
Pensava escrever um post sobre o "Caso Saramago" que está a despertar discussões acaloradas. O mesmo já tinha acontecido com o "Evangelho Segundo Jesus Cristo", que deu a conhecer ao país um imprestável ser (Sousa Lara) que na altura ocupava o cargo de sub-secretário de estado da cultura.
Entretanto, ao ler este post, percebi que ali estava escrito tudo o que eu pretendia dizer. Só me apetece escrever mesmo uma coisinha. Quero saudar as palavras de Saramago, na medida em que elas permitem perceber melhor a indignação dos muçulmanos perante as caricaturas de Maomé ou os “Versículos Satânicos” de Salmon Rushdie e o que significa a liberdade de expressão para muitos dos que não poupam no ataque a Saramago.
Se estes descendentes de Adão e Eva não se tivessem manifestado contra a reacção muçulmana,com a mesma ira de Caim, acusando-os de intolerantes e fundamentalistas, eu poderia compreender as suas críticas. Assim, torna-se difícil.
Pessoalmente, creio que Saramago alcançou o que pretendia: publicidade gratuita ao livro. As suas palavras ofenderam-me tanto como as de Maité Proença em relação a Portugal: NADA.
Não ofende .Mete pena.
ResponderEliminarO que me parece é que viver em sociedade implica ter um comportamento correcto e respeituoso . O escritor Saramago não irá gostar de muitos dos comentarios que lhe vão fazer , pode até dizer que despreza quem tem opniões diferentes das suas , mas não gosta certamente que na rua lhe chamem " vilão , empertigado , convencido , etc"
Publicidade , já podia dispensar.
Existe um quadro clinico chamado de senilidade caracteristico de pessoas muito idosas que perdem a capacidade de falar em publico pois começam a usar termos menos agradaveis .
Perdem o decoro .
A culpa não é deles mas de quem os rodeia e que não sabe como evitar que o doente se exponha publicamente .
Creio que será natural um destes dias vermos o escritor Saramago despir a roupa durante uma palestra senão tomar outra qualquer atitude do género.
P:S: não sou católica
Tudo isso (incluindo o texto da nossa candeia que está muito bom, mas apenas um aparte: o Saramago já não precisa de publicidade nenhuma. Foram as suas ideias, contextualizadas a partir da escrita de um livro.
ResponderEliminarNo resto? Somos portugas: e à falta de melhor argumento vai de lhe atirar com senilidade, velhice - que eu acho, francamente deselegante (mínimo).
E nós, amigo Carlos, ainda havemos de discordar um dia em alguma coisa. Sério!
Vou ler o livro e depois direi se gostei dele ou não enquanto obra literária, que é o que me interessa. Dispenso críticas e pareceres de quem julga desde outros pontos de vista. Mais nada. Não acabo de compreender que tem em Portugal (falo em geral, naturalmente) contra um escritor de prestígio reconhecido fora. Aliás, gostei do que está escrito na ligação que pôs, Carlos.
ResponderEliminarDetestei a forma como foram feitas a maior parte da críticas ao José Saramago, ainda mais tendo em conta, que muitas dessas críticas tiveram origem em pessoas incapazes de pensar por si! Bastou-lhes ler a opinião de um qualquer guru da blogosfera e lá "encarneiraram" obedientes e em fila! Quantos terão sido os que assim fizeram, ou seja, propalaram as opiniões uns dos outros, sem que, ao menos, se quedassem um segundo que fosse para fazer uma coisa muito importante - pensar?!
ResponderEliminarPois a minha opinião: A minha opinião, reitero, é que a Bíblia pode ter muitos méritos, menos o de nos tornar melhores e mais justos. Conheço bem quem viva abraçado à Bíblia, mas, ainda assim, não descura uma oportunidade que seja, para fazer mal ao seu semelhante!
Sempre me entendi melhor com ateus! Vá-se lá saber porquê!
O Saramago tem aquilo que eu chamo o complexo de Flaubert.
ResponderEliminarGustave Flaubert tinha inveja da sua famosa personagem Bovary e detestava a ideia de ela ir ser eternizada, de o suplantar a ele, o seu autor.
Com Saramago, deve passar-se algo parecido, o senhor tem receio de ser esquecido e então tenta a perpetuação do seu eu, através de tiradas disparatadas.
Sinceramente, e como diria o Diácono Remédios, não havia necessidade. Pelo menos teria tido outra interpretação da minha parte se o tivesse dito noutra altura. Ideologia ou publicidade? Acho que nem uma coisa nem outra. Diria antes que é reflexão.
ResponderEliminarSerá que ninguém ousa falar na for´ça de sua mulher PILAR DEL RIO??? Não é de desprezar...
ResponderEliminarUma amiga minha dizia hoje -"Saramago , chegou a uma idade em que tudo lhe é permitido..." "Já não tem nada a perder"...
mas está a perder sensatez e outras coisa...
Até o nome da sua 1ªmulher, a quem dedicou livros, fez desaparecer, para os dedicar a PIlar...
Lá vem o velho ditado, "A primeira mulher é vassoura e a segunda , senhora.."
Estou consigo, Carlos. Não me senti minimamente beliscado em ambas as situações. E acho que o Saramago não precisou de investir 1 € em publicidade para promover "Caim".
ResponderEliminar.. até que enfim que leio o que penso.
ResponderEliminarParabéns Carlos. Nada, de facto. É essa a palavra.
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Claro que em termos publicitários a coisa reveste-se de uma "golpada" bem montada.
Votos de Bom dia * :)
Esse senhor escusava era de fazer publicidade ao seu livro desta forma.De resto que passe bem.
ResponderEliminarabr
Pois eu acho que foi uma boa atoarda saplicada de meia verdade e que no fim deu num excelente golpe publicitário!
ResponderEliminarClaro que foi publicidade, marketing em estado puro e nada mais.
ResponderEliminarEu também gostava que ele fosse tão coerente na defesa dos ideais que professa e não vivesse numa espécie de paraíso fiscal e... e... e...
Gosto muito de coerência, qualidade que difícilmente reconheço a Saramago. E no caso Rushdie, o que estava em causa era um livro, não umas quaisquer declarações do autor.
Na verdade, o que ele faz, o que ele diz, aonde e como ele vive não me importa.Eu leio Saramago porque gosto da sua escrita, seja ela constestadora, abusiva ou não.
ResponderEliminarConcordando ou não com ele, considero uma leitura de qualidade.
Nunca deixei de ler um livro porque o seu teor pudesse ofender alguém ou uma crença inteira. E não levo em consideração as declarações tanto de autores como de diretores antes de um lançamento. Porque afinal, tirando os tratados e documentários, é tudo ficção!
Plenamente de acordo com o que diz, pois nem numa situação nem noutra me senti minimamente ofendido ou melindrado.
ResponderEliminarApenas me sinto quase assustado é com o latente e violentíssimo aiatolismo de que ainda (ou cada vez mais?) vamos dando conta.
Em todo o caso, defendendo que o Saramago diga à vontade o que bem entenda, não me olvido, no exacto e preciso momento em que faço questão que ele o possa fazer em plena liberdade, do modelo sócio-político que ele professa e que, acaso tivesse sido vitorioso, não teria permitido que houvessem hoje outros "saramagos" a dizer nada que fosse contrário a este "Saramago"...
Porque razão se disporá Saramago a participar nestes «circos»? Só encontro uma explicação: a sua característica mais pessoal, que manterá até ao último suspiro, e que se chama soberba. Leiam o monumento ao egocentrismo que são os seus "Cadernos de Lanzarote". Desconfio muito dos homens que não riem. Saramago é um deles. Que me lembre, nunca lhe ouvi uma gargalhada. Mau sinal...
ResponderEliminarVou atribuir um Selo VIP ao "Rochedo..." ... daqui a pouco, no A Nossa Candeia.
ResponderEliminarUm abraço amigo,
Ana Paula :)