

Tenho aproveitado o fim de semana para algumas releituras, mantendo uma saudável distância da internet e até das notícias.
Hoje,ao final da tarde, acabei de reler “ O cantor de tango” de Tomás Eloy Martinez . Quando acabei, deixei-me ficar alguns minutos a viajar por Buenos Aires. Deambulando pela Corrientes e Santa Fé cheguei à Palermo de Borges, com a renovada esperança de ver o Aleph. Numa cadeia de recordações que nem sempre somos capazes de explicar, lembrei-me de Atahualpa Yupanqui - um dos maiores nomes da música argentina do século XX, estudioso incansável do folclore andino- e decidi ouvir um disco com alguns dos seus sucessos.
Viajei um pouco pelos Andes. Enquanto ouvia, pensei dedicar-lhe o próximo Rostos do Sul,
Começara a escrever sobre o seu nascimento nas pampas mas, na incerteza quanto à idade em que fora viver com a família para Tucuman, decidi consultar o Google. Antes, passei pelo Rochedo para postar os comentários dos leitores. Num desses comentários, a nossa leitora Maria, frequentadora assídua do Rochedo e do Delito, informava-me da morte de Mercedes Sosa. Foi como se me tivessem anunciado a morte inesperada de um amigo querido. Não consegui conter a emoção e recolhi-me, durante uns momentos, para lhe prestar a minha homenagem.
Depois lembrei-me de coincidências. Mercedes Sosa nasceu em Tucuman, a cidade para onde Yupanqui foi viver, no ano em que Mercedes Sosa nasceu. A cidade para onde me levou a releitura de um livro de Eloy Martinez, passado em Buenos Aires, onde a personagem que gera toda a trama se chama… Tucumano.
Nota: Post também no Delito de Opinião
Carlos
ResponderEliminarO teu recolhimento quando soubeste da notícia de morte de M Sosa, foi o meu tb. Embora soubesse que ela não estava bem, foi um murro muito grande.
Diz-me muito, a Mercedes. Muito mesmo. Embora só tenha conhecido a obra dela há coisa de ano e meio, entranhou-se de tal forma que, até a frase de cabeçalho do meu blogue, era de uma música dela!
E grande post o teu. Cheio de histórias cruzadas... nisso, és imbatível, Carlos!
Pois, Carlos, calculo a sua dor - tão próximo que era desta grande Mulher e Artista - Mercedes Sosa - "La Negra" como também ficou connhecida pelos seus longos cabelos negros - de uma voz única, cantando o seu povo com imensa força e ternura. Foi através dela e do seu canto que que me apercebi melhor do sofrimento do povo Argentino durante a ditadura militar (1796-1983)-"A guerra suja na argentina" - como ficou conhecida. Nunca pensei que fosse eu a dar-lhe a notícia, Carlos - o que eu queria era partilhar a tristeza que, sabendo que o Carlos iria compreender, eu também senti por ter perdido mais uma "referência" importante na minha vida.
ResponderEliminarFica em paz Mercedes - "hasta siempre" - não te irei esquecer!
Carlos, para si
Um abraço.
O Sul é bão, Sebastião ;o)
ResponderEliminarLúcia:A Mercedes acompanhava-me desde o princípio dos anos 70 "Conheci-a" em Inglaterra e vi-a actuar ao vivo numa "Festa do Avante". Nessa altura já estava exilada na Europa. Bem, mas na 6ª feira eu conto tudo nos Rostos do Sul, lá no Delito de Opinião.
ResponderEliminarMaria: Mercedes Sosa foi uma das responsáveis pela minha paixão pela América Latina. Só era próximo dela pela música, porque apenas uma vez falei com ela, mas foi o suficiente para perceber a grande mulher lutadora que era. Já fui ver os jornais da América do Sul. É bem visível pelo qu se lê,que foi uma perda para toda a América do Sul. Talcomo Violeta Parra.
ResponderEliminarObrigado por me ter dado a notícia, Maria.
Tendo-me submetido a um jejum de notícias durante o fds, provavelmente só saberia na terça-feira.
Turmalina: ?:)
ResponderEliminarO meu comentário ficou meio esquisito mesmo, né?
ResponderEliminarÉ que eu estava longe, além do seu post...estava pensando nas mulheres como Mercedes, Marina Silva e tantas outras, exemplos de força e resistência...e a forma como elas ficam impressas em algumas almas e corações.
E o Sul como sendo o berço de algumas delas...
Eu estava pensando em voz alta :o)
Não foi só a Argentina, foi também a América Latina que ficou mais pobre e também eu assinalei mais uma coincidência lá no meu canto.
ResponderEliminarRecebi a notícia através do facebook e o primeiro que me veio à cabeça foi a letra de "Alfonsina y el mar", como se fosse para ela. Lá a tenho colocada no blogue. As voz de Mercedes Sosa é parte da nossa vida.
ResponderEliminarAs suas canções e a sua voz ficarão para sempre ligadas à Argentina.
ResponderEliminarMorreu no dia em que Violeta Parra fazia anos.
Duas mulheres inesquecíveis.
Veludinhos
Carlos,
ResponderEliminarTambém fiquei muito triste e nos meus habituais "desejo de uma boa semana", só hoje é que o fiz tentando que não nos esqueçamos da mulher lutadora sincera que foi Mercedes Sosa!
Um beijinho
Prontossssssssssss Carlos, já comentei muito este seu post lá no DO.
ResponderEliminar:)))
Turmalina:Ah!:)
ResponderEliminarSalvo: Assim é. Lendo a imprensa sul-americana, percebe-se bem como ela era querida em toda a região.
ResponderEliminarSun Iou Miou: E da nossa aprendizagem também
ResponderEliminarBlueVelvet: Oportuna lembrança! Emaranhado nas coincidências, escapou-me essa.
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