quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Perdido no meu labirinto

Há dias falei-vos aqui sobre esta chinfrineira. Hoje vou escrever sobre o que vi lá por baixo.
Entrei na estação do Colégio Militar com destino ao Saldanha. Saí em S. Sebastião para a estreia na linha vermelha que me permite poupar cerca de 15 minutos neste trajecto. Na ligação da linha azul à vermelha tudo correu bem, o problema foi quando cheguei ao Saldanha. Porquê? Porque a sinalética continua a ser um grave problema para os portugueses que trabalham neste ramo de actividade. Admite-se que, no cais da linha vermelha não haja uma única indicação com a saída para o Saldanha? Tive que ir por tentativas e como nestas coisas sou um tipo azarado, escolhi mal e só acertei à terceira.
Primeiro escolhi a saída Duque de Ávila e fui parar quase ao pé do Arco do Cego. Regressei ao ponto de partida e optei pela segunda hipótese, que indicava Av da Repúiblica/5 de Outubro, certo que iria dar ao meu destino . Enganei-me porque, a meio do caminho são dadas mais duas opções: Casal Ribeiro e novamente Duque d’Ávila. Quem conhece bem a zona, perceberá logo a razão de ter escolhido a Duque de Ávila. Provavelmente, querendo ir para a Pç do Saldanha, o mais indicado seria optar pelo letreiro que indicava Av. Duque de Ávila, na expectativa de sair junto à Versailles ou à Sequeira. Errado! Fui dar ao Galeto!
Como sou teimoso, quis procurar a saída que me levasse à Praça do Saldanha. Voltei a descer e finalmente encontrei um entroncamento que dizia Pç do Saldanha. Lá subi mais umas escadas rolantes e fui dar com a saída desejada. Com isto tudo perdi quase 20 minutos!
A linha vermelha, já o disse, é uma enorme mais valia para quem gosta de se movimentar de metro na cidade. No entanto, é inadmissível que não façam a sinalética correctamente. Não passa pela cabeça de um tinhoso esquecer-se de colocar a indicação da Pç do Saldanha, na estação que tem esse nome.
Amanhã conto mais sobre esta aventura, porque há por lá outra coisa que não percebi e gostava de saber a vossa opinião.

Lisboa melhor do que Nova Iorque


A imprensa matinal esforça-se, de vez em quando, por nos dar notícias que nos façam esboçar um sorriso logo pela manhã e ficar mais bem dispostos ao longo do dia.
Foi o que aconteceu um destes dias, quando li que um estudo da Mercer Consulting concluíra que “Lisboa é melhor que Nova Iorque”. Confesso que não foi novidade, pois eu já experimentara essa mesma sensação na última vez que lá estive, como passo a demonstrar.
Passeava eu por Central Park, e só suspirava por regressar rapidamente a Lisboa, para poder desfrutar da beleza do Jardim da Estrela. Depois, tomava o pequeno almoço em plena Broadway, ao lado de Woody Allen, e pensava num lamento: bom mesmo, era se agora estivesse no Parque Mayer a tomar café com o Tony Carreira! Em plena 5ª Avenida, só sentia saudades da Avenida da Liberdade e junto ao Ground Zero, só me vinha à memória o Túnel do Marquês em tempos de embargo.
Pensei que à noite as coisas melhorassem, mas quando cheguei a Greenwich Village logo tive saudades da Cova da Moura e mesmo em Times Square, só suspirava pela animação do Terreiro do Paço às 10 da noite!
E em matéria de Arte? Há alguma comparação entre a Estátua da Liberdade e o monumento fálico do Cutileiro no topo do Marquês? Ou entre o Guggenheim e o CCB?
Meus amigos, os estudos não mentem, Lisboa é incomparavelmente melhor do que Nova Iorque e acho mesmo injusto que esteja colocada atrás de cidades tão desinteressantes como Viena, Zurique, São Francisco, Helsínquia, Londres ou Paris.
Só gostava de saber quem faz estes estudos e quais são os parâmetros de avaliação, mas isso o jornal não esclarece.

Post publicado em 18/10/ 2007

Do you want to know a secret?*


Nunca fui “beatlómano”. Em termos musicais, há várias bandas e vozes a solo dos anos 60 que marcaram mais a minha juventude. O álbum que mais gosto dos “Beatles” – “The Magical Mistery Tour” - raras vezes é citado na discografia dos “Fab Four”, mas que diabo… os “Beatles “ são uma marca incontornável da minha geração. Mais pela irreverência e pela postura que ajudou a quebrar vários tabus, do que pela música que produziram.
A reedição da sua obra completa remasterizada, que hoje foi lançada em todo o mundo, é mais a demonstração da força de uma marca poderosa, do que a confirmação de uma genialidade musical que apenas existiu a espaços. “The Beatles” entraram, definitivamente, para a lenda dos anos 60. Parece-me por isso justo evocá-los aqui, mas não correrei a comprar esta colectânea. As canções de que mais gosto guardo-as ainda em vinil. É nesse registo que os quero recordar. As capas originais- algumas com dedicatórias de amigos em oferta de aniversário- os discos pretos com um buraquinho no meio, aquele característico ruído de fundo dos discos já muitas vezes ouvidos, fazem parte da minha memória. Reeditar os “Beatles” em CD pode ser um grande sucesso comercial, mas trai a memória de uma época. Os “Beatles” não são deste tempo. Não há nostalgia que mascare essa realidade.
* Quis colocar aqui esta canção dos Beatles mas, por razões que desconheço, as músicas dos Beatles no You tube estão hoj e quase todas barradas. Coincidências... Esta foi o que se pôde arranjar...

Sugestão do dia

Mar à vista