domingo, 10 de maio de 2009

PORTO, PORTO, PORTO, PORTO!!!!!

Mais um Título! Mais um TETRA!Mais uma razão para festejar!
Daqui a quinze dias estarei no Dragão para comemorar.
OBRIGADO, FC do Porto!!!!

Mimos de domingo

Muito obrigado à Carol que me ofereceu dois presentes. Este...



... e este...

que me é oferecido pela terceira vez e recebo com renovado prazer, porque me faz rejuvenescer.
Em realação ao primeiro, implica o desafio de nomear cinco coisas ROXIE (será sinónimo de fixe?) na área da música, do cinema e da televisão e referir três hobbies, três países que gostei ou gostaria de conhecer e as minhas três cores preferidas. Amanhã certamente as escolhas seriam diferentes, mas cá vai:

Música- Jazz, tango, soul, Kate Meloua, Mercedes Sosa

Cinema- Gran Torino, Slumdog Millionaire, The Reader, ( optei por escolher entre os últimos que vi, porque é mais fácil...) Kate Winslet, Stanley Kubrick

Televisão- Vejo muito pouco, evoco alguns a que procurei ser fiel: "Conta-me como foi", "Zip-Zip", "A Guerra", " O Polvo", " Colombo". Posso acrescentar "Os Sopranos"?

Hobbies- Viajar, Ler, repousar no Rochedo

Países- Argentina, Nova Zelândia e Índia ( dos que conheço); Costa Rica, Iemen e Afeganistão ( dos que gostava de conhecer)

Cores- Azul ( claro e escuro) e vermelho ( quando o Benfica perde).

Quem quiser continuar o desafio, esteja à vontade.

Os selos, atribuo-os a todos os que estão na coluna da direita.

Rochedo das Memórias (107)- A censura do Livro no Estado Novo-X

As flores murcharam na Primavera marcelista

Apesar de algumas esperanças e sinais de abrandamento, por parte da Censura, com a ascensão ao poder de Marcelo Caetano, a situação não se altera. Os que nele depositavam alguma esperança desiludem-se logo em Abril de 69 quando declara: “Se a Censura fosse abolida, o facto só serviria para lançar a confusão...” Prova ainda mais evidente de que a Primavera Marcelista era apenas ilusão, encontra-se num despacho de Gonçalves Rapazote, Ministro do Interior. Datado de 3 de Novembro de 1972, contém um conjunto de instruções sobre a forma como a DGS deve passar a actuar. Aqui ficam alguns excertos:
“1.- Relacionar as tipografias que se dedicam à impressão de livros suspeitos-pornográficos ou subversivos;
2.- Organizar um plano de visitas regulares a essas tipografias para impedir, efectivamente, a impressão de textos susceptíveis de proibição;
.........
5.- Organizar a visita regular às livrarias de todo o País para sequestro de livros, revistas e cartazes suspeitos e para apreensão dos que já estão proibidos pela Direcção dos Serviços de Censura
...................
9. - Informar os Grémios das Artes Gráficas e dos Editores e Livreiros da acção de repressão que vai ser desencadeada

contra os responsáveis pela impressão, distribuição ou venda de publicações pornográficas e subversivas e de que será proposta ao Conselho de Segurança Pública a aplicação das medidas previstas no Decreto-Lei 37447, de 13 de Junho de 1949, para defesa dos bons costumes, da ordem social, e consequentemente da ordem pública.”
Entretanto, três redactores da Direcção Geral de Informação percorriam, diariamente, em serviço externo ininterrupto, todas as livrarias de Lisboa, encarregando-se ainda da consulta dos catálogos das editoras e importadoras de livros. Da sua actividade davam conta ao Director Geral , em relatórios semanais, indicando não só os livros aparecidos no mercado que lhes pareciam susceptíveis de consulta ou deviam ser minuciosamente apreciados pela Censura. O parecer final era emitido pelo Gabinete de Serviços de Leitura Especializada a quem competia igualmente a apreciação dos livros que lhe eram remetidos pela PSP ou pela Pide, os quais eram resultantes de apreensões efectuadas por aquelas forças. De mudanças, como se vê, apenas os nomes: de PIDE para DGS e de Censura para Exame Prévio.
O desencanto apoderou-se também de escritores considerados próximos do marcelismo, como era o caso de Alçada Baptista que no livro Conversas com Marcelo Caetano , publicado em 1973 se questiona nestes termos:
“ Não sei o que é que o Exame Prévio produz nos outros escritores. No meu caso é um poderoso elemento de redução de mim próprio e de redução aos mais diversos níveis, que vai até ao ponto de sentir inibições quando se trataria de aplaudir os poderes nas coisas que mereceriam o meu aplauso, ou de criticar a oposição naquilo que mereceria a minha crítica….”
Por sua vez, os livros continuaram a ser apreendidos a uma cadência assinalável, com a utilização de argumentos que em nada variavam em relação à prática que já era corrente. Foi o que aconteceu em 1970 com o livro de José Carlos Vasconcelos, "De Poema em Riste," que mereceu o seguinte comentário do censor:
“É um pequeno livro de feição integralmente activista e comunista, comprometido até à medula de cada verso. No prefácio vem o elogio do comunista Manuel Alegre da Rádio Argel e uma citação do comunista italiano Cesare Pavese. Amiúde aparecem referências à guerra, à fome, à ditadura, à opressão do povo, etc…”
O censor não hesitou em propôr que o livro fosse apreendido de imediato, o que veio efectivamente a acontecer com a recomendação acrescida de dever ser imediatamente apreendido um disco com aqueles poemas cuja gravação estava a ser preparada.