Ora aqui está um bom exemplo daquilo a que se pode chamar um argumento pífio. Ao justificar a necessidade de restringir a progressão na carreira, com o facto de 80 por cento dos professores terem sido classificados com “BOM” , a ministra Isabel Alçada esquece que uma boa percentagem desses professores teriam melhor classificação, no caso de não existirem as quotas para “Muito Bom” e “Excelente”, pelo que estão a ser prejudicados.
Por outro lado, se a ministra afirma que a percentagem de docentes classificados com “Regular” ou “Insuficiente” é muito pequena, está a admitir que a qualidade do ensino é pior do que se pensa e a insinuar que muitos dos docentes classificados com "BOM" estão a ser beneficiados. Não será com este estafado argumento( já utilizado pelo governo para restringir a progressão dos funcionários públicos) que Isabel Alçada irá convencer os sindicatos. É certo que o sistema em vigor, de progressão automática, é injusto para quem mais trabalha e se empenha, mas há outras maneiras de garantir uma progressão justa.
Ao recuperar as propostas de Maria de Lurdes Rodrigues, com uma ou outra afinação de circunstância, a ministra da educação está a convidar os sindicatos ao confronto. Não lhe auguro grande futuro…
E ainda não se lembrou de pôr quotas obrigatórias para medíocre e mau...
ResponderEliminarAlguma vez se augurou grande futuro a qualquer ministro da Educação em Portugal, pós 25A?!
ResponderEliminarAssim de repente... não me lembro de nenhum!!!
uma forma "simpática" de travar as coisas. Dá até a impressão que está tudo bem.
ResponderEliminarExcelente! O problema é que a maioria dos portugueses não sabe disso porque, infelizmente, o Portugal de hoje, ainda pouco se diferencia da Ditadura de Salazar.
ResponderEliminarSomos obrigados a aceitar o que nos dizem porque nem podemos falar.
Visitem Não Calarei A Minha Voz... Até Que O Teclado Se Rompa ! .
Apreciei, como vem sendo hábito cá nestas crónicas, o conteúdo deste texto-alerta, não haja por aí alguém que ainda tenha os olhos fechados quanto a métodos bizarros de avaliação, mas também gostei muito do comentário de Joaquim Ferreira e, por isso mesmo, vou lá espreitar e recomendar-lhe que não se preocupe. Se não tiver dinheiro para comprar um teclado novo eu até lhe ofereço um, pois de quem escreva MUUUIIIITO é que nós precisamos. É que anda para aí muita gente com a memória muitíssimo curta e assim, podem sempre fazer uma revisão à matéria.
ResponderEliminarComo disse no "abirrante", isto já parece uma telenovela portuguesa, tem 300 episódios, mas o enredo não passa do 1º episódio.
ResponderEliminarPois é, mas a verdade é que os professores são funcionários públicos como muitos outros milhares de licenciados e vão ter um sistema da avaliação muito mais vantajoso que os restantes. E ainda reclamam! eu sou licenciada, paga como bacharel e não tenho perspectivas de subir UM degrau na carreira nos próximos 10 anos devido às quotas!!! Isto sim é injustiça e os sindicatos andam caladinhos! Tenho de tirar o chapéus aos sindicatos de professores que se "mexem" muit bem para defender os interesses da sua classe, o que não acontece como os restantes sindicatos da função Pública. Uma vergonha haver vários modelos de avaliação para pessoas com as mesmas habilitações! Mas é apenas a minha opinião.
ResponderEliminarCarlos:
ResponderEliminarA minha opinião vai um pouco ems entido contrário - mais semelhante à Lúcia (que não sou eu...).
A Ministra esteve mal neste comentário, sim senhor.Ainda para mais que of az numa latura de negociação, em que todos os sinais são julgados.
Mas, os professores t~em tido dificuldade em colocar á mesa da snegociações os direitos adquiridos. Compreendo-o perfeitamente. Mas também compreendo que, á semelhança da maioria das profissões, nem todos chegam ao topo. É chato? Muito. para dizer o mínimo. Mas há processos de quotas em quase todas as profissões. É a velha história - os recursos são escassos.
No tempo da Ministra Lurdes verificava-se uma grande afronta do Ministério contra os professores. Estes, mesmo nem sempre tendo razão (porque não a tiveram sempre)legitimavam a sua luta,também mas não só) pelo tratamento a pontapé com que o Ministério os brindava.
Há que ter calma, aguardar, não haver papéis de vítima por aí na Comunicação social nem de heróis.
Mas os professores parecem-me demasiado crispados. A ver vamos...
Teté: Nem depois, nem antes! Já no tempo do Estado Novo os ME eram alvo privilegido de forte contestação.
ResponderEliminarSalvo: a verdade é que esse era exactamente o remate que tinha pensado dar ao post quando o comecei a escrever. Infelizmente, a pressa com que escrevo nos últimos dias, leva-me a esytas gaffes. Obrigado pela ajuda.
ResponderEliminarDaniel: Para o Sócrates está mesmo. Basta ouvir-lhe os discursos
ResponderEliminarJoaquim: Obrigado pela sua visita. Permita-me apenas um reparo. Felizmente falar ainda podemos, mas temo que essa seja a última liberdade que nos resta.
ResponderEliminarMaria Letra: Eu também já fui ao blog do Joaquim e disponibilizo-me a contribuir para um teclado novo, se tal for necessário.
ResponderEliminarQuianto à falta de memória, por vezes tenho a sensação de que o país está assolado por uma epidemia de Alzheimer.
Lúcia ( do primeiro comentário): tenho que subscrever o seu comentário, mas chamar-lhe a atenção para uma coisa: se os funcionários públicos têm hoje em dia o sistema que têm, é poruqe não têm força reivindicativa. A maioria está muito bem sentada nas suas secretárias e nem discute. Quando há greves assobiam para o lado e fazem de conta que não é nada com eles, ou argumentam que não podem "dar-se ao luxo" de fazer greve.Já ouvi tantas vezes este argumento, que nem imagina. Por isso também tiro o chapéu aos sindicatos dos professores, embora muitas veze discorde das posições que tomam.
ResponderEliminarLúcia(Rosmaninho): Como ecrevi no post, a progressão estilo taxímetro era injusta e insustentável, mas afunilar a progressão na carreira por método de quotas parece-me desajustado.
ResponderEliminarEssencilamente, o objectivo do post é criticar o discurso da Ministra, que segue as pisadas da antecessora. Em minha opinião, tem autonomia ZERO, porque a política nessa matéria é comandada de cima ( pelo PM) . Com discuroso redondos como o de Isabel Alçada é que não vamos lá...
Pedro: Pois é, parece que deixaram a anterior novela a meio e decidiram voltar a exibir tudo desde o princípio.
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