Li no “Público” ( sem link) que o Ministério Público está convencido que Armando Vara recebeu 25 mil euros ( e não 10 mil, como vinha sendo afirmado na comunicação social) do empresário Manuel Godinho. Li e espantei-me, porque entre a convicção e a prova vai uma grande distância e pensava que não seria possível constituir uma pessoa como arguido com base apenas em convicções.
Mas eu devo ser ingénuo, porque também arregalei os olhos quando li, há dias, que no processo Casa Pia, o MP alterou algumas das acusações formuladas contra alguns dos arguidos. Durante cinco anos, o MP defendeu que alguns actos de pedofilia teriam ocorrido num determinado local e em datas precisas. Foi com base nesses dados que sustentou a acusação. Cinco anos depois vem dizer que afinal os casos ocorreram noutro local e noutras datas…
Acredito que se trate de uma situação normal, mas assusto-me só de pensar que uma pessoa pode ser constituída arguida, ficar parcialmente privada da sua liberdade e sob suspeita durante anos, com base em convicções e, no momento em que acredita que vai ser considerada inocente, o MP altera os pressupostos da acusação. Pode ser normal, repito, mas lá que também deve ser incómodo, não duvido.
Mas eu devo ser ingénuo, porque também arregalei os olhos quando li, há dias, que no processo Casa Pia, o MP alterou algumas das acusações formuladas contra alguns dos arguidos. Durante cinco anos, o MP defendeu que alguns actos de pedofilia teriam ocorrido num determinado local e em datas precisas. Foi com base nesses dados que sustentou a acusação. Cinco anos depois vem dizer que afinal os casos ocorreram noutro local e noutras datas…
Acredito que se trate de uma situação normal, mas assusto-me só de pensar que uma pessoa pode ser constituída arguida, ficar parcialmente privada da sua liberdade e sob suspeita durante anos, com base em convicções e, no momento em que acredita que vai ser considerada inocente, o MP altera os pressupostos da acusação. Pode ser normal, repito, mas lá que também deve ser incómodo, não duvido.
Situações como estas nem sei comentar. Limito-me a dizer: Pois!
ResponderEliminarO que não quer dizer que fique indiferente a essas "alterações" tão estranhas sempre.
Abracinho
Ai o Público, o Público...
ResponderEliminarVou passar a comprá-lo às sextas. Diz que vem agora com uns cd catitas!
Pois como eu tenho em tão baixa (digamos que menos de zero) consideração a justiça portuguesa nem ligo nada a estas azelhices.
ResponderEliminarÉ assustador!
ResponderEliminarAssustador... quase que fico feliz por ter tanto trabalho e não ter tempo para ler jornais.
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminarConsidera que pode ser normal? Eu sobre estes e outros assuntos não considero nada normal...fico parva e não consigo desligar-me destas coisas!...Um abraço,
Manuela
Deve ser por ái que se xplica o divórcio entre a Justiça e a restante sociedade.
ResponderEliminarA Justiça não consegue explicar: o resto da sociedade não entende.
E depois vem a falta de fé no sitema.
Carlos,
ResponderEliminarPode ser desbocado, passar as marcas mas quando perguntam ao bastonário da Ordem dos Advogados para defenir de forma simples o estado da justiça e ele responde perante as câmaras de tv: FUJAM, acho que está tudo dito. Quando mandam o Eng. Cravinho, que começou a falar em corrupção, para Bruxelas, acho que está tudo dito.
Espera por milagres?
Beijo
Meu caro, ficou o amigo e fiquei eu espantado e pasmado.
ResponderEliminarE agora imagine, por favor, se é assim com gente conhecida e mediática, como não é com o zé ninguém!
E de omde vem o conhecimento de tal convencimento?
ResponderEliminarFoi advinhado?
As dúvidas de uns podem, eventualmente, advir do desconheciemnto dos artigos 358º e 359º do CPP.
As minhas dúvidas são dúvidas de cidadão...
Informado, claro está. O que não acontece com todos aqueles que pensam que o que se diz no jornal ou nos media, é tudo verdade; é "uma escritura"...
Passe bem e boa semana.