
Corria o ano de 1943 para o seu termo, quando o primeiro computador electrónico programável entrou em funcionamento.Chamava-se Colossus, operava em Benchley Park - o centro de decifração de mensagens britânico durante a II Guerra Mundial- e conseguia decifrar os códigos de encriptação alemães com uma rapidez muito superior à do seu antecessor mecânico.
Dois anos mais tarde os americanos construiam um computador ainda mais rápido mas, só em 1951, com o aparecimento dos computadores Univac , capazes de prever os resultados das eleições americanas que deram a vitória ao Presidente Truman, é que os computadores começam a ser vistos com outros olhos. No entanto, as suas gigantescas dimensões desencorajam qualquer hipótese de comercialização em larga escala.
Poucos arriscariam afirmar que dentro de alguns anos uma máquina idêntica invadiria as nossas casas e seria capaz de nos pôr em contacto com o mundo inteiro, pela simples pressão numa tecla. Mas tal tornar-se-ia realidade.
Com efeito,em 1971, uma invenção vai revolucionar completamente o mundo: o microprocessador (chip). Alinhados numa pequena placa de plástico, estas pequenas peças de sílica conseguem armazenar, processar e organizar dados, conectando-se entre si. A partir de então os computadores passaram a caber em cima de uma mesa ou dentro de uma consola e assim surge o primeiro jogo electrónico. Em 1972, o "Pong" - simulador de uma partida de ténis entre dois jogadores- anuncia que a época dos velhos flippers estava achegar ao fim. A partir dessa data era também possível instalar o jogo em casa e ligá-lo ao ecrã de televisão. Não consta que as audiências tenham sentido muito os efeitos da chegada do "Pong", mas a era dos jogos electrónicos tinha começado.
Com efeito,em 1971, uma invenção vai revolucionar completamente o mundo: o microprocessador (chip). Alinhados numa pequena placa de plástico, estas pequenas peças de sílica conseguem armazenar, processar e organizar dados, conectando-se entre si. A partir de então os computadores passaram a caber em cima de uma mesa ou dentro de uma consola e assim surge o primeiro jogo electrónico. Em 1972, o "Pong" - simulador de uma partida de ténis entre dois jogadores- anuncia que a época dos velhos flippers estava achegar ao fim. A partir dessa data era também possível instalar o jogo em casa e ligá-lo ao ecrã de televisão. Não consta que as audiências tenham sentido muito os efeitos da chegada do "Pong", mas a era dos jogos electrónicos tinha começado.
Dez anos mais tarde, a IBM lançava o seu primeiro computador pessoal e o mundo sofreria uma transformação sem precedentes. Da realidade de uma vida mais facilitada em todos os quadrantes, ao espaço virtual por onde navegamos ao colo da Internet, as novas tecnologias mudaram uma parte do mundo e a vida, os hábitos e a forma de pensar, dos seres humanos que nela habitam.
( Continua)
Vi há pouco tempo uma reportagem na televisão, sobre o aparecimento dos primeiros jogos de computador e das fortunas e azares dos seus criadores antes de serem engolidos pelas multinacionais.
ResponderEliminarE esta que o Carlos aqui deixou, é uma memória que vou seguir com atenção.
E não é que o "micro" está cada vez mais micro mas capaz de proezas cada vez mais macro?
ResponderEliminarSó um adendo - é Bletchley Park, não Benchley Park. Moro aqui ao lado.
ResponderEliminarAbs,
Daniela
O meu pai foi das primeiras pessoas que comprou um spectrum!, lembro-me bem da sensação daqueles primeiros dias, todos nós em volta do computador que fazia coisas fantásticas... era o tempo do paleolítico, olhando para trás!
ResponderEliminar:-D
Carlos,
ResponderEliminarRealmente é espantoso o que a nossa geração teve a oportunidade de ver concretizar, incluindo os computadores. Ainda me lembro de visitar uma sala, de uma empresa americana em Angola, onde havia 2 desses "monstros" e de comentarem que os operadores (quanto mais os programadores)eram pessoas altamente qualificadas. E saber que toda essa tecnologia baseava-se num conjunto de combinações 101010...!
E ouvir dizer: daqui a uns tempos quem não souber operar com estas máquinas, não sabe ler...
Caraças tivemos que assimilar muita coisa muito depressa!
Beijo