domingo, 20 de dezembro de 2009

Brites regressa a casa

Olá a todos!
Espero que estejam aconchegadinhos, no remanso dos vossos lares, porque está um frio que não se aguenta. Nem a azaáfama das últimas compras de presentes justifica uma saída de casa, por isso, espero que aproveitem o vosso tempo da melhor maneira, lendo, ouvindo música e preparando umas belas rabanadas para a minha ceia de Natal com o Sebastião.
Bem, mas o que aqui me traz não é a pedinchice, porque fartos de peditórios nesta época de Natal já todos devem estar.. De regresso ao Rochedo quero apenas dar-vos notícias da minha última semana em Copenhaga ( mas se insistirem em enviar-me umas filhoses, uns sonhos e uns bolinhos de abóbora, ou um ananás, não farei a desfeita de recusar, obviamente...)
Pronto, mas vamos ao que interessa. Afinal o Carlos tinha razão. Esta semana em Copenhaga foi bastante mais divertida. Houve porrada quase todos os dias , havia sempre polícia na rua e sirenes a tocar, para mim foi óptimo porque adoro fardas e deliro com a musiquinha das sirenes. O Sebastião é que tem opinião diferente, coitado! Foi dentro e não gostou nada de experimentar os calabouços dinamarqueses. Mas quem é que o manda ir para as manifestações protestar, em vez de ficar como eu, de bico calado, a ver a malta passar?
Além da porrada, houve poucos motivos de interesse por aqui. Estiveram cá muitos governantes , como o Obama e o Lula que são muito simpáticos, o Cherne e o vosso Primeiro que estiveram sempre com um ar muito sério, mas não percebi porquê. Lá consegui entrar de penetra nuns cocktails e ouvir umas conversas muito interessantes. Até gravei, mas quando fui à cadeia buscar o Sebastião, um polícia apalpou-me toda, encontrou o gravador e ficou-me com os mini disc. Paciência, também não se perdeu grande coisa.
Muito melhor foi quando ontem regressei a Lisboa. Logo que cheguei, o Carlos convidou-me para ir com ele à ceia de Natal do Pinto da Costa e do António Costa com alguns Dragões de Lisboa, mas estava cansada e preferi ficar aqui no Rochedo a descansar e a ver as notícias. Quando liguei a SIC, até as penas se me eriçaram de emoção ao ver tanto “jet-set” junto! Que saudades eu tinha de ver a Lili Caneças e a Paula Bobone a falarem do Natal com tanto glamour! Aqueles conselhos são mesmo de gente fina, que faz da ceia de Natal um momento único de comunhão com a pobreza. Comem o bacalhau em serviços Vista Alegre, os sonhos e as rabanadas com talheres de prata e bebem o vinhito em copos de cristal. Além disso, são gente de coragem. Com a maioria dos portugueses sem dinheiro para mandar cantar um cego, apresentar aquela riqueza toda é um risco muito grande! A sorte delas é que nestes dias os ladrões andam todos a monte, depois de assaltos a ourivesarias e a carrinhas de transporte de dinheiro, caso contrário, se eles vissem aquilo, ainda lhes assaltavam as casas na noite de Natal. Levavam os serviços e de caminho ainda se abotoavam com as prendas que o Hermann José foi comprar para os amigos a Paris.
Bem, agora vou mas é pirar-me, porque tenho de começar a preparar a ceia de Natal para mim e para o Sebasião. Esperem lá… e se eu me puser à janela de casa da Bobone ou da Lili e, quando as apanhar distraídas, lhes sacar as rabanadas e as filhoses? É capaz de ser uma boa ideia. Vou desafiar o Sebastião para me acompanhar, mas estou convencida que ele me vai dar uma nega. Anda tão triste, o pobrezinho, desde que saiu da pildra!

O Pai Natal veste encarnado


Nunca foi tão fácil adivinhar o resultado de um Benfica-Porto. Com a nomeação do árbitro, a Liga veio desfazer todas as dúvidas, com três dias de antecedência. Um verdadeiro Pai Natal, este senhor!