segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cadernta de cromos (6)


É, provavelmente, o fiscalista mais incensado pela opinião pública portuguesa e o mais requisitado pela comunicação social, para mandar alguns palpites sobre a situação do país.O seu discurso populista, cheio de lugares comuns e de boutades, agrada aos portugueses, que se revêem naquele estilo de Velho do Restelo.
À mesa de qualquer café, licenciados em economia e ciência política nas universidades do bota abaixo, tecem rasgados elogios a Medina Carreira apontando, acusadores, o caminho da desgraça, sem nada fazerem para melhorar a situação. Poucos deles recordarão que Medina Carreira , Bacharel em Engenharia Mecânica, já foi ministro das Finanças, e que o seu único acto para salvar o país da bancarrota, foi a negociação de um empréstimo com o pouco recomendável Fundo Monetário Internacional (FMI).
Numa situação de crise, Portugal não precisa de discursos catastrofistas. Necessita de gente que arregace as mangas, proponha soluções e, em vez de se deslumbrar com a popularidade perante as câmaras, trabalhe!
É o caso da personalidade que escolhi para figura da semana.