sexta-feira, 29 de maio de 2009

Rochedo das Memórias (115)- A moda no pós guerra


Terminada a guerra, o vestuário torna-se, novamente, mais ligeiro e prático. A moda "new look", criada por Christian Dior, realça as linhas femininas. Saias de pregas, casacos justos realçando o busto e o fim dos enchumaços nos ombros, caracterizam as linhas do estilista francês. As meias de nylon, com costura atrás realçando o contorno das pernas, são a grande sensação da década que no entanto não terminaria, sem que as praias ficassem mais movimentadas, com os homens embasbacados a olhar para as mulheres que apenas cobriam o corpo com o biquini. Curiosamente, a moda do biquini não é lançada por nenhum costutreiro ou estilista, mas sim por um designer de automóveis francês: Louis Réard.
Nos anos 50,quando as mulheres começam a usar saltos altos, a roupa desportiva faz sucesso e uma ida à praia obriga a revolucionar o vestuário, são criadores como Christian Dior, Givenchy e Pierre Cardin a ditar as regras, mas é na década de 60 que se vai dar a grande transformação. A moda democratiza-se com a perda de influência dos costureiros- e das suas passagens de modelos reservadas a élites - agora destronados pela emergência dos estilistas que, diante do televisor e perante milhões de consumidores, exibem as suas criações nos corpos de "top-models" de cortar a respiração. Comprendendo a evolução da vida moderna, a moda adapta-se ao seu ritmo, criando modelos que facilitam a liberdade de movimentos e adoptam um estilo juvenil. A saia começa por ser mini, para depois virar maxi, aparecem as calças e são abolidos os saltos altos. "En blues jeans et blouson de cuir" se faz a moda jovem masculina, que Adamo pede de empréstimo para título de uma canção.
A moda deixa de ser luxo, perde a sua identidade como arte perene e passa a cultivar o efémero. O nome de Mary Quant(criadora da mini-saia) junta-se aos de Rabane, Courrèges e Yves Saint Laurent, sempre que se fala de moda. No mundo das top-models, Twiggy é o nome que anda nas bocas do mundo.
Mas a moda gosta de contrastes e decide brincar ao yo-yo. Depois do êxito obtido com a mini -saia, desafia-se a si própria com a maxi. E para as mulhers indecisas, cria a midi, que esconde os joelhos menos fotogénicos.

Lágrimas de crocodilo

O juiz presidente do colectivo que condenou Alexandra ao degredo na Rússia, manifestou-se chocado com as imagens que viu na televisão, mas diz não estar arrependido “ porque julguei de acordo com o que era a minha consciência e com os factos constantes do processo”.
Já todos sabíamos que um dos problemas da justiça portuguesa é a (falta de) consciência, mas também é bom saber que um juiz escreve coisas deste jaez nos seus veredictos:
“…a maternidade serôdia que através da confiança [a pessoa idónea] Florinda quis concretizar" era "apenas um desígnio pessoal".
"Cometemos alguns excessos de linguagem", concede o juiz. Gouveia Barros compreendeu que Florinda queria ser mãe de uma menina por ter dois rapazes.
Vale a pena, depois de tanta arrogância e irresponsabilidade vir agora penitenciar-se e reconhecer que os maus tratos a Alexandra não foram equacionados?
Não vale, porque o caso já não tem recurso. Valia a pena era haver uma lei que punisse severamente quem comete erros irreparáveis.

Momento de Humor (25)

Um fulano vivia sozinho e decidiu que a sua vida seria melhor se tivesse um animalzinho de estimação como companhia.
Assim, foi a uma loja de animais e disse ao dono da loja que queria um bichinho que fosse incomum.
Depois de algum tempo de discussão, chegaram à conclusão que ele deveria ficar com uma centopeia.
Centopeia seria mesmo um bichinho de estimação incomum... um bichinho tão pequeno, com 100 pés... é realmente incomum!!!
A centopeia veio dentro de uma caixinha branca, para ser usada como casinha.
Bom... ele levou a caixinha para casa, arranjou um bom lugar para colocar a casinha, e achou que o melhor para a sua nova companhia seria levá-la atomar uma cervejinha...
Assim, perguntou à centopeia, que estava dentro da caixinha:
-Gostavas de ir comigo ao Bar tomar uma cerveja?
Não houve resposta da sua nova amiguinha. Meio chateado com isso, ele esperou um pouco e perguntou de novo:
-Que tal ir comigo ao bar tomar uma cervejinha, hein?
De novo, nada de resposta da nova amiguinha... Ele esperou mais um pouco, pensando sobre o que estava a acontecer... e decidiu perguntar de novo mas, desta vez, chegou bem perto da caixinha e gritou:
-EI, Ó SURDA!!! QUERES IR OU NÃO COMIGO AO BAR TOMAR UMA CERVEJA?
Finalmente veio a resposta, lá de dentro da caixinha:
-POOOOORRRRRRAAAAAA!!!!!!!!!!!! JÁ TINHA OUVIDO!!!!!ESTOU SÓ A CALÇAR OS SAPATOS, C......!!!!!!!!