
Num mundo justo, Blair estaria neste momento a ser julgado, ao lado de Bush, no Tribunal de Haia. A mentira que ambos engendraram para justificar a invasão do Iraque, com o conluio de Durão Barroso e Aznar ( é bom não esquecer) não contribuiu para a paz, como prometeram, mas sim para o recrudescer do terrorismo, o aumento da insegurança mundial e a morte de centenas de milhar de inocentes.
Se Bush, com as mãos sujas de sangue, continua a dormir descansado e a gozar uma reforma dourada, Durão Barroso foi recompensado, pela sua conivência ,com o mais elevado cargo da União Europeia e Aznar se eclipsou da cena política mundial, Blair está a ser alvo de um inquérito, em Londres. Os ingleses querem saber qual é o seu grau de responsabilidade na morte de soldados ingleses, numa guerra que o povo inglês nunca apoiou.
É isto que distingue um povo e um país. Os ingleses reconhecerão o papel desempenhado por Blair num dos períodos mais prósperos do seu país e até lhe perdoarão os caminhos ínvios de uma “Terceira Via” que destruiu o Labour e vai entregar de mão beijada ( provavelmente por muitos anos) os destinos da Inglaterra à oposição conservadora, nas legislativas deste ano. Não lhe perdoam é a mentira que ajudou a construir para justificar uma guerra insana.
Num clima de grande tensão, Blair começou esta manhã a responder ao inquérito. E começou mal, com esta afirmação: “Foi-nos dito que utilizariam armas químicas ou biológicas se as conseguissem obter. E isto mudou por completo a nossa avaliação dos riscos"
Ora, se bem se lembram, Blair disse, na altura, que tinha visto provas de que o Iraque tinha armas de destruição maciça. (No que foi secundado por Barroso- é bom não esquecer). Esta afirmação deve contribuir para aumentar o número de ingleses que o apelidam de B.Liar( mentiroso) e justificar os pedidos do número crescente de ingleses que querem ver o ex-primeiro ministro acusado por crimes de guerra. Na realidade, só nessa altura se começará a fazer justiça. Mas para que a justiça realmente seja feita, Blair não poderá sentar-se sozinho no banco dos réus.
Os ingleses continuam a ser grandes...!
ResponderEliminarSem dúvida! Blair não poderá sentar-se sozinho no banco dos réus.
Este post devia ser impresso e distribuído nas escolas do meu país!
Posso levá-lo?
Um abraço
Carlos Albuquerque: esteja à vontade, é todo seu!
ResponderEliminarabraço e bom fds
É por estas e por outras que o mundo está como se vê. Noutros tempos havia a vantagem de saber quem eram os bons e os maus. Desde há muito, com a intoxicação da opinião pública através de inúmeros agentes e das mais ignomínias formas, tudo se tornou tão difuso que os crimes nascem órfãos de pai e mãe e os criminosos se passeiam impunes quando não são tratados com honras de estado.
ResponderEliminarJoaquim: Lembro-me sempre do Kadhaffi, que passou de perigoso terrorista a exemplo de defensor dos direitos humanos!
ResponderEliminarPois claro que é justo que se julguem Blairs, Bushes & Cia.
ResponderEliminarEstá provadíssimo que a guerra tinha que ser feita a todo o custo embora ainda se desconheça quem foi de facto o mandante do crime.
Tal como está a ficar provado que as pandemias "das Aves" e "H1N1" foram encomendadas por alguém muito poderoso que queria ganhar MUITO DINHEIRO com o alarmismo.
Quem vai ser julgado também nesta situação? Os Governos ou alguém que, na SOMBRA, TUDO COMANDA?
É urgente fazer-se justiça E DA BOA.
Carlos,
ResponderEliminarA complexidade de situações escandalosas, chocantes e ofensivas dos direitos humanos, agravada pelo que se esconde por detrás duma cortina onde o mistério impera, é muito preocupante.
Com todo o meu respeito pelo que aqui foi escrito e que apoio, SEM DÚVIDA, o que me preocupa, mais ainda, é esta guerra de religiões que se agrava dia, após dia, Carlos. As atrocidades que se cometem sem que se vislumbre uma solução ... Temos milhões de radicalistas espalhados pelo mundo, duma forma irreversível. Todos os dias se abrem as portas a gente cujos objectivos de emigração dos seus países desconhecemos. Sabemos das atrocidades cometidas nos países de onde são oriundos. O Ocidente continua a receber gente cujas motivações para emigrar são uma incógnita e está, portanto, sujeito a ser pago com um prémio carregado de veneno.
E as "provas" não foram fornecidas por Bush e os seus serviços secretos? Então que sentido faz sentar Blair sozinho no banco dos réus? E não sendo tão notória a sua contribuição, que soou mais a lambebotice aos poderosos, Barroso e Aznar também deviam lá sentar-se!
ResponderEliminarMesmo assim, não deixa de ser um bom sinal que os ingleses abram um inquérito para apurar responsabilidades do seu antigo primeiro-ministro! Em democracia, todos deviam ser responsabilizados pelos seus actos, governantes incluídos!
Se Saddam tinha as mãos manchadas de sangue este e o resto do quarteto não o têm menos.
ResponderEliminarCaro Carlos,
ResponderEliminarCá está ele.
Juntamente com Berlusconi, um novo significado para a sigle BB.
No meu imaginário, BB nunca será uma sigla associada a estes dois cromos...
Blair, “o Prime Minister do Povo”… teve um estado de graça invulgar, muito mérito de sua máquina política, ao escolher posicionar-se do lado certo em situações únicas de marketing populista.
ResponderEliminarO desgasto da imagem dos lideres não é criação recente ou facto inesperado. Contudo a sua tentativa de aproximação da potência britânica ao império americano foi-lhe fatal… nada de bom poderia daí advir, muito em especial quando do outro lado do trono se sentava Bush.
já diz o ditado: Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.
ResponderEliminarcostuma-se dizer que amigos amigos negócios àparte, mas desta vez não foi nada assim...é só ver como e onde estão todos os amigos...
ResponderEliminarBlair foi um fenómeno trabalhista, um “Prime Minister do povo”, a santa aliança com Bush trouxe o que se esperava…
ResponderEliminarErro é mais facilmente perdoável que mentiras ou omissões.
Não aprecio os ingleses, mas reconheço que têm coragem !
ResponderEliminarSeria bom que os seguissemos nestas atitudes.
Boa semana.