terça-feira, 16 de junho de 2009

Toma lá chupeta!



Ao ler este post da Gi tive uma ideia! Como ando farto de ouvir no Metro, toques de telemóveis com criancinhas aos berros, vou passar a trazer comigo uma chupeta e quando o telemóvel tocar , meto-a na boca do (a) proprietário(a) . Pensando bem, é melhor ser mais comedido e limitar-me a oferecer a chupeta.

Terreiro do Paço embargado

Sou favorável à remodelação do Terreiro do Paço, porque aquela praça merece mais do que ser um estaleiro constante. O problema é que quando se fala de obras em Lisboa temos logo imbróglio. Concursos pouco claros pelo lado da autarquia e gente a avançar com providências cautelares, por se sentir incomodada. Quando é que em Lisboa se fará uma obra que não levante polémica? Assim de repente, só me lembro do Casino... mas mesmo asim a polémica veio a posteriori

Rochedo das Memórias ( 119)- A moda no masculino

Há tempos, uma revista católica publicou uma imagem de Cristo vestindo roupas modernas e usando gravata.A Igreja Católica reagiu mal e acusou os responsáveis da revista de profanação.
Jacques Lang, antigo ministro francês da cultura, provocou uma onda de espanto quando apareceu na Assembleia da República francesa sem gravata.
Estes dois exemplos são ilustrativos do forte poder comunicativo do vestuário e dos códigos que lhe estão inerentes, mas servem também como um bom ponto de partida para compreender a moda masculina.
Na opinião de Fernando Dogana, “a moda é reflexo de alguns imperativos sociais que se vão alterando ao longo do tempo”. Se nas sociedades primitivas os homens tinham mais tendência para utilizar adornos e a mulher se vestia de uma forma mais sóbria, hoje em dia é a mulher que acentua, através do seu vestuário, um certo exibicionismo que durante um longo período esteve vedado aos homens ,mas que parece estar a querer ressurgir.
Na opinião de Dogana,a crescente austeridade e inflexibilidade na moda masculina que só nas últimas décadas se esbateu, “está relacionada com as alterações impostas pela sociedade industrial e pelos diferentes papéis nela reservados a homens e mulheres”, sendo com a introdução do “código jovem” que se volta a verificar uma maior preocupação por parte do homem em relação à moda e se começa a assistir ao investimento da Alta Costura na moda masculina.

















Nomeadamente no vestuário dos “tempos livres”, surgem as cores vivas e linhas mais leves, aparecem inscrições humoristicas,o vestuário masculino de lazer aligeira-se mas, apesar das tentativas de Gaultier de introdução da saia calça para homem, a verdade é que a utilização de símbolos do vestuário feminino por parte dos homens continua a ser considerada transgressora. Ao contrário, as mulheres é que se vão apropriando de certos códigos da moda masculina, desde as calças ao sportswear , utilizando-os no entanto de forma mais variegada e referenciando partes do corpo que procuram realçar, ao contrário do homem, cujo vestuário continua a considerar o corpo como uma unidade, onde o mais importante é esconder algumas deficiências como a “barriguinha” volumosa .
Enquanto a mulher continua a preocupar-se em realçar a sua beleza e a procurar seduzir, o homem ainda tem que se preocupar em esconder algumas “fealdades”procurando, através de um ou outro pormenor, realçar a sua virilidade.
Eu sei que as fotos acima ( modelos para 2009) não abonam muito em favor das teorias de Dogana, mas em frente…
Verdade irrefutável, é o crescimento das indústrias afins à moda no sector masculino. Produtos de beleza ocupam as preocupações de um crescente número de homens, que cada vez dedicam mais tempo aos cuidados com o corpo. De acordo com um estudo realizado por Caroline Roy,o tempo dedicado aos cuidados com o corpo e com a aparência são cada vez mais próximos,dedicando mesmo os homens idosos mais tempo a cuidados pessoais do que as mulheres do mesmo escalão etário.
O culto da juventude, expresso através do vestuário, terá tendência a preocupar mais os homens do que as mulheres? Psicólogos, antropólogos e estilistas hesitam em dar uma resposta...


O Jacarandá


No dia 10 de Junho, um grupo de jornalistas proveniente de vários países europeus foi jantar ao Clube de Jornalistas, a convite da direcção.
Estava um fim de tarde esplendoroso e o jantar fez-se na magnífica esplanada do restaurante, onde habita um imponente jacarandá multicentenário.
Quando os jornalistas começaram a descer as escadas para a esplanada, o jacarandá saudou-os deixando cair as suas flores, que atapetaram o chão da esplanada. Foi bonito e ninguém ficou indiferente a este singular gesto de boas vindas protagonizado pelo nosso jacarandá.