
Nunca fui “beatlómano”. Em termos musicais, há várias bandas e vozes a solo dos anos 60 que marcaram mais a minha juventude. O álbum que mais gosto dos “Beatles” – “The Magical Mistery Tour” - raras vezes é citado na discografia dos “Fab Four”, mas que diabo… os “Beatles “ são uma marca incontornável da minha geração. Mais pela irreverência e pela postura que ajudou a quebrar vários tabus, do que pela música que produziram.
A reedição da sua obra completa remasterizada, que hoje foi lançada em todo o mundo, é mais a demonstração da força de uma marca poderosa, do que a confirmação de uma genialidade musical que apenas existiu a espaços. “The Beatles” entraram, definitivamente, para a lenda dos anos 60. Parece-me por isso justo evocá-los aqui, mas não correrei a comprar esta colectânea. As canções de que mais gosto guardo-as ainda em vinil. É nesse registo que os quero recordar. As capas originais- algumas com dedicatórias de amigos em oferta de aniversário- os discos pretos com um buraquinho no meio, aquele característico ruído de fundo dos discos já muitas vezes ouvidos, fazem parte da minha memória. Reeditar os “Beatles” em CD pode ser um grande sucesso comercial, mas trai a memória de uma época. Os “Beatles” não são deste tempo. Não há nostalgia que mascare essa realidade.
* Quis colocar aqui esta canção dos Beatles mas, por razões que desconheço, as músicas dos Beatles no You tube estão hoj e quase todas barradas. Coincidências... Esta foi o que se pôde arranjar...
Passando rapidinho.Eu também adoro os Beatles. Acompanhei mais de perto a obra de Lennon, o mais genial dos quatro na minha opinião. Mas meus irmãos mais velhos, aficcionados por Beatles ouviamos LPs o dia todo e acabei gostando também. Quanto a LPs, concordo com você. Eu tenho todos os meus e não abro mão. Apesar do barulhinho característico o som é muito mais bonito que CD e também tem a questão da nossa memória afetiva. Um dia bom por aí prá ti. Veroca
ResponderEliminarCoincidências não existem...essa frase tirei lá do Guia Prático da Teoria da Conspiração..rs...
ResponderEliminarMinha geração, ou parte dela (às vezes sinto que minha geração ficou pela metade) pegou o finalzinho dos Beatles.
Nas festinhas não faltavam bandas tocando Let it be, que só perdia mesmo para Stairway to heaven. Gosto mas não sou fanática e tb não compraria o CD.
Já o filme "Across the Universe", da diretora Julie Taymor eu adoro! O filme retrata justamente a irreverência e a quebra de costumes de uma época que parece já tão distante :o)
Carlos
ResponderEliminareu cresci ouvindo Beatles, e tem algumas músicas que considero especiais, pois marcaram uma época importante durante a minha infancia e adolescencia. Achei muito relevante as tuas considerações e também penso que os Beatles fazem parte da geração do vinil, bem como a vitrola. Penso que todo resgate é valido como forma de preservar uma obra, desde que seja mantida e respeitada a sua originalidade.
Um grande abraço
Pretende colocar esta:
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=I2qLjQbRv3w
Ou esta?
http://www.youtube.com/watch?v=yHhRC7K0RHA
Não sou de todo fã dos Beatles, pese embora goste de algumas canções.
Carlos, tantas recordações com a tua descrição dos discos de vinil. É exactramente isso: o retrato de uma época, a vivência dos nossos 20/30 anos, coisas que se guardam no coração e no baú das memórias. Também não vou comprar o CD...
ResponderEliminarQuer saber um segredo?
ResponderEliminarTaí o link:
http://www.youtube.com/watch?v=L8Vx6E26lFM
:o)
António Almeida e Turmalina: Obrigado pela vossa simpática ajuda. Agora em casa,descobri que o roblema deve ter sido no computador do meu gabinete de trabalho, porque aqui consigo abrir tudo na pefeição
ResponderEliminarVeroca: um bom dia também para ti ( de quinta-feira, que este já acabou!)
ResponderEliminarLisa:Um abraço também para si
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