Recebi, da Grande Jóia, este simpático, mas perturbador, selinho que me deixou embaraçado, pelas regras inerentes à sua atribuição e que passo a explicar:1. Postar o Selo - Já está!
2. Dizer quem me indicou- Já está
3. Escrever três conflitos que me levaram ao Divã
O busílis está precisamente na regra nº 3. É que comecei a pensar e cheguei à conclusão que nunca fui ao divã. Ou melhor: fui, mas por razões que não vou aqui contar. Embora neste Rochedo se revelem muitos episódios da vida do seu inquilino, não chegaria ao ponto de aqui descrever os episódios íntimos que me levaram ao divã. Por mais agradáveis que possam ter sido, não os vou aqui revelar, sob pena de o sr Blogger me colocar um aviso à porta, informando os visitantes que devem ter cuidado antes de entrar neste antro de mau porte.
Foi quando pensava na melhor maneira de cumprir a tarefa ( sim, que sem o selinho é que eu não ia ficar...) que me lembrei que afinal eu tenho mesmo um divã. Embora nunca me tenha deitado nele, visito-o várias vezes todos os dias. Pois é, esmiuçando bem o Rochedo, tenho de reconhecer que funciona como um divã onde reflicto sobre as questões que ao longo do dia me suscitaram reacções de alegria, tristeza, entusiamo, desânimo, ou mesmo dor. E pelo menos 3 vezes, ao longo destes dois anos, os posts que escrevi funcionaram como catarse purificadora das minhas emoções. Sendo a minha formação, na área da psicologia ( que não exerço), deveria fazer a catarse em privado mas, pelo menos nessas três vezes, não respeitei as regras básicas e tornei públicas as minhas angústias, pela perda de pessoas cuja memória está sempre comigo.
Quem quiser ler, faça o favor de seguir os links. Aqui, ali e acoláMandam as regras que mande para o divã seis vizinhos. No entanto, como penso que ninguém deve ir para lá obrigado, lanço o repto a quem quiser dar seguimento. Agradeço, a quem se ofereça voluntariamente, que me informe na caixa de comentários.
Ir ao divã é bom...
ResponderEliminarE concordo plenamente que esta coisa dos blogs funciona como divã fenomenal.
Carlos
ResponderEliminarParabéns pelo prêmio e pela coragem de chegar ao divã por segunda vez. Também por segunda vez li seus texto e, por segunda vez me emocionei. E muito...
Nossa eu tenho vontande de ir direto para o divã...
ResponderEliminarabraços Hugo
Não precisei de abrir nenhum dos links para me lembrar de cada um dos post que escreveu.
ResponderEliminarEvidenciam características que, embora o estilo confessional não seja, de todo, o normal tom dos seus textos, se adivinham e percepcionam em muitos deles.
Mais de um ano depois de o seguir regularmente, Carlos, tenho o orgulho de dizer que foi deste porto de abrigo que parti para a aventura da blogosfera e que esta, se transformou, para mim também, o tal do divã, onde, através da escrita, se exorcisam algumas sensações que, quem sabe, nos poderiam atirar dele para o 'tapete'.
Seja um ou outro, o prazer de por cá andar renova-se todos os dias.
Pois, pois! Acho muito bem que não se ponha agora aqui com cenas de divã e afins.
ResponderEliminarOlhe as coimas!
Há quem vá à Rosette, que também deve funcionar como divã.
ResponderEliminarDesculpe, Carlos, mas veio-me esta canção à cachimónia.
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ResponderEliminarÉ evidente que muitos utilizamos o blogue (ou até blogues) respectivos como divãs. Escrever faz bem. Permite-nos uma perspectiva sobre o que pensamos, ajuda a reflectir. Que alguém leia o que escrevemos faz ainda melhor.
ResponderEliminarAo outro divã nunca fui, não porque não considerasse necessário em ocasiões, mas porque sempre acabo pensando que o que não possa resolver eu ninguém vai resolver. E a terapia da escrita é bem mais barata até em blogue alheio. (`_^)
O seu texto Acolá foi o primeiro que li aqui e foi o que me fez voltar outras vezes.
ResponderEliminarO Ali me fez chorar.
E o Aqui eu ainda não conhecia e olha que li tudo desde o começo.Por algum motivo ele me escapou...e lê-lo agora talvez tenha um significado diferente :o)
Obrigada!
Eu prefiro o sofá, é mais intimo. Ele sabe de mais!
ResponderEliminarCarlos, vim até aqui, ver se achava aquela cama da qual falou e encontro seus tres links.Começo a entender seu amor pela Argentina - que já vi expresso em outros lugares por aqui - começo a entender mais as entrelinhas de você. Um beijo meu, o lado de cá do Atlântico, pressinto, ainda te terá de volta algum dia, por um tempo que seja.
ResponderEliminarBem eu também nunca "lá" fui...ao divã é claro, eheh
ResponderEliminar...
Carlos,
ResponderEliminarO DIVÃ é quase perigoso...faz-nos entrar em lugares mal-arrumados dos nossos corações!
Li os seus textos e lembrei-me...Tive três acidentes de carro e todos deixaram marcas, o último foi mesmo muito mau e desse resultou que nunca mais consegui fazer projectos!
Nem curtos nem médios e muito menos compridos! Decido tudo no momento, nem bilhetes para o cinema da semana que vem...:)
A si desejo que o tempo lhe dê sabedoria para viver da melhor maneira possível.
xx
Não tenho divã no sentido lato do termo, mas os nossos blogues também têm essas função.
ResponderEliminarabraço
Carlos, eu NÃO me candidato. As situações que poderiam ter-me levado ao divã são situações de perda, da natureza das suas, pelo que não dariam que contar. Pena que não apareça quem se disponha a partilhar connosco situações que levaram ao divã divertidas… porque as há, que eu sei. ;-D
ResponderEliminarReli os "três" - repeti o semtimento - a comoção - é bom sinal - quer dizer que, ainda, não embruteci...
ResponderEliminarEu por defeito ou feitio cada vez mais vou ao divã isto é ando sempre a analisar-me a ver onde falhei aonde posso melhorar, na mira de viver melhor - comigo e com os outros - no tempo que me resta...
Carlos, podia dizer-lhe mil coisas mas qualquer palavra estaria a mais.
ResponderEliminarQuando lhe sugeri este desafio tinha a certeza que o que quer que escrevesse teria um significado muito especial.
Obrigada.