Gostaria de estar aí hoje a dar-te um beijinho de parabéns, ao pé da casa do teu pai, mas há muito mar a separar-nos e as viagens de avião são caras.
Quero que saibas que tenho saudades tuas. Converso muitas vezes contigo, tenho várias fotografias tuas espalhadas pela casa, mas o meu desejo hoje era mesmo dar-te dois beijinhos repenicados nessas bochechas e tirar uma fotografia ao teu lado.
Finalmente fizeram-te justiça e ergueram-te uma estátua. Bem a mereces. Sempre apreciei a tua inteligência, o teu humor, a tua assertividade e a tua faceta verrinosa. Não gostas de sopa? Mas como é que uma contestatária pode gostar de sopa? Seria tão contraditório como a MFL elogiar o Sócrates!
Contigo aprendi que o humor pode ser educativo e útil na denúncia das injustiças do mundo. Sabes, melhor do que eu, que muitos dos que se riem com as tuas histórias, se comportam como alguns dos teus amigos. Há cada vez mais Manelinhos obcecados pelo dinheiro que acreditam que o bem estar no mundo depende dos bancos e de paióis bem equipados, que garantam a democracia à força. Uma democracia bem temperada com exploração dos trabalhadores, uma justiça que perdoa os banqueiros corruptos e persegue os pilha-galinhas e onde os grandes empresários constroem as suas fortunas à custa da exploração de quem trabalha.
Tiveste sorte. Se tivesses nascido nesta década, terias provavelmente acabado colada a um electrodoméstico , a fazer publicidade ao MEO, a incentivar os jovens ao consumo de marijuana, ou como comentadora política num qualquer canal de televisão. Escapaste de boa!
Também tiveste sorte por não nascer em Portugal. Não foste militante do MRPP, nem correste o risco de acabar em Bruxelas a fazer companhia ao Durão Barroso. Assim, aos 45 anos, continuas “firme e hirta” na recusa do mundo tal como ele é, como diz o nosso amigo Umberto Eco.
Quero que saibas que tenho saudades tuas. Converso muitas vezes contigo, tenho várias fotografias tuas espalhadas pela casa, mas o meu desejo hoje era mesmo dar-te dois beijinhos repenicados nessas bochechas e tirar uma fotografia ao teu lado.
Finalmente fizeram-te justiça e ergueram-te uma estátua. Bem a mereces. Sempre apreciei a tua inteligência, o teu humor, a tua assertividade e a tua faceta verrinosa. Não gostas de sopa? Mas como é que uma contestatária pode gostar de sopa? Seria tão contraditório como a MFL elogiar o Sócrates!
Contigo aprendi que o humor pode ser educativo e útil na denúncia das injustiças do mundo. Sabes, melhor do que eu, que muitos dos que se riem com as tuas histórias, se comportam como alguns dos teus amigos. Há cada vez mais Manelinhos obcecados pelo dinheiro que acreditam que o bem estar no mundo depende dos bancos e de paióis bem equipados, que garantam a democracia à força. Uma democracia bem temperada com exploração dos trabalhadores, uma justiça que perdoa os banqueiros corruptos e persegue os pilha-galinhas e onde os grandes empresários constroem as suas fortunas à custa da exploração de quem trabalha.
Tiveste sorte. Se tivesses nascido nesta década, terias provavelmente acabado colada a um electrodoméstico , a fazer publicidade ao MEO, a incentivar os jovens ao consumo de marijuana, ou como comentadora política num qualquer canal de televisão. Escapaste de boa!
Também tiveste sorte por não nascer em Portugal. Não foste militante do MRPP, nem correste o risco de acabar em Bruxelas a fazer companhia ao Durão Barroso. Assim, aos 45 anos, continuas “firme e hirta” na recusa do mundo tal como ele é, como diz o nosso amigo Umberto Eco.
Por isso não cairás na tentação de posar nua para a “Playboy” portuguesa, depois de fazeres um implante mamário e um "lifting", resistirás a participar no episódio nº 153467 dos “Morangos com Açúcar”, não andarás atrás dos colunistas sociais para te tirarem uma fotografia na companhia do Cristiano Ronaldo e escaparás à devassa do jornalismo de investigação da Manuela Moura Guedes.
Continuo a gostar muito de ti e, no dia do teu aniversário, quero enviar-te um grande beijo de agradecimento pela companhia que me tens feito ao longo da vida. Dá também um grande abraço ao teu pai e amigo Quino que sempre soube cuidar tão bem de ti.
Obrigado, querida Mafalda. Que tenhas um aniversário muito feliz. Até daqui a umas semanas, aí em Buenos Aires.
Continuo a gostar muito de ti e, no dia do teu aniversário, quero enviar-te um grande beijo de agradecimento pela companhia que me tens feito ao longo da vida. Dá também um grande abraço ao teu pai e amigo Quino que sempre soube cuidar tão bem de ti.
Obrigado, querida Mafalda. Que tenhas um aniversário muito feliz. Até daqui a umas semanas, aí em Buenos Aires.
