Era um belo dia de Abril. Dois irmãos ingleses, de 11 e 12 anos, estavam em casa aborrecidos, sem nada para fazer. Foi então que um deles teve uma ideia. Foram ao encontro de dois outros miúdos, com 9 e 11 anos, e convidaram-nos para “brincar”. Eles aceitaram. Deixaram-se conduzir até um local ermo e aí foram agredidos violentamente pelos dois irmãos e obrigados a abusar sexualmente um do outro. Não satisfeitos, estes amorosos manos ainda enfiaram com um lavatório na cabeça de um dos companheiros de "brincadeira".Presentes a tribunal, as adoráveis criancinhas, sem ponta de remorso,lá justificaram a brincadeira com o aborrecimento. Compreende-se… isto de ser criança e não ter nada para fazer é muito chato. Principalmente quando se pertence a uma família disfuncional, onde o pai é violento, e o único prazer que tinham em casa era ver filmes pornográficos e fumar cannabis na companhia dos pais. O juiz também deve ter compreendido a situação, por isso aplicou-lhes uma pena de cinco anos numa casa de correcção.
Dizem os psiquiatras que os irmãos têm personalidades anti-sociais, sem retorno. Eu pergunto: então, quando saírem da casa de correcção, como vai ser?
O facto de pertencerem a uma família disfuncional não explica tudo, até porque dos outros cinco irmãos não se conhecem proezas idênticas.
Não será, obviamente, fácil a um juiz fazer mais do que fez. Para já aplicou-lhes cinco anos e no final da pena logo se vê. Pois, aí é que está o problema…
Este tema, Carlos, preocupa milhões de pessoas, como todos nós sabemos. No Reino Unido, por exemplo, assistimos a constantes programas televisivos sobre esta matéria mas, esta mesma televisão, tem canais onde passam filmes infantis extremamente violentos. É mais um dado a acrescentar ao factor "famílias disfuncionais". Um outro problema é o dos jogos nas play station e WII, que podem ser um bom entretenimento para adultos mas que, no caso de jogos agressivos, imprimem à criança um nervosismo tal que, no tempo, pode perturbar a sua estabilidade emocional e haver necessidade de acalmar os seus nervos, as suas atitudes, até a maneira como falam, que evidencia uma tal carga de excitação que 'atrofia' quem os ouve.
ResponderEliminarTambém é verdade que, nessas famílias que refere, outros irmãos não têm o mesmo tipo de comportamentos mas, quanto a mim, isso deve-se à diferença de sensibilidades, de personalidades. Eu tive 6 filhos e não tenho um igual ao outro, no que se refere à forma como reagem a certos estímulos. Enfim ... um tema de demasiada complexidade para discutir num comentário.
E aos pais não aconteceu nada?
ResponderEliminarboa semana
talves fosse melhor conhecermos a sentença toda para não andarmos por aqui a especular... muitas vezes as coisas não são exactamente como nos parecem à primeira vista
ResponderEliminarBom dia, Carlos
ResponderEliminarHá notícias que me deixam tão atônita, tão estarrecida que nem consigo comentar. Coisa mais triste ver esse caminha do mundo...
Em Espanha , há alguns anos, duas adolescentes de 16 ou 17 anos mataram uma terceira "para aparecer na televisão".
ResponderEliminarPergunto(-me): que educação se está a dar às novas gerações?
Boa semana.
Credo, faz lembrar aquela história do pequeno James Bulger (creio que era esse o nome), agredido e assassinado aos 4 anos de idade, por dois rapazolas de 10!
ResponderEliminarInfelizmente a maioria desses pais são fruto de uma geração que pregava a liberdade.O que aparentemente parecia algo positivo veio a transformar-se em algo pernicioso.Eu conheci muitos filhos de pais assim e o futuro deles não foi muito promissor principalmente por falta de referências, fossem elas positivas ou negativas.Alguns tornaram-se depressivos, inseguros e desmotivados, enquanto outros agressivos e frustrados.As regras fazem falta...e ao contrário da Maria Letra não vejo problemas nos videogames e sim na falta de orientação às crianças que estão jogando videogames.A questão dos jogos, se bem trabalhada, com um bom diálogo entre pais e filhos, pode ser uma boa válvula de escape para o adolescente.Porque eles encontram-se numa fase em que estão constantemente em ebulição e precisam exorcizar isso.
ResponderEliminarE quanto à sentença judicial, aqui tb não consigo compreender determinadas decisões.São tantos os atenuantes que acabam por banalizar o crime...
Prá variar falta diálogo...
Antes da sentença judicial, deveria discutir-se o problema educacional e a completa desresponsabilização que a maior parte dos progenitores sente em relação ao seu papel de pais.
ResponderEliminarE o mais grave disto tudo, a meu ver, é que não quer dizer que as famílias sejam disfuncionais.
Pelo contrário. Eu diria que disfuncionais, no sentido de representarem a menor fatia da norma social, acabam por ser os pais que impõem regras, referências e limites aos filhos.
E, neste caso, talvez o facto de os outros cinco irmãos destes monstros não terem tido até à data comportamentos desviantes, até nem queira dizer nada. Ao que sei, a maior parte dos sociopatas só demonstra a sua personalidade depois de adulto, com factores que o despoletem.
Finalmente, esclareço que dentro deste meu comentário, há um leque enorme de graus de gravidade nas consequências desta desresponsabilização parental, mas juntem-lhe as frustrações que a falta de expectativas (escolares, profissionais, económicas, relacionais)traz e analisem se não andarão por aí muitas 'bombas-relógio'.....
Carlos,
ResponderEliminarFicamos chocados com tanta violência e ainda por cima vindo de crianças que acho aterrador. Agora pergunto: em vez de irem para a cadeia não seria preferivel irem já para uma instituição com bons e competentes profissionais, para ver se ainda iam a tempo de ver a vida e o próximo de outra maneira. As cadeias, sabemos que são as melhores escolas para a degradação, para a violência.
E os progenitores? Saem impunes?
"Eu diria que disfuncionais, no sentido de representarem a menor fatia da norma social, acabam por ser os pais que impõem regras, referências e limites aos filhos." .. ía escrever algo semelhante de acordo com a minha própria experiência e a que me rodeia. A Si :)) adiantou-se e bem.
ResponderEliminarQue os pequenos monstros possam ser reabilitados, porque talvez a maior responsabilidade pelo que fizeram não lhes cabe arcar.
De absoluto acordo com a Si. A pena n pode, nem deve ficar por ai. Há toda uma família para 'analisar' para que n se incorram em mais delitos deste tipo.
ResponderEliminarA disfuncionalidade é uma desculpa óptima para a falta de educação que conduz à selvajaria.
ResponderEliminarDizia uma amiga, e aplica-se aqui perfeitamente - "um pontapé naqueles cus!"
Houve por aqui alguém que disse que era melhor conhecer e/ou ler a sentença toda antes de andar por aqui a especular ... não entendo que especualção pode existir ante comportamento desta natureza. Noutros tempos era certo e sabido que os pais batiam nas mães, muitos emborcavam vinho e gin até caírem para o lado e que se saiba nem todos os petizes deram em facínoras. E ainda bem.
ResponderEliminarDepois, lá com as teorias dos lares disfuncionais, que não se podia chamar a atenção ao petiz quanto mais bater e outras coisas certamente bem intencionadas mas que foram levadas à conta de dogmas, caímos nisto!
Sem palavras...
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