terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Salazar, o Galã

A SIC exibiu, nas noites de domingo e segunda –feira, uma série de ficção sobre a vida amorosa de Salazar. Eu só vi 15 minutos do primeiro episódio e 10 do segundo. Não sou apreciador de filmes de ficção científica, mas ver Salazar transformado em galã, despertou-me a curiosidade.
Admito que se trate de uma série de grande envergadura , com um registo histórico provavelmente do maior interesse, mas como nos minutos que lhe dediquei a única aproximação do ditador que descortinei, foi um pezinho a roçar no sapato de uma miúda que tocava piano, fiquei com a sensação que, como em tudo na vida, Salazar também tratava as coisas do amor com os pés.
Pior ainda, fiquei a pensar que o homem tinha mais jeito para mandar tipos inocentes para a cadeia, a fim de serem massacrados pela PIDE, do que para enviar cartas de amor. Além disso, durante o tempo que dediquei ao seriado, vi mais diálogos entre Salazar e Cerejeira, do que entre o homem de Santa Comba e uma mulher, o que me levou logo a tirar conclusões precipitadas sobre os objectivos da série, exibida no momento em que uma lésbica chegou ao poder na Islândia…
Bem, mas isto é a minha mente perversa que, com uma pontinha de sol, começa logo a disparatar.Pronto, se alguém viu e me quiser dar a sua opinião, fico muito grato, mas por favor não infiram deste post que sou homofóbico.

Mea culpa...

Todos os vizinhos sabem que, por vezes, faço juízos precipitados e maquiavélicos. Foi o que aconteceu recentemente, quando me insurgi com as associações de pais que pretendem as escolas a funcionar 12 horas por dia. Erradamente, atribuí essa pretensão ao egoísmo de alguns pais que, não tendo tempo para conviver com os filhos, nem para os educar, optam por entregar essas tarefas aos professores, certamente pensando nas virtudes das escolas de Esparta.
Enganei-me redondamente e peço desculpa. Aliás, se não fosse precipitado nos meus julgamentos, essa ideia nunca me teria ocorrido, porque sei bem que a maioria dos pais nunca poderia desejar aos seus filhos jornadas de trabalho de 12 horas, quando exigem para eles próprios uma jornada que não ultrapasse as oito.
Afinal, o que os pais pretendem é que a escola ministre quatro horas diárias de aulas e, durante as restantes oito, providencie instalações adequadas para as crianças dormirem. As escolas passariam a funcionar em tempo lectivo das 12 às 16 e depois, até às 24, os alunos seriam convidados a dormir. A essa hora seria o despertar, porque a partir da 1 da manhã os miúdos têm de ir para as discotecas, pelo menos até ao nascer do sol.
Alguns pais aceitam a hipótese de tomar o pequeno almoço com os filhos, desde que eles cheguem a casa antes das 10 da manhã. Os outros garantem estar com os filhos, pelo menos no dia do casamento.

Última hora: Entretanto, pais mais evoluídos preferem que sejam os juízes a decidir a educação dos seus filhos. Alegadamente, noticia o DN, com o propósito de salvarem os casamentos.

Encontro de blogs

Realiza-se, no próximo dia 21 de Fevereiro, o I Encontro de Blogs Portomosense, iniciativa que vai ser transmitida em directo pela Net. Para mais informações, vá aqui