Vejo pouca televisão. No entanto, sempre que posso, não perco o "30 Minutos", um programa de reportagens curtas da RTP 1,que contam pequenas histórias de vida.Ontem, duas histórias distintas, relatavam casos de exploração, mas hoje só vos vou falar de uma. A primeira.
É a história de uma criança pobre, que nasceu e viveu os primeiros anos de vida numa roulotte. Aos seis anos a vida mudou. Com as canções de Quim Barreiros na ponta da língua, ar reguila e resposta pronta, começou a actuar em feiras encantando as audiências.
Rapidamente, a sua presença assídua na televisão conferiu-lhe enorme popularidade. Este miúdo chamava-se Saul e muitos certamente o recordarão, como o pequeno Quim Barreiros, porque só cantava músicas do cantautor de Vila Praia de Âncora.
O pequeno Saul era o sustento da família. Ganhou imenso dinheiro, suficiente para viver uma vida desafogada. Só que a vida reservara-lhe uma surpresa. No dia em que completou 18 anos, quando pensava poder utilizar o dinheiro que ganhara, descobriu que a sua conta bancária tinha apenas 14 euros. Na altura acusou os pais de serem os autores do desfalque e terem fugido para Inglaterra com o dinheiro. Hoje, recusa-se a falar do assunto.
Já aqui contei algumas histórias de crianças exploradas pelos pais, mas lembram-se qual era o sonho de Saul , quando tinha 10 anos?
É curioso falar do Saul.
ResponderEliminarHá coisa de 3 semanas em conversa de amigos e sobre este tema, dei o exemplo do "bacalhau querálho".
Em como ficou na miséria depois de tanto dinheiro ganho.
E gasto no jogo, segundo se consta, entre outras coisas.
É a falta de escrúpulos de gente quem nem os próprios filhos respeita.
Também há o inverso.
Não prestamos para nada......
penso que na SIC deu há uns tempos uma reportagem nos perdidos e achados sobre o saul que agora, nessa altura, vivia na Figueira da Foz.Uma história em que os pais deviam ser severamente castigados.
ResponderEliminarLembro-me de ter visto a reportagem a que o Pedro Oliveira se refere e logo aí me ter vindo à memória a imagem de um certo dia, estando já dentro do avião para a viagem de regresso ao Porto depois de uma ida a Paris por causa de uma geminação, ter visto entrar o cantor e toda a família.
ResponderEliminarTanto o pai como a mãe palravam como duas aves canoras e vinham carregados de sacos ... o pai à hora da refeição bebeu bem e ainda fez mais umas compras ... percebi depois, vendo a reportagem, que quem mantinha aquilo tudo era o petiz!
Discordo num ponto: não lhe roubaram os sonhos, foi mesmo o dinheiro!!!
ResponderEliminarLembro-me quando foi o caso da "top model" de 14 anos ter tido uma enorme discussão com uma amiga minha, que não considerava trabalho infantil, devido às diferenças de salários/montantes auferidos. Continuo a achar que é! Além que infância temos só uma, nada recompensa perdê-la a trabalhar, que é coisa que temos o resto da vida para fazer (ou não)!
Quanto ao Saul, propriamente dito, nunca lhe achei piada nenhuma, a primeira vez que o vi até fiquei de boca aberta! Mas ninguém merece uma família assim! É mais que exploração, é ladroagem pura!
Por momentos lembrei-me da Maria Armanda do "Eu vi um sapo". Estas crianças de show bizz...
ResponderEliminarTambém vi a reportagem embora já conhecia a sua história de vida e a desqualificável traição paternal. But the show must go on, e quantos mais jovens como o Saul surgirão nos programas televisivos e bailes de paróquia para enriquecer as contas dos adultos? Ídolos da desgraça é o que são!
ResponderEliminarPois é...infelizmente esta é somente uma das muitas histórias aonde os pais de alguma maneira se aproveitam dos filhos.
ResponderEliminarAs misérias humanas, que não param de me surpreender...
ResponderEliminarNunca apreciei, mas isso não é impeditivo de lamentar profundamente o drama da sua vida.
ResponderEliminar´Há uma coisa que me continua a fzer muita confusão quanto à legislação portuguesa: porque razão trabalhar em oficinas e no campo é considerado trabalho infantil e tudo quanto é relacionado com o mundo do espectáculo não.
Boa noite
É por essas e por outras que gosto tanto do meu gato. Amor incondicional?
ResponderEliminarAfinal quem foi que se aproveitou dele!?? Pais, humm, não será bem o nome mas...eu sei, eu sei, há coisas bem piores, infelizmente.
ResponderEliminarpara mim, esses e tantos outros pais só têm um nome __chulos__!
ResponderEliminarFoi uma vítima de facto, mas a história já foi tantas vezes à televisão que até já enjoa. Há sempre uma exploração mediática e promiscua destes casos, que me incomoda.
ResponderEliminarLembram-se de Litlle Miss Sunshine?
ResponderEliminarEstá lá a receita toda.
Moda, nacional-cançonetismo, a treta é a mesma.