, assinaram uma petição em defesa da liberdade de expressão.

É Carnaval, ninguém leva a mal...(2)

Um grupo de amigos de 40 anos discutiam e discutiam para escolher o restaurante onde iriam encontrar-se para jantar.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam mini-saias e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa a havia uma óptima selecção de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam comer em paz e sossego e havia sala de fumadores.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram e discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma grande ideia porque nunca lá tinham estado antes.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Brites e o Dia dos Namorados

Tinha pensado ir passar o Dia dos Namorados a Inglaterra, mas estava a ler uns posts atrasados aqui no Rochedo e ao ler isto, desisti.
Acabei por ficar por cá e fui almoçar fora com o Sebastião. Não é que sejamos namorados ( onde é que se viu uma cotovia namorar com um mocho? Eu sei que o mundo mudou muito, mas não tanto que me permita essas poucas vergonhas)mas lá fomos como dois bons amigos depenicar umas coisitas aí pelas janelas de Cascais, para assinalar o Dia dos Namorados.
Não deu para conversar muito, porque tivemos um bocado de azar com o restaurante que escolhemos. Estava lá um juiz mascarado de jornalista, a conversar com um jornalista mascarado de juiz e, nestas circunstâncias, comemos em silêncio para evitar sermos apanhados a conversar sobre alguma coisa que despertasse a curiosidade de ambos.O Sebastião diz que sou parva e estou sempre a ver calhandrices em toda a parte. Diz que são as más influências do jet set. Eu deixo-o falar, coitado, porque ele ainda não percebeu que a informação em Portugal só nos traz calhandrices a toda a hora.
Amanhã espero que esteja menos frio porque, se continuar assim , ninguém me tira do quentinho do Rochedo. É pena, porque amanhã é o Dia dos Encalhados e eu queria comemorar. Ninguém me apresenta um cotovio jeitoso? A PresidentA bem podia dar uma ajuda… em vez de pôr lá aqueles vírus às sextas –feiras , podia começar a divulgar fotografias de cotovios. Talvez eu arranjasse um jeitoso, quem sabe?

É Carnaval, ninguém leva a mal ...(1)

Num avião, o piloto informa:
- Senhoras e senhores, o avião está perdendo a altitude e toda bagagem deverá ser atirada fora!
Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continuou perdendo altitude.
- Estamos ainda perdendo altitude! Teremos que atirar fora algumas pessoas! Avisa o piloto!
Há, neste momento, um grande rebuliço entre os passageiros.
E continua o piloto:
- Para fazer isso, de forma imparcial, os passageiros serão jogados para fora por ordem alfabética. Assim, começamos pela letra 'A'. Há algum 'Afro' a bordo?
Ninguém se move!
- 'B'... Algum 'Black' a bordo?
Nada!
- 'C'... Algum 'Crioulo' a bordo?
Continuou e... Nada!
- 'D'... Alguém 'De cor?'
De novo ninguém se mexeu!
- 'E'... Algum mais 'Escurinho'?
Nada!
Nisto, um pequeno menino negro pergunta ao pai:
- Pai, afinal o que nós somos???
- ZULUS, meu filho! Somos ZULUS!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Rostos da Memória (1)

Humberto Delgado
(1906-1965)
Faz hoje 45 anos que foi assassinado Humberto Delgado. Opositor do Estado Novo, prometeu demitir Salazar se fosse eleito Presidente da República. Foi derrotado. Não pelos votos dos eleitores, mas por uma gigantesca fraude eleitoral engendrada pelo regime. Pagou caro a afirmação e a defesa intransigente dos valores da República que no dia 1 de Janeiro de 1962 pretendeu restaurar com a abortada revolta militar de Beja.
O Estado Novo não lhe perdoou e mandou a PIDE no seu encalço. Viria a ser assassinado no dia 13 de Fevereiro de 1965, nas imediações de Villanueva del Fresno (Espanha), atraído por uma cilada que a PIDE lhe montou. Morria assim, vítima de traição, um homem que lutou pelos ideais da liberdade e da justiça social e ousou enfrentar o ditador de peito aberto.
À força de tanto querer apagar das páginas da nossa História a memória do Estado Novo, o actual regime está a contribuir para que a actual geração e as futuras, percam as referências dessa máquina opressora das liberdades que foi o regime de Salazar, onde a PIDE e a Censura eram peças de charneira.
Quando hoje ouço algumas pessoas a gritar “ Ó da guarda, vem aí a Censura”, esperneio de raiva. Umas vezes por ignorância, outras por má fé, também eles estão a querer branquear um regime miserável que não pode ser esquecido.
Inicio hoje a série Rostos da Memória, com que pretendo homenagear pessoas já desaparecidas que, de uma ou outra forma, marcaram a sua época e nos deixaram um legado que não podemos desprezar. Esta série passará a ser publicada no mesmo dia em que, na Regra do Jogo, publicarei os "Rostos do Mundo".

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Filme do dia (2)

A Fúria do Último Escuteiro




"Um detective cínico na mó de baixo faz parceria com um ex-jogador para tentarem resolver um assassinato envolvendo um político".
Ao que parece, o escuteiro - mor não terá ficado muito bem visto. Garantiu-me quem viu a Opinião Pública ( programa da SIC-N) que a maioria dos participantes acusou o arquitecto de querer vender jornais.
Entretanto, as sondagens continuam a dar o PS como vencedor das eleições. Ou seja: parece que a opinião pública diverge um bocado da opinião publicada, não é?
De qualquer modo, talvez fosse melhor o PS ir pensando em arranjar um novo líder para as próximas eleições...

Pronúncia do Norte (26)

CATOTAS=
= Macacos do Nariz



Tenho a impressão que hoje, à conta das escutas, andou por aí muita gente a tirar macacos do nariz, em vez de trabalhar.

Prato do dia (2)

Polvo à Lagareiro
Especialmente recomendado para directores de jornais falidos.

Conversas com o Papalagui (42)

-Então ontem não vieste trabalhar?
- Claro que não...
- Porquê?
- O governo deu tolerância de ponto
- Estás maluco? Isso é só no dia de Carnaval
- Então o dia de Carnaval não foi ontem?
-Estás doido? É só na terça-feira...
- Ahhh! Pensava que tivesse sido ontem.
- Não percebo a tua confusão...
- Então ontem não houve Baile de Máscaras à porta da AR e a apresentação do Rei Momo no Grémio Literário?

Rostos do Mundo

Inicio hoje, na Regra do Jogo, a série "Rostos do Mundo" onde irão passar, semanalmente, personalidades que se destacaram no panorama mundial no âmbito da política, das artes, da literatura, da música ou do desporto. Vão lá dar uma espreitadela e dizer da vossa justiça.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Filme do dia

Aldeia da Roupa Branca
Foi o último filme de Beatriz Costa e do realizador Chianca de Garcia, antes de emigrar para o Brasil. A Censura do Estado Novo cortou uma pequena parte do filme, porque a considerou imoral.
João Bénard da Costa comparou a "Aldeia da Roupa Branca" ao filme soviético "Os Alegres Foliões".
Embora hoje não tenha visto alegres foliões, nem muita roupa branca para os aldos da AR, creio que a evocação se ajusta perfeitamente à data.
Hoje também se comemoram os 20 anos da libertação de Nelson Mandela. Era preto e só alinhava em folias anti-apartheid.

Vamos limpar Portugal


Ultrapassa já os 17 mil, o número de voluntários inscritos no projecto “ Limpar Portugal”, desenvolvido pela Universidade de Aveiro.
O objectivo é limpar as lixeiras ilegais existentes na floresta portuguesa. A acção decorrerá no próximo dia 20 de Março e os voluntários podem inscrever-se aqui, indicando o concelho onde pretendem participar.
Estamos ainda a mais de um mês da realização deste evento de cidadania, pelo que é previsível que o número de voluntários venha a aumentar substancialmente, dando uma prova da crescente disponibilidade e atenção às questões ambientais, da população portuguesa.
Vamos todos limpar a floresta e contribuir para um Portugal mais verde.

O Prato do Dia


Nos próximos tempos, o prato do dia da política à portuguesa vai ser " Coelho estufado com laranja e couves de Bruxelas". Se quiserem a receita, terão de ir aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O regresso de Miguel de Vasconcellos...

A estratégia de Paulo Rangel para chegar à liderança do PSD parece-me linear. Ataque a Portugal no Parlamento Europeu, baseando-se em escutas ilegais, acusações a Sócrates de ser director do JN, pondo em causa a dignidade de um jornalista impoluto, alertas pela destruição do Esatdo de Direito, baseadas no vazio absoluto e, cereja no topo do bolo, anúncio da candidatura à liderança dos laranjas.
Paulo Rangel abandonará o seu exílio dourado em Bruxelas e regressará a Portugal para dirigir o PSD, com a auréola de ter denegrido a imagem do país. Depois de Nuno Melo se ter gabado de enxovalhar Constâncio, parece que denegrir Portugal lá fora é o que está a dar, para fazer carreira em Portugal. Muitos irão votar em Paulo Rangel ( que já não se lembrava ter sido militante do CDS) e talvez dentro de pouco tempo o tenhamos a dirigir os destinos de Portugal. Em tempo de crise, nada melhor do que um Miguel de Vasconcellos, vazio, para traçar o nosso destino.
É em defesa deste futuro cristalino que amanhã se organiza um baile de máscaras, à porta da AR.
Quem manifestar a sua discordância, já sabe que será proscrito do reino dos defensores da liberdade de expressão. Viva o Carnaval!

Dia da Internet Segura

Assinalou-se, ontem, o Dia da Internet Segura. A divulgação de um estudo europeu realizado online pela Microsoft, através do portal MSN, salienta novos riscos para adolescentes num mundo de redes sociais.
No estudo participaram 14 100 pessoas, sendo 60% pais e 40% adolescentes com idades entre os 14 e os 18 anos. Alguns dos dados agora revelados merecem reflexão, embora nem sempre sejam surpreendentes, como é o caso de 45% dos pais terem “parcos ou nulos” conhecimentos das temáticas ligadas à Web.
Em relação a Portugal, são estes os dados divulgados pela Microsoft através do portal MSN:
• 68% dos adolescentes em Portugal usa activamente sites de redes sociais.
• 39% dos adolescentes considera que é seguro publicar informações pessoais online.
• Quase um quarto (23%) dos adolescentes em Portugal divulga o nome da escola que frequenta em perfis pessoais online e mais de um em cada oito publica a morada de casa.
• Quase dois terços (68%) dos adolescentes em Portugal foram já contactados por um estranho através da Internet e metade (49%) respondeu por curiosidade.
• Dois terços (61%) dos adolescentes afirmam que os seus pais não fazem nada para limitar ou controlar a sua utilização da Internet e 39% dos pais em toda a Europa admitem que não supervisionam as actividades dos seus filhos online nem o que publicam na Internet.
• 45% dos jovens portugueses indica que os pais têm conhecimentos muito limitados, ou mesmo nulos dos temas ligados à Internet.
• Apenas metade dos pais Portugueses (52%) admite controlar os movimentos online dos seus filhos, embora 69% manifeste confiança de que os seus filhos tomam as precauções necessárias.

Entretanto, a UE revelou que,um ano após ter concluído um acordo com 18 empresas, para maior reforço da segurança na Net, a maior parte das empresas oferece agora a opção de bloquear utilizadores, remover conteúdos indesejados e decidir quem pode visualizar o quê. A maioria fornece também dicas destinadas aos menores, embora nem sempre seja fácil encontrar ou perceber as informações dadas.
O relatório da Comissão, que assinala o Dia da Internet Segura, mostra também que mais de metade das empresas não cumpriu as promessas no sentido de garantir que os perfis em linha e as listas de contactos dos utilizadores com menos de 18 anos sejam considerados «privados» por defeito. Além disso, muitos sítios ainda permitem que motores de busca pesquisem perfis de menores.
Finalmente, embora a maioria dos sítios forneça uma ligação para denunciar casos de assédio, poucos respondem com regularidade às denúncias.

Cada um tem a liberdade que merece

“A III República criou as condições ideais — o desastre nuclear de Portugal — para que uma espécie de gente reles, sem o menor sinal de carácter, conquistasse o poder. O primeiro passo é livrar o Estado das suas garras, mas depois há que fazer algo pelas débeis instituições. Caso contrário, voltarão em força. Como as baratas.”
Carlos M. Fernandes, um dos promotores iniciais da Manifestação de dia 11 (via Arrastão)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu já vi este filme... e não gostei

Não é pelo facto de a publicação de escutas em segredo de justiça violar a lei, que deve ser ignorado o seu conteúdo. Acontece, é que elas nada provam, até ao momento,sobre o envolvimento de Sócrates, ou de qualquer membro do governo numa eventual tentativa de silenciar a comunicação social. No tempo em que a comunicação social era o único veículo de informação, ainda se podia admitir que assim fosse, agora num tempo em que se convocam manifestações por SMS e a Internet é um grande espaço de liberdade, a histeria parece-me inusitada.
O mais curioso nisto tudo, é a Santa Aliança entre a direita e uns patuscos da esquerda folclórica. Cheira a União Nacional. Estas alianças dão resultados curiosos. Já nos anos 70, o MRPP se uniu a Jaime Neves e a direita ao PS, na luta contra o PCP. Na mesma década, no Chile, como já ontem aqui referi, as donas de casa vieram para a rua com tachos e panelas, perante o gáudio da extrema esquerda e dos neofascistas. Derrubaram Allende e instalaram uma ditadura sanguinária e asquerosa.
"Last, but not the least", também Salazar confessou um dia, em entrevista a António Ferro, o seu fervor revolucionário e foi o que se viu...

E fazem muito bem...

Os bancos foram, com as agências de rating, os grandes responsáveis pela crise. Apesar de terem enganado os depositantes e de alguns banqueiros estarem a contas com a justiça, os governos deram-lhe dinheiro dos contribuintes para se salvarem. No final do ano, quase todos os bancos tinham aumentado os seus lucros e alguns decidiram distribuir o dinheiro dado pelo Estado, pelos administradores. Depois de todos estes belos exemplos, ainda há quem se espante com esta notícia?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A receita do costume

Portugal vive uma crise financeira gravíssima. Os números do desemprego não param de subir. A pobreza aumenta. A maioria dos portugueses à beira da reforma, com mais de 30 anos de descontos, vê as suas pensões cortadas de forma brutal, nublando o seu futuro.A maioria dos portugueses verá os seus salários reduzidos em 2010. A saúde está cada vez mais cara e há famílias em sérias dificuldades para comprar remédios. A justiça move-se à velocidade do caracol e processos escaldantes continuam em banho Maria, enquanto a opinião pública vai cozendo em lume brando arguidos, suspeitos e suspeitos de serem suspeitos. Há pessoas julgadas em praça pública, que talvez nunca venham a ser julgadas, nem sequer constituídas arguidas.
Seriam casos suficientes para os portugueses se indignarem. No entanto, o que leva as pessoas a indignarem-se e convocar manifestações? A divulgação de escutas em segredo de justiça que, eventualmente, implicam alguns membros do governo na tentativa de manipular a comunicação social. Como número de circo, não me parece mal. O problema é que este tipo de manifestações faz-me recuar ao Chile dos anos 70…
O “Público” diz que a manif é convocada por gente de direita e de esquerda. Vai ser giro ver os revolucionários BE de braço dado com os "betinhos" de direita, à porta da AR. ( Felizmente o PCP põe-se a recato do folclore e não embarca em manifs ao estilo dos "Morangos com Açúcar").
Embora preze a liberdade de expressão, como um dos valores fundamentais de uma democracia, a convocação para esta manif é ridícula. Não só peca por estar desfazada da realidade, como levanta questões de credibilidade. Qual foi o governo dos últimos 25 anos que não tentou controlar a comunicação social?
Esta manif sugere-me mais um PREC da direita. Só podia ser no Inverno, claro, porque no Verão a direita está toda a bronzear-se e a beber caipirinhas nas festas algarvias da socialite, não tem tempo para manifs, nem para se preocupar com a liberdade de expressão. Caso contrário, talvez se tivessem preocupado há mais tempo com os jornalistas que têm de trabalhar na Madeira, por exemplo.
Agora na quinta-feira até calha bem. Como na véspera é lançado o livro da novel vítima da liberdade de expressão, já podem levar o livro debaixo do braço, para lhes sevir de Bíblia. Até proponho um nome, inspirado no Livro Vermelho:Livro de Pensamentos do Grande Líder Crespo”.
Enfim, quando o povo reclama pão, a direita oferece-lhe circo. A receita do costume.

Caderneta de cromos (15)


Quando os jornalistas são o centro da notícia, algo vai mal . Mário Crespo conseguiu, durante esta semana, ser o centro das notícias. Fica-lhe mal . A sua imagem piora quando se vitimiza e, de imediato, anuncia a publicação de um livro. Descredibiliza-se, quando se vitimiza à custa de um camarada de profissão, que apenas cumpriu o seu dever. Mário Crespo, infelizmente, não é o único a agir assim, mas tudo piora, quando se sabe que foi apoiante do PS. É legítimo perguntar se não está a agir por despeito.

Vamos lá cambada...


Sá Pinto bateu no seleccionador nacional, Artur Jorge, por não ter sido convocado, e algum jornalismo desportivo apressou-se a encontrar atenuantes. Anos mais tarde chegou a director desportivo do Sporting. Ao fim de dois meses andou à pancada com um jogador e foi despedido, entre loas e cânticos.
Scolari, seleccionador nacional, esmurrou um jogador adversário e a comunicação social que lhe era afecta, de imediato procurou desculpá-lo.
Carlos Queiroz, seleccionador nacional, andou ao murro com um comentador da SIC, delegado da UEFA, que o zurze constantemente nos seus espaços de opinião e toda a gente pede a demissão de Carlos Queiroz.
Há aqui qualquer coisa que me escapa…

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pontos de vista...

Francisco Louçã:
- Senhor Primeiro-ministro, isto está de tal maneira que até as raparigas licenciadas têm que se prostituir para sobreviver.
O Primeiro-ministro com o seu sorriso responde:
- Lá está o Senhor Deputado a inverter tudo....o que se passa é que o nosso sistema de ensino está tão bom, que até as prostitutas hoje são licenciadas...

Adenda: Isto é apenas uma anedota, do habitual espaço de fim de semana...

E conhecem mesmo!

Aqui ficam as respostas ao desafio que lancei no sábado:

1- c ( qual era a dúvida?)
2- b ( só podia, né?)
3- e ( ainda há pouco tempo o tinha declarado aqui)
4- c ( na verdade gostava de conhecer todas, mas a primazia vai para esta)
5- d ( sem qualquer dúvida...)
6- d ( esta era fácil...)
7- d ( surpreendidos?)
8- a ( esta era difícil...)
9- e ( Já tinha dito, mas quem rspondeu b, também acertou)
10- a ( esta era fácil)
11- a ( estavam à espera que fosse o Bridge?)

E a vencedora foi a Si, com 8 respostas certas ( boa, boa, parabéns afilhada!) Com 7 ficaram o Carlos Albuquerque, o Joaquim Lucas, a Tété e a Maloud
Obrigado a todos os que participaram. Afinal, quase todos me conhecem melhor do que eu pensava...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Crónicas de Graça # 9

LIVROS
Uns, estão espalhados pelo meu gabinete de trabalho, sempre à espera que os convoque para lhes pedir uma informação ou confirmar um diagnóstico; outros, passeiam-se pela casa. Invadem as salas, saltam para cima de sofás, trepam pelas paredes, ou empilham-se em cima de uma secretária em paciente espera , aguardando o momento de serem folheados, lidos, ou devorados.
Quando entram cá em casa, todos têm uma certeza. Não irão parar a um caixote do lixo, como acontece com muitos que têm o azar de ser proscritos por Vasco Pulido Valente. Para mim, um livro nunca pode terminar numa incineradora, nem na reciclagem, a fazer companhia a papel de embrulho, ou de jornal, que serviu para acondicionar castanhas. O pior que lhe pode acontecer é ser entregue a uma biblioteca, uma espécie de Lar de Velhos para livros, onde ficam em repouso, à espera que alguém lhes faça uma visita, acaricie as suas lombadas, ou lhes desvende as entranhas. Alguns vão para lá novos. São aqueles de que não gosto e entraram por engano lá em casa. Olho para eles, travo um curto diálogo e arrumo-os a um canto, até ao dia em que irão fazer companhia aos mais velhos. Tenho a certeza que um dia alguém se encantará por eles.
Já perceberam que gosto de livros e os tenho como bons companheiros. Levo sempre alguns em viagem, à praia, à esplanada, ou ao Rochedo, onde converso com eles enquanto gozamos os prazeres do mar.Houve no entanto, ao longo da História, quem considerasse os livros perigosos.
Visto com reservas pelos poderes ditatoriais, o livro foi personagem principal num filme que marcou uma época: “Farenheit 451”. Em 1755, Diderot chamava a atenção na “Encyclopédie” para alguns dos seus perigos:
“ Convidam à preguiça, mobilizam demasiado a nossa atenção, são um obstáculo à aquisição própria de conhecimentos, levam a que negligenciemos outros meios que nos levam ao conhecimento das coisas. Ocupam o nosso espírito com coisas sem qualquer utilidade e afastam-nos da realidade do quotidiano”.
O livro sempre foi visto com desconfiança por poderes autoritários, mas serviu de meio de propaganda desses poderes. Há livros que nunca viram a luz do dia, ou viveram na clandestinidade, por causa da Censura.
Salazar, ao que consta, gostava de ler, mas foram muitos os livros cuja edição foi proibida em Portugal, por serem considerados “transmissores de ideias perigosas e nefastas, susceptíveis de corromperem a sociedade e os cidadãos”.
Em “O Palácio dos Sonhos” , do escritor albanês Ismail Kadaré, ficamos também com uma visão dantesca da relação entre o poder e os livros.
São inúmeros os casos de livros que só apareceram, porque os seus autores se exilaram noutros países, para dar asas à sua criatividade. Lembro apenas três, dos mais conhecidos: Solnietsjine, Kundera e Salmon Rushdie, mas os exemplos de escritores exilados é um rol extenso de más memórias.
Para exercer na plenitude a sua função, o livro precisa de viver em sociedades democráticas. É aí que o livro se sente bem e se assume, sem subterfúgios, nas suas diversas – e por vezes antagónicas- vertentes: veículo de informação ou propaganda, instrumento de entretenimento e cultura, ou simplesmente objecto decorativo destinado a emoldurar as prateleiras de uma estante, depositário de saberes, ou despertador de consciências.
Tal como o pão que compramos na padaria, a peça de vestuário que compramos na loja da esquina, ou a recordação que trazemos de uma viagem, também o livro é um bem económico que deve ser tratado como os demais. Há, porém, características que o diferenciam e tornam um objecto único.
Começa logo na fase de produção. Escrever um livro é um acto solitário e muitas vezes de sofrimento, só comparável à solidão do artesão que molda as suas peças. O livro também pode assumir valores comerciais diferentes consoante a forma como é editado. Um livro de bolso tem um valor diferente do que é encadernado em pele, embora o seu conteúdo e a sua qualidade sejam exactamente iguais. A finalidade é que pode ser diversa. Alguns querem os livros apenas para ler, outros gostam de os ver como objectos decorativos.
O livro também não está sujeito à moda, nem tem prazo de validade. Se assim não fosse, não se venderiam livros escritos há séculos, os clássicos não seriam lidos pelas novas gerações, um livro esgotar-se-ia num prazo drasticamente curto (Eu sei que há excepções, mas prefiro não falar delas).
Finalmente, porque a prosa vai longa, não é possível avaliar um livro de forma objectiva. Ao contrário de um automóvel, de um computador, ou de um electrodoméstico, nenhum vendedor pode garantir a um consumidor, que o livro tem qualidade ou se ajusta às suas necessidades e gosto. Os livros não têm rotulagem, nem certificado de garantia que assegure aos consumidores a qualidade da tradução, a inexistência de gralhas, ou acabamentos perfeitos.
Ciclicamente, há quem prenuncie a sua morte. Foi o que fez , por exemplo, Mc Luhan nos anos 40 do século passado, quando a televisão começou a despertar o interesse das pessoas. Com o advento da Internet fizeram-lhe novo enterro e outro se anuncia, com a chegada dos e-books. Mas os e-books não são livros. São formas mecânicas de leitura, que nos retiram o prazer de folhear um livro.
Acredito que o livro vai continuar a resistir a todos os ataques . Se um dia o matarem , estarão a roubar-nos a possibilidade de sonhar. E uma sociedade que não sonha, estiola rapidamente e acaba por morrer.
Qual será a opinião da minha parceira sobre os livros?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Viagem de terror ao "Portugal dos Pequeninos"


Há mais de dois meses que isto não me sai da cabeça. Tenho resistido a escrever um post, porque receio ser mal interpretado e não quero que a Sónia Morais Santos, uma jornalista que muito admiro, pense que é uma crítica ao seu magnífico trabalho. No entanto, não gosto de viver com espinhas cravadas na garganta, nem de reprimir desabafos, por isso aqui vai.
A Sónia tem um programa na Antena 1 intitulado “Portugal dos Pequeninos” onde entrevista crianças sobre determinados temas. Em virtude da hora a que é transmitido ( por volta das 18) não costumo ouvir mas, num dia em que regressava a Lisboa, depois de mais uma dessas viagens de trabalho pelo país, liguei o rádio do carro no momento em que o programa ia começar. O tema, salvo erro, era o dinheiro e a Sónia perguntava à criança ( creio que de 11 ou 12 anos) o que faria se fosse rica.
- Comprava uma metralhadora e uma shot gun- respondeu o miúdo descontraidamente
- E para que é que tu querias a metralhadora?- perguntou a Sónia
A resposta veio pronta e atingiu-me como um punhal
-Para matar todas as pessoas de que não gosto.
Ainda não tinha sequer começado a digerir a resposta quando a Sónia faz nova pergunta:
- E quem é que tu matavas primeiro?
- O Sócrates
- Porque é que não gostas do Sócrates?
-Porque ele me obriga a estudar e eu detesto…
(Admito que alguma palavra do diálogo possa não ser exactamente a que reproduzo, mas não tenho dúvida de ter mantido a fidelidade ao espírito da conversa).
Vim todo o caminho ( mais de 200 quilómetros) a matutar no assunto. Que levará uma criança a formular tais desejos? Ainda por cima, como afiançou a Sónia, trata-se de uma criança super-inteligente e muito bom aluno, o que me deixou ainda mais preocupado.
Outra coisa que me ocorreu foi a audiência. Quem estaria a ouvir o programa àquela hora? Haveria miúdos a ouvir? E se havia, quais terão sido as suas reacções? De aprovação ou repúdio? Tenho a sensação que sei a resposta, mas prefiro ficar com ela para mim.
Talvez os meus temores sejam desajustados, mas não me sai isto da cabeça. Adoro ler a Sónia, mas gostava de nunca ter ouvido esta entrevista. Digam-me, por favor, que os meus receios são fruto da idade, a reacção da criança é normal, eu é que sou um “cota”.
Sei que a Sónia lê o CR e vai certamente desculpar-me por ter trazido esta questão para aqui, mas o blog para mim também funciona como uma espécie de catarse e eu tinha de desabafar convosco. Esta porra não me sai da cabeça! Como será este miúdo quando chegar à idade adulta?

Brites difamada



Acabara de poisar no Rochedo, depois de uma viagem extenuante, cheia de frio e a precisar de um chá quente, quando o Sebastião começou a bater as asas e a chirrear: chegou a calhandreira, chamem o Mário Crespo!
Atónita, perguntei ao Sebastião o que se tinha passado e ele leu-me alguns posts para me pôr a par da história. Não percebi o que tinha eu a ver com tudo aquilo, mas fiquei inteirada quando o Sebastião me levou até este blog com Mar à Vista.
Fiquei furiosa, claro! Eu não sou nenhuma calhandra, sou uma cotovia honesta e agora bem relacionada no jet set, não tenho nada a ver com isso.Querem lá ver que tenho de me pôr a voar depressa até ao Tivoli , para descobrir quem é a calhandreira que anda a manchar a minha reputação?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pronúncia do Norte (25)

OURADO=

= TONTO
( no sentido de estar com tonturas) significa também desvairado

O lado C de Mário Crespo: a lenda

Afinal, sem surpresa, a história de Mário Crespo tem um lado C. Como seria de esperar, Nuno Santos veio dizer que a conversa relatada por Mário Crespo não foi bem como ele descreve.
Entretanto, Mário Crespo que ainda há um ano elogiava o PS e sonhava voar para Washington à boleia do PS ( carregar na imagem para ler a crónica de ECT) é a nova estrela do CDS.
No dia 11, centenas de paparazzi do voyeurismo e da intriga encherão o Grémio Literário para aclamar, em delírio, a última vítima da fúria censória de Sócrates, emulado em forma de livro.
Assim se constroem as lendas.
Nota: Como farão justiça de reconhecer aqueles que me seguem há mais tempo, já aqui tenho tecido várias críticas a Sócrates. Agora, não sou ingénuo. Por favor, não me queiram fazer passar por parvo!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mário Crespo:o lado B da história


A eventual censura do artigo de Mário Crespo é, aparentemente, condenável. No entanto, há qualquer coisa nesta história que não me parece bater certo e pode justificar a atitude de José Leite Pereira ( declaração de interesses: sou amigo do director do JN, mas não falei com ele sobre o assunto).
Não pondo em causa a veracidade do relato de Mário Crespo, há algo que me escapa e gostava de ver esclarecido. Por que razão não menciona o jornalista o local onde a cena se passou, nem indica o nome do executivo de televisão ( nem tão pouco o canal a que pertence), quando é tão expedito a mencionar os nomes dos membros do governo? Porque não aceitou a prova do contraditório e de imediato decidiu retirar o artigo?
Se eu fosse director do JN ( ou de qualquer outra publicação) e me visse perante um artigo daquele teor, de imediato colocaria essas questões ao articulista. Se as suas respostas respondessem de forma clara às minhas dúvidas, publicá-lo-ia. Caso contrário, agiria como José Leite Pereira. E porquê? Por duas razões.
Em primeiro lugar, porque o conteúdo é demasiado delicado e, não havendo provas da sua veracidade, o director do jornal corre o risco de ser processado ( solidariamente com o colunista) por difamação. Ora, a obrigação de um director de jornal é, antes de mais, garantir a credibilidade da publicação e evitar conflitos que a desacreditem. É certo que Mário Crespo invoca ter testemunho fidedigno (por escrito) dessa conversa – a que ele próprio não assistiu. Mas terá comunicado isso ao director do JN? Ter-se-á prontificado a apresentar-lhe as provas e sujeitar-se ao contraditório? Tudo indica que não.
Em segundo lugar, porque continuo a acreditar que o jornalismo só faz sentido quando é credível , rigoroso e responsável .Não escolheria, NUNCA, um espaço de opinião, num jornal, para me vitimizar( principalmente, em vésperas de lançar um livro com as minhas crónicas).
Os espaços de opinião são um espaço de liberdade, onde deve existir reciprocidade entre articulista e director. O director deve confiar no articulista e este deve ser responsável, não colocando em causa a credibilidade do jornal. Quando alguém falha nesta reciprocidade, a única solução é pôr termo à relação. Foi isso que aconteceu.
Quanto às reacções inflamadas que tenho lido na blogosfera, entristece-me que ponham em causa a honestidade profissional de JLP e o estejam a acusar de estar a fazer favores ao governo. Quanto a MC, temos de reconhecer que em vésperas de lançar um livro com as suas crónicas, esta história veio mesmo a calhar. Pelo menos, publicidade ao livro não lhe vai faltar.

Novos desafios

O convite tinha sido feito em Setembro mas, por razões várias,só agora o pude aceitar. Por isso, só hoje venho dar a notícia a todos os condóminos, leitores e amigos. Desde ontem, passei também a colaborar no blog "A Regra do Jogo".Fico a aguardar as vossas visitas e eventuais comentários a esta nova aventura blogueira, que enceto com o maior gosto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Há qualquer coisa de novo no ar...


É sempre motivo de alegria ver regressar ao blogobairro um vizinho que, por uma ou outra razão se ausentou. A alegria ainda é maior, quando se trata de uma vizinha com quem mantínhamos uma especial relação virtual. É esse o caso. Para quem ainda não saiba, está de regresso a Fada que sempre trouxe ao blogobairro uma magia especial. Por qualquer conjugação astral, o seu regresso coincide com o dia em que escrevi um post , onde falo de contos de fadas. Ainda diz a outra que não há coincidências…