sexta-feira, 24 de julho de 2009

Memories- a canção do dia (5)


“Are you lonesome tonight?” é a minha escolha para canção do dia. Melhor, para canção de fim de semana, porque até segunda-feira apenas publicarei os resultados dos passatempos. De entre as muitas canções de Elvis Presley que adoro, esta é talvez a minha preferida.
Histórias sobre ela, não tenho. Apenas vos digo que quando fui para Macau, nos anos 80, o karaoke apareceu como novidade absoluta , era esta canção que abria o meu reportório . Para ser sincero, era a única porque ia toda a gente embora antes de eu terminar, completamente siderada com os meus dons canoros. ( Apesar de ter destruído alguns tímpanos, nunca ninguém me pediu uma indemnização).
Deixo-vos aqui o link de um dos últimos espectáculos onde ele a terá interpretado, recomendando no entanto ( se para aí estiverem virados) que ouçam também a interpretação de Norah Jones

Somos Livres*

" Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.
Ontem apenas

fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.
(...)"
( Ermelinda Duarte)

Nunca gostei de fazer turismo. Ir fazer praia à Riviera Maya, ao Brasil, ou à República Dominicana, não faz parte do meu roteiro de férias, porque aqui ou na vizinha Espanha temos praias belíssimas. Apenas quando vivi em Macau procurava a praia como destino de férias, porque lá a praia não prestava. Foi assim que conheci as belíssimas praias da Malásia e da Tailândia.
Mas o que gosto mesmo é de viajar. De andar de olhos bem abertos à descoberta de realidades diferentes das do meu país - sejam elas boas ou más - de contactar com as pessoas, perceber como elas vivem, de trocar opiniões sobre o seu modo de estar, a sua relação com o Estado, os modelos sociais do país, como funciona a justiça, a saúde ou a educação. Numa frase apenas: gosto de sentir o pulsar do país que escolhi como destino de férias.
Sempre fui assim. Desde muito novo que me habituei a viajar com espírito de descoberta. Tinha apenas 12 anos quando fui pela primeira vez à Escandinávia. Fui de carro com a minha irmã mais velha e o meu cunhado, numa viagem que durou um mês. Era a primeira vez que saía da Península Ibérica por via terrestre e colhi dessa viagem um precioso ensinamento.
Estava habituado a ir frequentes vezes com os meus pais à Galiza, em gozo de fim de semana, ou para Benidorm, durante o Verão e, uma das coisas que me martirizava era o tempo que se perdia na fronteira. Chagava-se a perder três ou quatro horas para atravessar a fronteira de Valença - principalmente quando regressávamos a Portugal - o que para um miúdo , ainda por cima com “bichos carpinteiros”, era um sofrimento inaudito. Nesta viagem, depois de atravessarmos a fronteira de Vilar Formoso, apercebi-me que os procedimentos alfandegários eram muito mais facilitados. Foi no entanto, ao atravessar a fronteira entre a Suécia e a Noruega que a minha boca se abriu de espanto. O único aviso de que mudávamos de país, estava naquele sinal que podem ver na imagem. (Na altura circulava-se pela esquerda na Suécia, portanto era necessário mudar de faixa de rodagem). Não nos pediram passaportes, a polícia apenas nos acenou alertando para a necessidade de mudar de faixa e lá continuámos como se nada fosse.
Quando voltámos a entrar na Suécia, a situação repetiu-se ( apenas a seta estava em sentido contrário).
Talvez achem esta história um bocado ridícula, mas acreditem que para um miúdo de 12 anos teve um enorme significado. Foi a primeira vez que percebi, de forma bem explícita, o significado da palavra LIBERDADE!

*“Somos livres” foi uma canção que marcou as minhas férias de uma forma diferente. Não me recorda uma paixoneta de Verão, que se esvai como folhas desprendendo-se dos ramos, impelidas pelos ventos outonais. Esta lembra-me mesmo uma história de amor por uma donzela que sempre persegui: A LIBERDADE!Eu admito que quem nunca viveu no Estado Novo, nunca esteve preso, nem foi sujeito a interrogatórios da PIDE, nunca sentiu a casa vigiada, sempre pôde falar à vontade dos temas que lhe apeteceu, não compreenda que uma pessoa se possa apaixonar pela LIBERDADE, da forma como eu me apaixonei. Mas alguns dos meus leitores conhecem, tão bem ou melhor do que eu, o valor dessa palavra. Por isso escolhi esta canção para ilustrar este post. Ninguém é obrigado a ouvir, mas o link lá está como habitualmente. Em homenagem àqueles que ainda amam a LIBERDADE. Como o Manuel Alegre, por exemplo…

Summertime (3)

"Fly me to the moon" foi escrita e composta em 1954, mas com um título diferente.
7-Qual era o título original desta canção?
8- Qual era o título do filme em que a canção aparecia na abertura?
9- E quem era o realizador desse filme?
Nota: As soluções das perguntas da semana serão publicadas amanhã ( sábado)