

Tenho aproveitado o fim de semana para algumas releituras, mantendo uma saudável distância da internet e até das notícias.
Hoje,ao final da tarde, acabei de reler “ O cantor de tango” de Tomás Eloy Martinez . Quando acabei, deixei-me ficar alguns minutos a viajar por Buenos Aires. Deambulando pela Corrientes e Santa Fé cheguei à Palermo de Borges, com a renovada esperança de ver o Aleph. Numa cadeia de recordações que nem sempre somos capazes de explicar, lembrei-me de Atahualpa Yupanqui - um dos maiores nomes da música argentina do século XX, estudioso incansável do folclore andino- e decidi ouvir um disco com alguns dos seus sucessos.
Viajei um pouco pelos Andes. Enquanto ouvia, pensei dedicar-lhe o próximo Rostos do Sul,
Começara a escrever sobre o seu nascimento nas pampas mas, na incerteza quanto à idade em que fora viver com a família para Tucuman, decidi consultar o Google. Antes, passei pelo Rochedo para postar os comentários dos leitores. Num desses comentários, a nossa leitora Maria, frequentadora assídua do Rochedo e do Delito, informava-me da morte de Mercedes Sosa. Foi como se me tivessem anunciado a morte inesperada de um amigo querido. Não consegui conter a emoção e recolhi-me, durante uns momentos, para lhe prestar a minha homenagem.
Depois lembrei-me de coincidências. Mercedes Sosa nasceu em Tucuman, a cidade para onde Yupanqui foi viver, no ano em que Mercedes Sosa nasceu. A cidade para onde me levou a releitura de um livro de Eloy Martinez, passado em Buenos Aires, onde a personagem que gera toda a trama se chama… Tucumano.
Nota: Post também no Delito de Opinião