segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu já tinha avisado...

Já aqui escrevi várias vezes que ela é uma grande jornalista. Aqui está mais uma prova.

Olhá castanha fresquinha!

São três horas da tarde em Lisboa e a temperatura está acima dos 30 graus. No Saldanha, esta senhora continua teimosamente a querer vender castanhas. Perguntei-lhe como ia o negócio. “Vai mal, meu rico senhor, não vê que nunca mais vem o frio?”
“Pois é, dantes as castanhas chegavam depois do frio, mas agora é ao contrário! Já não há Outono como antigamente”
“Diz qu’ é do clima. Eu cá não, sei, é o que ouço p’raí dezer!”
“Um dia destes ainda tem de voltar aos gelados”
"P’ra quê? Quem é que come gelados no Inverno? Só se forem as madamas, mas essas não vêm p´ráqui comê-los, vão p’rás pastelarias. Aqui só compram castanhas. São elas e a canalha, mas com este calor nem a canalha as quer.
Vim-me embora a pensar que a senhora está a precisar de um patrocínio como este.

Oeiras é uma lição

Nos concelhos rurais e “pouco instruídos” de Marco de Canavezes e Felgueiras, o povo disse claramente que não queria a gerir as autarquias pessoas já condenadas pela Justiça.
No concelho “modelo” de Oeiras, onde há o maior número de licenciados e doutorados “per capita” em todo o país, os eleitores quiseram reconduzir Isaltino Morais, um autarca condenado com pena pesada em primeira instância. Com tão instruídos eleitores a fazer uma opção tão clara, há quem garanta que Portugal tem o futuro garantido.
Pessoalmente, penso que o caso de Oeiras é a prova do falhanço do sistema de ensino em Portugal.