
É, provavelmente, o fiscalista mais incensado pela opinião pública portuguesa e o mais requisitado pela comunicação social, para mandar alguns palpites sobre a situação do país.O seu discurso populista, cheio de lugares comuns e de boutades, agrada aos portugueses, que se revêem naquele estilo de Velho do Restelo.
À mesa de qualquer café, licenciados em economia e ciência política nas universidades do bota abaixo, tecem rasgados elogios a Medina Carreira apontando, acusadores, o caminho da desgraça, sem nada fazerem para melhorar a situação. Poucos deles recordarão que Medina Carreira , Bacharel em Engenharia Mecânica, já foi ministro das Finanças, e que o seu único acto para salvar o país da bancarrota, foi a negociação de um empréstimo com o pouco recomendável Fundo Monetário Internacional (FMI).
Numa situação de crise, Portugal não precisa de discursos catastrofistas. Necessita de gente que arregace as mangas, proponha soluções e, em vez de se deslumbrar com a popularidade perante as câmaras, trabalhe!
É o caso da personalidade que escolhi para figura da semana.
28 comentários:
À mesa de qualquer café, licenciados em economia e ciência política nas universidades do bota abaixo, tecem rasgados elogios a Medina Carreira apontando, acusadores, o caminho da desgraça, sem nada fazerem para melhorar a situação...
...Numa situação de crise, Portugal não precisa de discursos catastrofistas. Necessita de gente que arregace as mangas, proponha soluções e, em vez de se deslumbrar com a popularidade perante as câmaras, trabalhe!
Obrigado por ter dito isto. Eu queria dizer o mesmo, mas falta-me a bagagem para o fazer de maneira tão sintética e clara.
"Pouco recomendável"? Porquê "pouco recomendável"?
Desculpe!
Sou português, não me revejo no estilo do cromo, nem o que ele diz me agrada, ou sequer tem qualquer significado.
Quanto à figura da semana, de acordo.
Conheço Guterres, pessoalmente. Bem merece a escolha.
Ele é a própria encarnação do Velho do Restelo. Agora anuncia pragas, terramotos e outras calamidades no programa Plano Inclinado. Quando lhe pedem soluções apenas indica uma: redução dos salários dos tugas, excepto no dele.
Carlos,
Ainda bem que li o teu post.
Andava altamente preocupada com a minha opinião sobre este verdadeiro CROMO.
Pronto, agora já percebi que pelo menos tu estás comigo (ou serei eu que está contigo?) Never mind!!!
Olá Carlos Oliveira!
Li o seu texto com muita atenção e gostaria, não de comentar o que defende, porque RESPEITO muito a opinião de cada um, mas de dizer-lhe o que penso sobre o problema da admiração, ou não, que cada político possa merecer da minha parte.
O Carlos não me conhece nem, obviamente, tem lido alguma coisa sobre a opinião que tenho relativamente ao que se passa no nosso País. Se já tivesse lido alguma coisa do que escrevo, teria verificado que me identifico com todas as pessoas defensoras de soluções pacíficas para a resolução dos problemas que grassam pelo mundo, infelizmente não apenas em Portugal.
Pelo que tenho lido do que escreve, considero o Carlos uma pessoa que sabe aproveitar e transmitir BEM a sua cultura e, consequentemente, gosto de ler o que escreve. É com esse espírito que gostaria de revelar-lhe o seguinte, submetendo-me à sua crítica:
Eu não julgo os políticos pelo partido com o qual se identificam. Julgo-os pelas soluções que sugerem. Não me interessa nada a cor que defendem. Acho que deveria ser este o modo como cada um deveria encarar os políticos que têm a alta missão de representar o povo português. Foi para isso que votaram neles.
No caso de Medina Carreira, tal como eu, ele defende uma revolução profunda nas diversas áreas, a começar pela educação nas escolas. Para mim, este é o ponto mais importante onde deveriam incidir GRANDES alterações. Posso confessar-lhe que, como positiva que sou, não me agrada muito o seu ar de 'desconfortante cepticismo' em relação a tudo, a despeito da minha certeza de que quase tudo estará a correr MUITO mal, a avaliar pela amplitude do campo de actuação dum bom número de políticos (e não só!), dando-lhes, portanto, espaço para uma corrupção que ultrapassou há muito o suportável.
O seu texto merece o meu maior respeito pelo que expõe sobre as pessoas nele inseridas. Essa é a sua posição. Terá razões de sobra para assumi-la.
Desejo-lhe uma boa semana.
Maria Letra
Nota: Dado que o meu comentário é longo, não ficarei melindrada se não o publicar. Apenas pretendi passar-lhe, com toda a sinceridade, a minha posição.
Maria Letra
"Numa situação de crise, Portugal não precisa de discursos catastrofistas. Necessita de gente que arregace as mangas, proponha soluções e, em vez de se deslumbrar com a popularidade perante as câmaras, trabalhe!"....
Já ouvi o Pinóquio dizer algo parecido...
Este post revela uma ignorância confrangedora.
Ponto um: o recurso ao FMI não foi uma decisão isolada de Medina Carreira, mas do Governo presidido por Mário Soares; uma decisão patriótica, cuja oportunidade ninguém seriamente contesta.
Ponto dois: ao invés de insultar Medina Carreira, não seria mais útil contestar, com dados, as suas afirmações?
Sabes que sou grande fã do Senhor... mas não deixas de ter razão...
Um beijinho
Eduarda
Be in ♥ love
Quanto ao cromo concordo.
Quanto ao outro que também deu às de Vila-Diogo e ainda meteu a mulher na Câmara. Humpft!
Gosto muito de te ler, mas não posso, neste caso em particular, deixar de estar o mais em desacordo possivel contigo.
Não é populismo o que diz Medina. Para mal da geração futura é realismo.
Se fez ou deixou de ter feito não sei.
Sei que o que ele diz bate certo com a realidade que vive o português médio como eu.
Talvez não bata certo ao português abonado, acredito.
Sei bem o que é populismo, e também sei que não sou como a avestruz ou como o cego que não quer ver.
Essa coisa do arregaçar as mangas é coisa que já ouço desde que sou gente e o que me tem aparecido à frente é só gente de paletó.
Abraço Carlos.
Sorry pela correcção, mas Medina Carreira não é bacharel em Engenharia Mecânica - esteve nos Pupilos do Exército, cursou Economia e licenciou-se em Direito, sendo advogado especializado na área de Direito Fiscal.
Antes de ser Ministro das Finanças, foi secretário de estado da mesma pasta. Já na época passava a vida a dizer que os portugueses tinham de "apertar o cinto", motivo pelo qual desconfio que foi corrido. Quem quer um ministro catastrofista, que só serve para baixar a popularidade do governo nas sondagens?
Não concordo com o discurso dele - claro que de vez em quando diz umas verdades - nem a vaidade que se topa à légua, mas convenhamos, a malta gosta de ouvir essas coisas! (desde que não venha de um ministro, evidentemente!) Coerência não lhe falta - sempre foi assim - mas lá arregaçar as mangas, pois, trabalho é para os outros (como sempre foi)!
Teté: Tudo o que diz é verdade, mas também é verdade que é Bacharel em Engenharia Mecânica, embora muita gente não saiba.
PDuarte: respeito igualmente a tua opinião, mas não concordo nada que ele seja realista. Falar, muitos falam, agir é que vejo poucos.
Abraço
Pedro Pimenta: Onde é que insultei MC? Chamar-lhe populista é insulto? Não, é apenas uma opinião...
Quanto aos actos que fez em prol do país, agradeço que me indique alguns, pois eu não conheço.
Made in Love: Obrigado pela visita. Apareça mais vezes
Maria Letra: No fundo, estamos de acordo. Também não valorizo os políticos em função das suas opções partidárias. Como já terá tido oportunidade de ler, quer nos cromos, quer nas figuras da semana,já destaquei pessoas de diferentes partidos. Há bons e maus em todo o lado...
Também concodo consigo em relação à EDUCAÇÃO e vejo todos os partidos falarem disso mas, na verdade, o que se tem discutido nessa matéria é sobre os professores e não sobre a educação. Não conheço nenhuma medida concreta apontada por MC em relação a esta matéria. Apenas os lugares comuns que os diversos partidos apontam.
Tite: e não estamos sós...
Salvo: Na verdade, também foi essa a única medida que lhe ouvi apontar. Parece estar em consonância com o Constâncio, nesse aspecto.
Carlos Albuquerque: Tb não me revejo e, felizmente, há muitos que pensam como nós, como o demosntra a caixa de comentários.
Luís Serpa: Os exemplos pelo mundo fora de receitas erradas, são inúmeros. A começar na América Latina e a acabar em Portugal
Sejeiro Velho: Obrigado pela visita e pelo comentário
Sejeiro Velho: Obrigado pela visita e pelo comentário
Blue Velvet: Goste-se ou não de Guterres, é uma pessoa com prestígio internacional. Infelizmente, a comunicação social não lhe dá o relevo merecido e a opinião pública desconhece o trabalho meritório que tem feito à frente do ACNUR.
E, caro Carlos Barbosa de Oliveira, os inúmeros exemplos de intervenções positivas? Que fazer com eles? Deitamo-los fora, com a água do banho?
Não sendo economista, não posso argumentar em termos t´+ecnicos - mas enquanto cidadão, ainda hoje dou graças a Deus por as finanças portuguesas terem sido intervencionadas pelo FMI.
Não o tenho nada como um Cromo, Carlos. Este país nem lá vai, mesmo se formos invadidos por aliens. Pensam que é a última moda dos EUA.
Medina Carreira é populista?É.
Diz verdades?Diz.
Na minha opinião quando o ouvi dizer que tinha sido um mau ministro e por isso foi corrido ganhou o meu crédito, teve capacidade para falar mal dele próprio.
Penso que apesar de populista o país precisa mais de MC do que de Vara/Penedos etc.
Ainda ando a tentar perceber se Quanto ao Guterres acho que deve ser um tipo simpático.
1 abraço
Você é hábil a desviar a bola...
Parece que os papalvos gostam do estilo. Diga-me uma coisa: onde é que eu utilizei essa linguagem dos "actos que fez em prol do país"?
Francamente...
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