
Iniciou-se, no dia 28 de Dezembro, a época de saldos de Inverno, que terminará em 28 de Fevereiro. Durante os próximos dois meses, muita gente se deixará atrair pelas lojas exibindo nas montras coloridos cartazers onde se lê a palavra mágica: SALDOS.
É natural- principalmente em tempo de crise- que os consumidores procurem os saldos, na tentativa de encontrar produtos de marca, tantas vezes namorados com "um brilhozinho nos olhos", mas cuja compra não foi possível concretizar, porque a bolsa não estica e os meses estão cada vez mais longos. Só que...
Os saldos já não são o que eram, o seu tempo já lá vai.Dantes, saldo era sinónimo de longas filas de senhoras nervosas, esperando a abertura das lojas para se precipitarem no seu interior em busca da melhor pechincha.Saldos eram reuniões de senhoras combinando uma excursão conjunta ao Grandella, a que se seguia um lanche na Ferrari ou na Império. Saldos era no tempo em que o Rui Veloso ainda não cantava “A rapariguinha do shopping”, quando os centros comerciais se chamavam “drugstores” e o Sr. Viegas não tinha a concorrência do hipermercado.Saldos era quando a minha mãe comprava tecido para a nova farda de uma empregada doméstica - que ao tempo se chamava “criada”- a qual pedia uma folga para ir aos saldos da rua de Cedofeita, e regressava a casa com os olhos marejados de lágrimas porque o namorado lhe acabara de dizer que tinha sido mobilizado para Angola.
Saldos era quando não havia TV Shops, vendas por correspondência ou ao domicílio, catálogos da La Redoute ou hipermercados a “oferecer” BMW ou Mercedes, os telefones serviam para namorar, não havia linhas de Valor Acrescentado, nem oferta de viagens por “dá cá aquela palha”, não existiam cartões de crédito e a publicidade apenas garantia que “OMO LAVA MAIS BRANCO”.
Saldos eram, enfim, para um reduzidíssimo número de senhoras, partir para Londres nos primeiros dias de Janeiro e de lá regressar com as malas carregadas de artigos comprados nos saldos do C&A, Marks and Spencer e similares que depois vendiam nas suas boutiques como a última novidade londrina.
Hoje, saldo é- muitas vezes- sinónimo de refugo, dos últimos artigos que não se conseguiram vender na época das promoções, uma espécie de saldos clandestinos que se antecipam, cerca de um mês, às épocas regulamentadas por lei.
Hoje, saldo significa comprar “produtos de marca” a preço de contrafacções à venda nas feiras.Os saldos hoje em dia já não são o que eram . Dizem alguns que a culpa é da concorrência. Para outros é da invasão chinesa. Cá para mim, a culpa é do clima. Com as altereações climáticas, quem acredita nos cartazes anunciando “Saldos fim de estação”?
Como gostei deste recordar!
ResponderEliminarHoje para mim saldos ainda têm "outro" contra, em vez de se comprar uma peça de que se precisa, compram-se duas ou três de que não se precisa, porque estão "baratas".
Abracinho
PS- No tempo em que as "criadas" se chamavam todas "Maria" ( coitadas, às vezes nem Maria tinham no nome)
Os tempos evoluíram desses saldos ao alcance de alguns para as coisas realmente boas para a democratização ... embora o nívelamento se faça por baixo para quase todos!
ResponderEliminarrrrss rrss
ResponderEliminarDe facto, com as estações já tão confundidas qum acrdeita no letreiro?
Mais a sério, o texto está certeiro e , se eu já nessa altura e jovem, não me entusiamsva com saldos...agora, menos ainda.
Embora, como bem diz, os meses tenham crescido desmesuradamente e o dinheiro, ao contrário, encolhido.
Um excelente dia para si.
Tem o Carlos toda a razão.
ResponderEliminarNem as estações são o que eram, nem os saldos o que foram.
Não sei se serão efeitos indirectos das alterações climáticas, mas que são efeitos da globalização, disso não tenho dúvidas.
Também me parece que a culpa é daqueles senhores que estiveram em Copenhaga a fazer de conta.
ResponderEliminarO que pensará a Brites, por certo danadinha por saldos?
Abraço.
Que em 2010 o Rochedo continue a flutuar a todo o vapor.
Carlos: A Brites e o Sebastião estão a hibernar, mas palpita-me que um dia destes vão aparecer. Pelo menos s Brites, que não perde uns bons saldos. Imagino que durante a hibernação também se farte de ler revistas cor de rosa e que não resista a vir por aqui um dia destes contar umas fofoquices.
ResponderEliminarAbraço
Bom, os saldos sempre tiveram esse componente de refugo, mesmo nos "velhos tempos". Em algumas lojas (e não, nem estou a falar no Chiado, que aquilo era um cenório para esquecer, só faltava o mulherio esgatanhar-se) havia caixotes de peças ao monte, que tinham de ser miradas e remiradas à lupa, porque se eram tão baratas, algum defeito tinham. Lembro-me de uma amiga minha de liceu peqar num casaco castanho e uma das mangas estar completamente desfeita...
ResponderEliminarPor outro lado, algumas destas lojas de marca hoje em dia enganam, pedem 80 euros por uma camisola, mas quando se vai ver a etiqueta diz made in China! É o fim da estação dos grandes lucros, para lucros mais moderados! ;)
«........mini-spam........»
ResponderEliminarSEM ARMAS DE ALTA TECNOLOGIA NÃO HÁ DEFESA/SOBREVIVÊNCIA POSSÍVEL
Todos Diferentes! Todos Iguais!
{TODOS os povos - quer os de maior, quer os de menor, rendimento demográfico - devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta}
---> É preciso abrir os olhos!
---> Ao contrário da colonização europeia nas Américas... os islâmicos (entre outros) são uns PREDADORES INSACIÁVEIS... logo, na Europa nunca irão existir reservas!
---> Os Judeus - já andam 'nisto' há milhares de anos - mostram-nos aquilo que é óbvio: sendo a corrida demográfica a estratégia de conquista... mais eficaz da História da humanidade {vejam este blog: http://tabusexo.blogspot.com/}... e face à existência de predadores insaciáveis.... só existe uma forma de dissuasão capaz de resistir a «guerras de desgaste demográfico»: ARMAS DE ALTA TECNOLOGIA.
---> Milícias e outras coisas do género... são patetices te imbecis!... Visto que, sem a dissuasão das armas de alta tecnologia... não há defesa/sobrevivência possível!
NOTA: Os territórios mais pequenos... têm de se coligar com outros... contra o inimigo comum: os predadores insaciáveis que estão numa corrida demográfica pelo controlo de novos territórios.
---»»» Conclusão: antes que seja tarde demais, há que mobilizar aquela minoria de europeus que possui disponibilidade emocional para abraçar um projecto de Luta pela Sobrevivência... SEPARATISMO-50-50... e coligação contra o inimigo comum: os predadores insaciáveis...
P.S.
-> Só os OTÁRIOS [PNR's e afins] é que não vêem que os negociatas-fáceis... não são de confiança... e depois andam por aí a espernear feitos parvos...
P.S.2.
-> Algumas civilizações podem acabar... mas o mundo não vai acabar..., dito de outra forma: COMO É ÓBVIO, quem [um exemplo: os nativos europeus] não constitui uma sociedade sustentável [média de 2.1 filhos por mulher] procura infiltrar-se em qualquer lado...
-> Os negociatas-fáceis são manhosos: não só procuram infiltrar-se em qualquer lado... como também, são INTOLERANTES para com a preservação das Identidades Étnicas Autóctones!
Nada hoje em dia é o que foi antigamente Carlos, a minha Saudosa Avó já o dizia :))
ResponderEliminar.. mas os saldos de hoje servem muitas vezes para colmatar as parcas possibilidades de muitos em comprar artigos necessários.
Gosto mais desta versão ;) e já a pude viver e comprovar por diversas vezes.
Ano Feliz!*
Imagine o que será fim de semana de saldos nas superfícies comerciais, shoppings ou outlets? De fugir e nem passar por perto, morei demasiado perto de um, apanhava fila de trânsito até para chegar a casa ao Domingo. Livra!
ResponderEliminarFoi bom recordar, nuns casos e saber noutros, algumas coisas que aqui escreveu.
ResponderEliminarMas olhe que ainda há saldos que valem a pena. Não que eu vá lá, apresso-me a dizer antes que o bairro me caia em cima, mas no Corte Inglês, não há refugo.
Tudo de primeiríssima qualidade.
veludinhos
boa noite carlos
ResponderEliminarsim, a pergunta imediata é qual estação??
mas, no passado, os saldos também, muitas vezes, não eram aquilo que as pessoas pensavam que eram. tínhamos um vizinho que tinha uma chamada loja de fazendas, na rua dos fanqueiros, que nos revelava as suas técnicas de markting, por exemplo, para um casaco que custava 600 escudos, na altura dos saldos, ele punha grandes letreiros: era 800 escudos, agora mil escudos, aproveite!as palavras era tanto agora é tanto, continuam a produzir o mesmo efeito mágico na cabeça das pessoas, é isso e a palvra promoção!!
cumprimentos
zoe
Com tanto regresso ao passado, apercebi-me (só agora, pois) que estou a ficar velho.
ResponderEliminarAs coisas eram realmente diferentes e deixaram mesmo saudades.
Mas em tempos de crise, acabei de ouvir nas notícias, que nestes SETE dias de saldos os Tugas, já gastaram MIL MILHÕES DE EUROS, numa média de 103 MIL euros ao MINUTO (dados TVI).
Haja guito, que não se tem...
Bom Ano
Grande Abraço
Pela imagem fiquei com a ideia, que o Carlos pensa, que os saldos são só para as mulheres.
ResponderEliminarGostei muito de me recordar dos outros saldos. Mas discordo totalmente consigo com a ideia de que os saldos de hoje em dia são refugo.
ResponderEliminarIsso acontecia no comércio dito tradicional, antes de todas estas marcas estrangeiras e não só, também as novas marcas portuguesas de roupa, invadirem o mercado.
É pouco frequente vermos refugo nestas novas lojas. 95% dos artigos são da presente estação.
Sinceramente Carlos, foram as lojas antigas que começaram a dar mau nome - essa ideia de refugo e antigo que não se vende - aos saldos.
Presentemente, os saldos são mesmo saldos de roupa que ontem custava mais 40% e 50%. Não temos é dinheiro para chegar a todos estes descontos. Agora que vale muito a pena, ai isso vale.
Sei que é uma época de gente doida que gasta o que não pode e não precisa.MIL milhões em 7 dias 5 mil milhões num mês, Natal, é de loucos.Viva aos Saldos!
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