É este o resultado da maravilhosa globalização, assente na economia de mercado, que nos prometeram com tanto entusiasmo? Então não é nesta sociedade que quero viver. Já vi este filme na última década do século XX noutras paragens. Como se atrevem a chamar a isto liberdade?
É aterrador, pensar que podemos chegar a estes extremos.
ResponderEliminarEntão onde quer viver, Carlos? Há algum país ou reino ou seja lá o que for chamado: Utopia e que funcione em tempo real? Realmente?
ResponderEliminarÉ o desespero na sua forma limite.
ResponderEliminarNem tenho palavras para tanta e desesperada agonia.
Também já vi este filme, Carlos, e entre nós, várias vezes. Sem suicídios – felizmente! – mas com muitas e sérias ameaças de depressão. A liberdade, na categoria dos trabalhadores por conta de outrem (do sector privado), é um raríssimo privilégio. A maioria é escrava, mais do que dos patrões, dessa pressão contínua dos resultados.
ResponderEliminarO que se passa, de há ano e meio, na F T é grave, mas localizado. A verdade é que, apesar das inúmeras falências e crises, não há registo de uma só emrpesa ter este triste record.
ResponderEliminarO que lá se passa parece ser uma pressão sem limintes da administração para com os trabalhadores (não só os que saem da empresa...).
Os cínicos e defensores acérrimos da globalização e do liberalismo dirão que são os danos colaterais da gestão eficiente do século XXI!
ResponderEliminarTenho pena é que aos mesmos ninguém empreste uma pistola para encostarem, também eles, à cabeça.
Também li sobre isso e fiquei perplexa, muito assustada, com os rumos que o mundo tomou nessa "maravilhosa globalização"...
ResponderEliminarTambém já vivi uma situação num emprego que me fez passar um mau bocado. Contudo, reconheço que fui eu, com a minha maneira de ser, que permiti que os acontecimentos atingissem as proporções que atingiram, as quais me foram imensamente nefastas.
ResponderEliminarPorque não bati com a porta e o mandei à fava, (patrão)? Porque estava agarrada ao bom ordenado e às regalias da empresa. O meu ex-patrão pagava bem, em contrapartida agia connosco, seus colaboradores, como se fosse o nosso pai ou o irmão mais velho. Por tudo e por nada imiscuía-se na nossa vida particular, criticando as nossas opções, além de que no trabalho era imensamente picuinhas. Cheguei ao extremo de nem o poder avistar, nem ouvir-lhe a voz e sentia-lhe o cheiro à distância, todavia, ali permaneci até a corda rebentar. Quando finalmente me vi livre daquele braço de ferro que estabelecemos entre os dois, foi um alívio indescritível, como se o peso do mundo tivesse saído de cima dos meus ombros. Foram dias de luta e muita angústia, porém, jamais me lembraria de me suicidar, porque a morte é o não retorno, tudo o resto pode ser resolvido, ou quase tudo, quanto mais não seja, dar um tiro na fonte da nossa angústia.
Afinal, estar preso pode não ser assim tão desgraçado. Pode-se ler até à exaustão e escrever. Estou a exagerar, mas uma coisa é certa, entre matarmos-nos a nós e matarmos alguém que nos faz sofrer até ao desespero, venha o diabo e escolha.
Carlos,
ResponderEliminarTambém me chocou imenso o que se passou na Telecon francesa. Globalização? Nunca acreditei nesses grandes benefícios...O Churchil, homem que admiro, sempre disse que a democracia era o menos mau dos regimes. Ainda soubemos o caso francês. E cadê os outros?...
É alarmante! A mesma solução drática (e não creio que seja devido à globalização) passa-se na nossa terrinha com os guardas da GNR.
ResponderEliminarExacto paulofski, a GNR teve 20 suicídios nos últimos 2 anos.
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