terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Morreu um pedaço de mim


Passei aqui algumas das minhas melhores noites de Lisboa. Na companhia de bons amigos, boa música e bom vinho. Ali conheci gente, ali namorei, ali viajei ao som da música.
Aquele espaço, onde já não entrava há bastante tempo, porque entretanto perdeu boa parte do seu cariz original, guarda algumas das minhas boas memórias de Lisboa. Ali havia mundo. Talvez a única mensagem do mundo exterior que chegava a Portugal, durante os anos de breu.
A noite passada, causas ainda desconhecidas provocaram um incêndio que destruiu as suas instalações. Não destruiu as minhas memórias, mas matou mais um pedaço de mim.

Qual a surpresa?

O fundamentalismo anti-tabágico deu nisto. Qual a surpresa? Eu até já tinha avisado aqui, que os fumadores eram potenciais delinquentes, suspeitos de vários actos criminosos...