terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pronúncia do Norte (21)

COTURNOS=



= PEÚGAS
P'ra mim são pretas, ó faxabore!

Biografias e revistas cor de rosa

Ando cada vez mais interessada nas revistas cor de rosa. Um dia destes até fingi que estava doente, só para ir ao veterinário ler umas fofocas naquelas revistas que estão na sala de espera.
Como sabem, depois do raspanete que o Carlos me deu aqui, deixando-me envergonhada perante os leitores e amigos do CR, tenho sempre muito cuidado em falar destes assuntos e só leio estas revistas à escondidas. Por isso, enquanto aguardava a minha vez , fui olhando de soslaio para as capas , até que entrou uma senhora com um canário que se pôs a ler a “Caras”. Comecei a cuscar umas coisas sobre uma outra senhora que se chama Manuela Moura Guedes e parece que é jornalista mas, já não sei porquê, chamou-me a atenção um senhor sentado ao lado dela que acompanhava uma catatua - bem simpática, por sinal- muito concentrado na leitura de um livro. Espreitei a capa e vi que era uma biografia não autorizada do Giulio Andreotti. Pensei logo cá com as minhas penas “ Então isto também não é fofoquice? Ler uma biografia, ainda por cima não autorizada não é voyeurismo?”
Quando pus esta questão ao Carlos ele quis convencer-me que ler as biografias de políticos, grandes artistas e escritores faz parte da cultura geral, porque ajudam a compreender melhor certos períodos da História. Não fiquei nada convencida… Sabem porquê? Imaginem que a Lili Caneças, ou o Castelo Branco – que já são famosos , como todos sabem- escrevem um ou dois livros de sucesso. Se depois alguém escrever as biografias deles, ler esses livros já passa a fazer parte da cultura geral?
Quando o Carlos ler este post vai dizer que eu penso como uma galinha tonta, mas não me importo, já estou habituada. Ele gosta é daqueles posts chatos do Sebastião e está cada vez mais convencido que ele é um mocho culto. Já estou farta de tanta incompreensão e maus tratos. Posso dizer alguns disparates, mas afinal sou eu que dou alegria a este Rochedo.

Dia Internacional da Tolerância


Ontem foi Dia Internacional da Tolerância e a ematejoca lançou-me um desafio a que não pude responder prontamente,mas ao qual respondo agora com gosto. Mandam as regras que responda SINCERAMENTE a três questões:

1- O que significa ser TOLERANTE?

R: Significa respeitar os outros e admitir que a sua forma de pensar ou agir, embora possa ferir os nossos valores, não é obrigatoriamente errada. Significa dialogar com o outro e aceitar o relativismo cultural.

2-Em que tipo de situações tenho dificuldade em praticar a TOLERÂNCIA?

Quando vejo aqueles que fomentam a guerra para impôr os seus princípios, os seus valores e as suas ideias, praticarem a mesma violência que criticam à outra parte.

Quando vejo aqueles que dizem pretender a democracia, agir de forma anti-democrática, impondo sanções económicas a um país, sujeitando um povo ao sofrimento , só porque se recusa aceitar as regras que lhes querem ser impostas -e das quais discordam.

Quando vejo aqueles que clamam tolerância, incapazes de ser tolerantes.

3- TOLERÂNCIA será abrir mão das próprias convicções?

De modo nenhum. Não precisamos de nos negar a nós próprios, para aceitar a forma de pensar e agir dos outros. O mundo não é preto e branco. Tem cores que servem para lhe dar mais harmonia.

Deverei passar este desafio a seis amigos virtuais. Dado o adiantado da hora, deixo isso para mais tarde e sugiro a todos os leitores do CR que o aceitem, porque vale a pena cada um de nós reflectir um pouco sobre este tema.