sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Brites e os segredos dos famosos (5)

Devo dizer-vos que não gosto nada deste tipo. E não tem nada a ver com aranhas, que é um alimento que eu até aprecio bastante. Mas acho o Spiderman um tipo insuportável, cuja conduta moral não me agrada. Digo-vos isto porque o conheci bem, já que ele é mais ou menos da minha idade ( nasceu nos finasi dos anos 60). Era muito tímido e muito inteligente. Tanto, que foi o primeiro dos meus super-heróis a ganhar dinheiro à custa do seus poderes. Nasceu em plena sociedade de consumo e aprendeu logo os truques todos. Era assim uma espécie de "yuppie" antecipado, estão a perceber? Quando casou com Mary Jane vendeu os direitos de reportagem a uma revista cor de rosa, sendo a primeira das vedetas a encher-se de dinheiro à custa do casamento. Hoje em dia , como sabemos, isso é vulgar, mas naquela altura não gostei nada de ver um super-herói tão materialista...
De qualquer maneira, o dinheiro de pouco lhe serviu. Ainda não chegou aos 50 e vejam lá em que estado está!

Rochedo das Memórias (124)- Assim se vê... a força do PC


O microchip revolucionou por completo a vida do ser humano. As aparelhagens electrónicas diminuiram em tamanho e em preço e o microchip hoje em dia está presente em todo o lado. Nos electrodomésticos, (da simples torradeira ao sofisticado micro ondas e passando pelas máquinas de lavar roupa ou loiça) na televisão, nos telecomandos, nas calculadoras, nas agendas electrónicas, nos relógios, nos jogos de vídeo, nos CD, nas câmaras de filmar, nos automóveis, enfim, em quase tudo quanto mexe, o chip é rei e senhor, comanda o mundo e orienta as nossas vidas com efeitos especiais. Abrimos as portas do carro sem ter que meter a chave na porta, não trazemos dinheiro na algibeira, porque nos basta um chip no cartão de crédito, distorcemos a realidade que a fotografia nos mostra recorrendo ao computador e nem precisamos de saber desenhar, se formos especialistas na arte de manejar um chip que interpreta as nossas ideias. Em 1977 a Apple cria o primeiro computador para venda ao público ( o Apple II), mas é na década de 80 que se vai operar a grande revolução informática. Primeiro com o lançamento, em 1981, pela IBM, do computador pessoal e três anos mais tarde com o Macintosh, uma nova criação da Apple, que dá a conhecer ao público o "rato", instrumento então imprescindível a qualquer utilizador. A apresentação dos ficheiros no ecrã através de ícones, em vez de extensas listas de palavras, é outra das grandes novidades que o ainda hoje por muitos idolatrado Macintosh dá a conhecer.
Alguns anos mais tarde, a Microsoft lança o Windows e inicia-se a guerra informática entre as duas grandes empresas, com larga vantagem para Bill Gates.
Com o computador as idas às compras tornaram-se mais simples, marcar um lugar num avião, reservar um hotel, estabelecer uma ligação telefónica ou efectuar uma operação bancária, demora apenas alguns segundos. Hoje em dia, quando o dinheiro não nos chega a tempo e horas, uma informação não é transmitida a tempo, a luz ou a água não nos chega a casa, o avião e o combóio se atrasam, ou o trânsto está engarrafado porque os semáforos não funcionam, a culpa já não é do polícia sinaleiro, do sr. Francisco ou da D. Madalena, mas sim do computador, essa fascinante, mas também irritante máquina de quem não podemos reclamar e a quem não podemos passar um raspanete ou certificado de incompetência, porque não nos ouve nem nos responde (por agora...)
Na última década do século XX fomos inundados de efeitos especiais e a realidade tornou-se virtual. Passamos a poder fazer turismo sem sair de casa, se dispusermos de um capacete que nos transporte até locais longínquos que a nossa bolsa não alcança. O computador passou a fazer parte integrante do mobiliário e através dele navegamos na Internet e surfamos as ondas do sonho. Sem ter de sair de casa, visitamos uma biblioteca ou um museu em qualquer parte do mundo, fazemos compras, arranjamos novas amizades, namoramos e até trabalhamos. Tudo diante de um computador que nos responde apenas por sinais quando queremos comunicar com ele. E agora, nem sequer precisamos de usar o nosso nariz para ver se o fiambre que temos no frigorífico está estragado. Imune a constipações, um chip faz o trabalho por nós.
Apenas não se percebe uma coisa. Por que razão os computadores, tendo contribuído para facilitar a nossa vida diária e para que fossem eliminados inúmeros postos de trabalho, as pessoas estão (aparentemente) a trabalhar cada vez mais horas?