segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Patroa demite o "inho"

Uma senhora da socialite portuense, agastada com a frequência com que a empregada doméstica utilizava o diminutivo “inho” disse-lhe por um destes dias:
- Acabe lá com o “inho”, mulher ! Estou farta de a ouvir dizer “é só um minutinho, vou ali fazer um recadinho, o jantar está prontinho”...
- Está bem, minha senhora. Agora posso ir à mercearia?
- Que é que vai lá fazer?
- Vou comprar 100 gramas de touço!

* Post publicado em 3/10/ 2007

Passagem para o abismo


Quando andava no 3º ano do liceu (actual 7º ano), o meu professor de Geografia falou, numa aula, das vantagens que adviriam para a navegação - e para o comércio - em encontrar uma passagem navegável e comercialmente rentável que permitisse passar da Ásia à Europa através do Árctico. Não foi, porém, esta informação que despertou a nossa curiosidade. Foi o que se seguiu.
O professor Portocarrero contou, nessa aula, algumas tentativas que já tinham sido feitas para atravessar o Árctico- a maioria delas mal sucedidas- e terminou dizendo mais ou menos isto:“Felizmente, a marinha mercante não poderá utilizar essa rota. No dia em que o conseguir, todos vocês se devem preocupar, porque isso significa que os gelos do Árctico estão a derreter e a Terra corre perigo”.
Hoje, mais de 40 anos depois, acordei preocupado. No metro, ao ler a primeira página do “Global”, deparei com esta notícia: “NAVIOS JÁ PASSAM O ÁRCTICO. As alterações climáticas permitiram a dois navios alemães ligar a Ásia à Europa através do Oceano Árctico, uma rota que poupa sete mil quilómetros à viagem tradicional com passagem pelo canal do Suez”.
Fui ler o resto. A notícia revela que a travessia só se tornou possível devido ao degelo provocado pelo aquecimento global e que vários armadores já anunciaram a intenção de adoptar este trajecto.Imagino que, por todo o mundo, muitos predadores estejam a abrir garrafas de champagne e a celebrar a proeza. Pessoalmente, estou preocupado, mas grato ao professor Portocarrero por ter feito aquele aviso numa aula há mais de 40 anos.

Sugestão do dia

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