Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Notícias do futuro

Era uma vez um país onde uma jovem de 16 anos não podia comprar álcool nem tabaco. Chamavam a isso progresso. E para confirmar o seu empenho no progresso do seu país, o governo decidiu que às jovens de 16 anos que não podiam comprar álcool nem tabaco, devia ser dado o direito de abortar sem necessidade de autorização dos pais.
Isto aconteceu durante a primeira década do século XXI na actual Ibéria, que nessa época se chamava Espanha, e partilhava com Portugal e outras províncias de linguarejares estranhos, todo o espaço da Península situada na ponta ocidental da Europa.

12 comentários:

  1. São opções ... não sei é se de progresso!

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  2. Carlos: definitivamente, a noção de progresso não é chamada para muitas questões - a do aborto é uma delas.
    Sem me alongar em argumentos morais ou filosóficos sobre a questão, mas apenas sendo prgamática: muitas jovens que recorrem ao aborto fazem-no para esconder a gravidezes dos pais. Desses pais que vão bater com a mão no peito, participam nas manif's anti-aborto e que são um muro quando se trata de dialogar com os filhos. Em relação ao aborto há todo um conjunto de questões a serem avaliadas e pensadas. As relações interparentais serão um bom princípio.
    E isto que eu digo não nada a ver com a minha concordãncia ou não com a lei ou com o aborto.

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  3. Ouvi isso mesmo da boca de uma portuguesa casada com um espanhol numa reportagem de um noticiário nosso feito num país junto de nós. ;)

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  4. Lá estamos nós outra vez com as leis, as proibições e as facas de dois gumes, que, havendo fiscalização apenas teriam um...

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  5. Um grande abraço da nossa cidade!

    Até breve em D'dorf!

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  6. Como são noticias do futuro temos de esperar para fazer o balanço....

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  7. Há leis que nos levam a pensar como foi possível a Humanidade chegar ao século XXI.
    Leis que regulam coisas tão banais, como as medidas das camas onde os bebés dormem.
    Tentar proibir os jovens de enveredar por vícios que depois serão difíceis de deixar, acho que são boas medidas.
    Deixar mulheres, não interessa se com 12, 20 ou 40 anos, abortarem legalmente é quanto a mim uma medida que só pecou por tardia.
    O acto de abortar, pode não ser moralmente aceitável, nem digno, ser até um crime, mas menos aceitável é que nasçam crianças que depois andarão por aí aos caídos, abandonados, a passar fome e a crescerem sem qualquer dignidade.
    isso sim, é criminoso. E casos desses todos conhecemos alguns.
    Há leis que realmente não fazem sentido, mas a do aborto, quanto a mim, não será seguramente uma delas. Tentar que os jovens não bebam, nem fumem também é uma medida acertada.
    Esperemos é que nunca façam uma lei a proibir o acto sexual.....

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  8. Hein? Há alguma lei dessas para sair? Nem sei que diga, vejo um sim e um não e acho que me inclino para uma posição eticamente incorrecta.

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  9. Uma sociedade que funciona assim...; a confiança entre pais e filhos tem de ser uma utopia?

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  10. Achas que o milhão que veio para a rua merece ser informado? Eu não.

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  11. Bem, vc já tem uma boa idéia de como penso e aqui não poderia fugir muito da minha linha de pensamento.
    Não vejo com bons olhos muita repressão. Assim como muitos da minha geração, aos 16 anos eu já havia fumado e bebido.Como sempre tive apoio e diálogo familiar isto não me trouxe malefício algum.
    E continuando o raciocínio, teria me sentido muito mal se tivesse realizado um aborto sem que minha família soubesse. Acompanhei de perto o aborto de uma amiga de escola.Fui com ela conhecer a tal clínica enquanto ela ainda decidia se o faria ou não. Essas clínicas clandestinas, já que o aborto é prática ilegal aqui no Brasil, são pavorosas.Seria melhor que fossem realizados em clínicas especializadas e preferencialmente com suporte psicológico e apoio dos pais.
    E no caso das leis que vc cita acima, e de muitas outras, sou à favor da liberdade com responsabilidade :o)
    Proibir é fácil...

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  12. Nem me vou pronunciar sobre o aborto, até porque já lhe disse aqui uma vez a minha opinião e qual foi o meu voto na altura, se ainda se recorda.

    Mas este caso que apresenta é um problema que implica muitos outros, Carlos.
    Por exemplo, num caso de uma gravidez adolescente, como é que fica então a confidencialidade entre o médico e a paciente?

    Se essa confidencialidade existe em qualquer caso e sem excepção alguma, como pode o médico impedir que a jovem faça um aborto, mesmo sem os pais saberem?

    E quem diz um aborto diz outra coisa qualquer.

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